quinta-feira, 6 de abril de 2017

Exepriência requerida

A principal saudade que eu tenho dos meus 16 ou 17 anos, é que existiam menos desculpas para tudo.

Quer dizer, eu tinha 17 anos e poderia escolher que empresa trabalhar ou qual profissão assumir, bastava enviar um currículo, me portar bem na entrevista e as coisas funcionavam, para praticamente qualquer área.

Isso não quer dizer que eu me considere melhor que os outros ou que eu deva ser contratado de imediato, mas hoje em dia, quando se procura emprego os empregadores já têm na 'ponta da língua' que não estão contratando por causa da crise, que a crise não deixa eles investirem em mais funcionários e outras desculpas.
Sim, eu não sou tão alienado, eu sei que existe uma crise econômica no Brasil e embora eu não esteja aqui para questionar as causas dela, eu gostaria de expor algumas das consequências.

Afinal, nunca tive muito problema para trabalhar, não acredito que nenhuma função - desde que devidamente legalizada - seja ultrajante, afinal, todo trabalho é trabalho, porém, esse 'advento de crise' gerou uma outra crise nas pessoas: a crise de caráter.

Há algum tempo atrás eu vi uma oferta de emprego para uma ação temporária na qual contratavam moças para fazer pipoca e uma das exigências era que a mesma enviasse duas fotos de rosto e de corpo para a empresa, quer dizer, não basta atender bem e saber fazer pipoca, a moça também precisa ser uma modelo para poder assumir a função.
Isso sem contar as diversas vagas para as quais eu me inscrevo e vejo que um dos requisitos dos empregadores é que se tenha domínio de um sistema X ou Y de gerenciamento.

Isso é ridículo, quer dizer, quando o sistema chegou na empresa alguém já tinha experiência com ele?

Ou seja, sob um pretexto de 'querer qualificar a mão de obra' as empresas colocam requisitos absurdos - ou improváveis - e continuam a oferecer remunerações baixas, isso não é 'dar oportunidade', é 'exercer o oportunismo'.

Eu tenho 25 anos, e depois de quase 10 anos atuando em uma mesma área, estava tentando mudar de profissão, mas hoje já estou considerando sorte conseguir uma profissão - em qualquer área que seja - se pra mim está difícil, eu não quero nem imaginar
quem tem mais de 40 ou 50 anos e passou a vida inteira trabalhando em um mesmo de setor de uma empresa.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Tempo

Às vezes só se precisa respirar, mas não do modo literal, às vezes é preciso 'dar um tempo das pessoas', isso não quer dizer exatamente se isolar quer sim, isso não significa um desejo de viver só para o resto da vida, talvez exatamente o contrário.

Eu, particularmente, acredito muito no poder das palavras e sei que assim como elas podem salvar vidas, podem também ter um efeito completamente contrário.

Acontece que em alguns momentos, vivemos sentimentos complexos demais e dizemos e fazemos coisas que poderíamos evitar ou pelo menos adiar, isso não é um incentivo à covardia, e sim o completo oposto.
É preciso que hajam momentos de loucura para que nossa vida seja completa, mas também, é preciso compreender quais as consequências que certas situações podem trazer para nossas vidas.

Pois existem situações que nós imaginamos e que outras pessoas não são capazes de vislumbrar, logo, existem duas escolhas: deixar o tempo passar e ver como as coisas se acertam ou tentar fazer com que as pessoas vejam o que nós estamos vendo, correndo o risco de criar um certo desgaste.
Devo confessar que nesse momento da minha vida, eu tenho criado desgastes apenas respirando isso é uma hipérbole demonstrativa, e tudo o que eu mais procuro é evitar desgastes com os quais eu precise agir ou reagir.

Sendo assim, para mim, muitas vezes, a solução mais prática é 'dar um tempo' de algumas pessoas que me trazem certas situações, o que em momento algum significa que eu tenha mudado qualquer bom pensamento à respeito dessas pessoas, e sim, que eu prefiro acalmar minha mente para evitar situações demasiado constrangedoras ou no mínimo desagradáveis.

Nada à nível pessoal, apenas negócios, até porque cuidar da minha saúde (principalmente a mental) é um 'negócio' no qual eu pretendo investir bastante.

sábado, 24 de dezembro de 2016

O que vai volta

É engraçado, eu guardo muita coisa, mas não como bagagem ou carga emocional em si, mas eu acabo guardando muitas das coisas que as pessoas me falam e me fazem, não para poder confrontá-las no futuro e sim 'para futura referência'.

Não considero que isso seja uma forma de guardar rancor, é apenas uma forma de poder pesar um pouco meus atos, afinal, sou alguém bastante impulsivo, embora muitas vezes tente me controlar, sei que boa parte das minhas decisões e escolhas são baseadas na aversão à pressão de escolher.

Sendo assim, eu tento reunir todas as informações possíveis para formular uma opinião ou decidir minha posição diante de várias coisas, o que acaba dando a impressão de que eu realmente guarde rancor de algumas pessoas.



Minha sensibilidade tem mais a ver com atitudes do que com palavras, mas isso não quer dizer que odiarei uma pessoa 'do nada', porém, em algumas situações eu acabo medindo 'o nível de comprometimento' das pessoas nas relações e consequentemente o grau de envolvimento que posso manter com elas, por exemplo:

"Tem dias em que você está com sérios problemas, mas alguém te manda uma mensagem dizendo que precisa de ajuda, então, você deixa de lado seus afazeres e tenta dar uma palavra de incentivo à pessoa ou até mesmo ajudá-la a resolver o problema, em contrapartida, quando você recorre à mesma pessoa para pedir ajuda, ela nunca está disponível, pois mesmo em 'tempos calmos' fica a sensação de que é difícil a pessoa tirar alguns minutos para pelo menos passar uma palavra de conforto."

É sentimentalismo puro, mas minha mente funciona assim: se eu 'conheço' a vida de alguém e peço ajuda quando sei que tudo está calmo e a pessoa não tem a mesma disponibilidade de quando ela está com problemas, simplesmente o meu 'nível de auxílio' se torna proporcional ao que a pessoa me oferece.

Entretanto, existem pessoas que você sabe que estão rodeadas de problemas mas que sempre têm um momento para ajudar, embora seja evidente que cada qual tenha o seu modo de lidar e resolver os problemas, é preciso que haja um equilíbrio, pois de nada adianta você só se fazer presente para pedir ajuda.

p.s.: Não é um fato específico, apenas um compilado de situações.
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