quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Natal sem presentes

Uma vez durante uma conversa, me perguntaram se eu dava presentes para meus pais nas datas comemorativas (aniversários, Natal, entre outras) e diante da minha negativa, fui de certa forma recriminado por não fazê-lo, por parecer uma atitude egoísta da minha parte, porém, ao menos para mim, essa é algo um tanto justificável.

Cabe, porém, ressaltar que em um ano financeiramente mais positivo, acabei dando presentes a eles, porque realmente achei que fosse interessante e pelo simples fato de que eu podia fazê-lo sem qualquer preocupação.

Até os meus 18 anos, eu tinha pouquíssimas preocupações 'consumistas', já que possuía um celular com uns 4 ou 5 anos de uso (e que me era muito além do suficiente), e também, porque por muito tempo pouco me preocupei com a minha aparência (e logo, com roupas e outros acessórios).

Mas, à partir dos 19 anos, (felizmente) comecei a me preocupar um pouco mais com tais itens mais "supérfluos", "precisava" de mais roupas (afinal, cheguei os 16 usando roupa "de criança", até porque, serviam e eu pouco me importava com isso), além de com o tempo, "precisar" ter um celular que pudesse, em certas ocasiões fazer (realmente) as vezes de um computador, diante de qualquer emergência, e, claro, com a idade, veio a necessidade de locomoção, e assim "surgiu" uma moto em minha vida.

Apesar de meus pais nunca terem me negado nada (sinceramente não lembro de qualquer restrição),  me sinto muito desconfortável em pedir qualquer coisa que não seja de necessidade básica aos meus pais, principalmente depois dos 16, 17 anos, tempo onde eu "teoricamente" deveria ser completamente independente deles.

Logo, pelas escolhas que fiz na vida, permaneço de certa forma financeiramente dependente de ambos, o que muitas vezes me colocaria na situação de dar um presente num mês e pedir dinheiro no outro pra pagá-lo, o que, para mim não serve de nada.

Claro que um dia (se a vida assim me permitir) quero cobri-los de todos os luxos que eles possam ter direito, apenas pelo fato de ser quem são, mas, ao menos agora, sigo firme no propósito de entregar os melhores presentes que estão ao meu alcance, por exemplo: me mantenho estudando, e tento manter minhas notas o mais altas possíveis, pois essa é a obrigação que tenho por depender dos meus pais, e outra, em 22 anos, eles nunca precisaram me buscar em festas por estar bêbado demais para ir para casa, nunca precisaram me buscar em delegacia e nem responder por qualquer "burrada" que eu tenha feito até hoje, logo, sei que não é muito, porém, fazer o meu melhor, já conta bastante para tentar "saldar minhas dívidas" com meus pais.

Não sou um "filho modelo", longe disso, mas acredito que a gratidão, o respeito e a admiração que tenho por eles dois conta bastante se comparado a qualquer bem material que eu possa lhes comprar.
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