domingo, 20 de maio de 2018

Quanto tempo faz?

É incrível como bastam algumas coisas simples do nosso dia-a-dia para despertar um 'turbilhão de lembranças' na nossa mente.
Hoje enquanto eu tentava inutilmente desenformar um bolo e mantê-lo apresentável, acabei lembrando do quão rápido eu via minha mãe fazendo bolos que eram incríveis, saborosos, bonitos, bem feitos e pensando eu que levei umas três horas para fazer um bolo 'exótico', ou seja, feio mas comestível - que convenhamos, é a minha especialidade na cozinha.
Mas uma coisa que eu nunca entendia era: por que ela ficava às vezes até a madrugada montando um bolo que só poderia ser comido no outro dia de manhã? Pra que todo aquele trabalho?
Sem contar que toda data comemorativa era razão para um bolo, logo, não havia um aniversário, ano novo ou natal que não tivesse esse ritual (quase que sagrado).
E foi olhando pra trás que aprendi o que tudo isso realmente significava e hoje cada bolo desses me diz muito sobre dedicação (afinal, ficar horas e horas cozinhando para os outros exige muita dedicação), carinho (o fato de lembrar de cada data e fazê-la especial), paciência (afinal, esperar até de manhã para comer parece uma eternidade para uma criança gulosa, mas é necessário para qualquer bolo) e sobretudo amor (que era possível sentir até nos bolos que não saíam como o planejado).
Enquanto escrevo me pego pensando em várias lembranças de aniversários que já se foram, tantos natais e seus momentos de confraternização, de estarmos reunidos para comer um pedaço de bolo, as 'crianças' comendo rápido para ir ver os desenhos, os adultos para voltar às suas obrigações.
Que saudade de tudo isso, são coisas tão recentes, mas ainda assim parece que aconteceram há séculos atrás, como eu fui incapaz de saborear tudo isso? Como o tempo pode passar tão rápido? Será que tudo é tão recente assim? Afinal, quanto tempo faz?

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Não desiste não

A vida é maravilhosa, sabe?

Quer dizer, isso não significa que todos os dias precisam exatamente "dias de sol".
Mas você já parou para perceber o quão bonito pode ser um dia de chuva?
Afinal, um arco-íris só aparece no céu depois da chuva, ou seja, é preciso que haja a chuva para que exista o arco-íris.

E na vida não é tão diferente, você já notou que alguns dos momentos mais felizes da sua vida aconteceram depois de tempos caóticos?

Às vezes quando estamos em momentos ruins sentimos vontade de jogar tudo pro ar ou nos sentimos incapazes demais para ir adiante, mas preciso te contar um segredo: você pode, você tem toda a capacidade de superar o que tanto te faz mal ou te incomoda.
O fato é que se todos os seus dias fossem todos felizes, você não iria valorizar as coisas boas que acontecem.

Então não se preocupe demais, faça tudo sempre da maneira que você conseguir, não sofra tanto quando as coisas estiverem ruins, mas valorize cada sacrifício pois depois deles você terá muitas vitórias te aguardando.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Tudo tem seu tempo

Para mim a vida sempre foi um grande processo e com o passar do tempo acabo tendo cada vez mais certeza disso.

Entretanto, viver (como todo processo longo) pode ser algo muito doloroso, afinal, somos bombardeados diariamente por críticas, expectativas e ideais muitas vezes não condizentes com nossos anseios e esperanças para nossa própria existência.

Com o avançar da tecnologia, este "bombardeio" se tornou ainda pior, pois o fácil acesso a um número enorme de informações e a comunicação simplificada entre as pessoas nos faz ver o que "é bonito e direito para o mundo" e "o que não é".
De 2008 pra cá, muita coisa mudou

Não raro vemos milhares de adolescentes sofrerem em excesso por causas fora de seu controle, afinal, nem toda menina vai ter um "corpo de panicat" e nem todo rapaz vai ter uma "barriga tanquinho" e isso é absolutamente normal, principalmente nas fases iniciais de nossas vidas.
O maior problema dessas as imposições sociais é fazer muitas/os adolescentes virarem adultos complexados com a própria aparência, na maioria das vezes, inclusive, sem qualquer razão para isso.

Nosso corpo está em permanente transformação e aceitar as peculiaridades de cada época de nossas vidas é algo vital não só à nossa saúde física como à saúde mental e entender esse processo de transição é o grande desafio de nossas vidas, pois ao não se render à ansiedade de ser aquilo que (ainda) não se é, cria-se a possibilidade de compreender melhor seu próprio corpo e fazer apenas aquilo que lhe faz bem e lhe deixa feliz.
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