domingo, 14 de junho de 2015

Prioridades

Um dia eu ouvi alguém dizer que: "a vida só é digna de ser vivida quando você tem aquilo que deseja, coisas como amor, dinheiro, carreira" e que se não se tem isso na vida é como se só estivéssemos perdendo tempo e consumindo oxigênio. Embora eu sinceramente concorde que na vida é preciso ter esses "itens", tenho uma visão um tanto diferente do conceito num todo.

Sinto que é muito martirizante as pessoas definirem suas vidas com prazos sobre coisas que não se tem controle, entretanto, nesse quesito cabem duas ressalvas:

  1. Não estou afirmando que não se deva sonhar, nas últimas postagens enfatizo cada vez mais a necessidade de termos sonhos possíveis na vida;
  2. Também não digo que as pessoas não devem estabelecer metas em suas vidas, muito pelo contrário, é preciso que tenhamos objetivos a alcançar, posso dizer por experiência própria que uma vida sem metas/objetivos é uma vida vazia.
Feitas as ressalvas, posso prosseguir afirmando que quando se tem sonhos e ideais, não podemos deixar que os mesmos 'nos engulam', como? Simples, não são raras as pessoas que beirando os 20 anos costumam dizer:

- Até os 30 anos eu já pretendo ter minha casa, meu carro, minha família, ter meu diploma do ensino superior, ter um cargo de gerência e boa situação financeira.

Embora eu creia que seja válido possuir este tipo de ambições, acho inclusive bastante saudável, penso que seja 'um tiro no pé' transformar os sonhos em obsessão, ou seja, acreditar que só se pode ser feliz se cumprir esses 'pré-requisitos'.

É mais que provado, desvios existem no nosso caminho, a vida é feita de maneira acidentada, até porque cada desvio que fazemos no nosso caminho nos faz aprender algo novo, porém, algumas pessoas, muitas vezes, parecem não perceber isso e o resultado? Vários 'jovens adultos' achando que suas vidas não valem nada por se aproximarem dos prazos estipulados com poucos ou nenhum dos objetivos alcançados.

Digo isso por profundo conhecimento de causa, há algum tempo atrás eu tinha traçado algumas destas metas com prazos, sendo coincidentemente o meu prazo até trinta anos, só que neste ano, principalmente, eu simplesmente 'enlouqueci', coloquei na cabeça que estava longe de cumprir os objetivos e que o prazo já estava se aproximando demais.

É certo que queimei muitas etapas na vida e adiei tantas outras mas depois de refletir um pouco, percebi que por mais que eu acredite ter cometido alguns 'passos errados' na minha trajetória, não há modo de voltar atrás, quer dizer, podemos tentar seguir o 'caminho original', porém, a situação será outra, pois o tempo muda tudo, mesmo que do modo mais sutil. E foi quando percebi isso que consegui visualizar novas perspectivas que se delinearam de acordo com as minhas escolhas até hoje.

O que fica de toda essa experiência?

A certeza de que mesmo que alguns dos meus objetivos não sejam alcançados até meus 30 anos, não haverá, de forma alguma motivo para desespero, pois as coisas boas vêm à nossa vida no momento exato em que precisam acontecer.
 
"Cada passo certo ou errado te deixa mais longe do início do caminho, certas vezes seguir em frente é a única opção que resta."
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