quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Foco no objetivo

O ano de 2013 foi bastante especial para mim, pois havia me proposto um desafio: fazer "jornada tripla", era algo que eu considerava bastante difícil, não pensava ser impossível, mas sabia que teria de me superar bastante, funcionaria assim: das 5:00 até as 13:20 eu trabalharia, das 13:30 às 17:30 faria um curso profissionalizante e das 19:00 até as 22:30 eu continuaria meu curso técnico.

Como eu disse: seria uma tarefa bastante difícil, principalmente pelos choques de horários que seriam inevitáveis, por exemplo: eu levava cerca de 15 a 20 minutos para ir de casa até o trabalho, sendo isso em condições de trânsito livre (ou seja, às 4:00 da manhã) e a volta, sempre transcorria em pelo menos 30 minutos, mesmo andando de moto - partindo do pressuposto que não gosto de cortar a frente dos carros, nem ultrapassar pelo meio fio ou calçadas e nem andar acima de 100 km/h em locais que não permitem tal velocidade.

Eis o dito boletim
A concepção do plano era ótima, bastaria um pouco de disciplina e tudo iria se resolver, porém, na prática, o resultado foi outro, trabalhei por três meses, sendo que à partir do segundo mês já estava frequentando as aulas do curso profissionalizante, desse modo, chegava em casa às 17:40 e já ia dormir, para poder garantir uma quantidade razoável de horas de sono, mas, o fato de não dormir durante a noite ou acordar cedo demais, acaba desencadeando crises de sono constantes, o que tornava inevitável que durante as aulas eu adormecesse, mesmo que por pouco tempo, o que - para mim - causava bastante mal estar para com os colegas e professores.

No terceiro mês, iniciaram as aulas do curso técnico, logo, seria o ápice do meu planejamento, onde eu colocaria em prática o "meu desafio", porém, nesse momento é que eu vi quais seriam as principais consequências deste esforço, pois eu acordava às 3:40 da manhã e ia dormir pouco antes das 23:00 horas, o que me garantia menos de 5 horas de sono por noite, sendo que já na primeira semana pude sentir os efeitos "dessa jornada", por acordar muito cedo e dormir pouco, me recordo de pelo menos duas vezes ter feito o trajeto casa-trabalho sem nem ao menos reparar o modo como o havia feito - por estar quase dormindo em cima da moto - trabalhar era uma tarefa igualmente difícil, pois o trabalho era relativamente fácil e de certa forma acabava dando sono, chegando ao estado de eu me surpreender em algumas ocasiões por estar praticamente "dormindo em pé", quanto aos cursos, creio não precisar nem dizer o quão nocivo esse esforço estava sendo para mim.

Logo, precisei tomar uma decisão, que foi deixar o emprego, mas não por comodismo, por ainda viver na casa dos meus pais, mas pelo bem da minha saúde, temendo a possibilidade de causar um acidente grave, devido à falta de horas de sono.

Desse modo, precisei alterar minha estratégia inicial, por perceber que não havia a possibilidade de trabalhar 8 horas e frequentar dois cursos em simultâneo, logo, passei a perseguir um outro objetivo: conseguir um estágio de meio período - para poder recuperar parte da minha independência financeira - e ao mesmo tempo tentar ser o melhor aluno possível em ambos os cursos.
Felizmente, não existem apenas acasos ruins na vida, e por - verdadeiramente - mera casualidade, houve uma vaga para contratação de aprendizes na área do meu curso profissionalizante, e, desta vez, a minha idade, que tanto parecia um entrave nas interações com os colegas do curso, - acredito eu - me ajudou a conseguir a vaga em uma grande empresa - sem esquecer, é claro as possíveis indicações que tive, que ajudaram a "abrir esta porta".

Por questão de formalidades, a empresa acabou deliberando que eu cumpriria carga horária apenas no curso, sendo então "pago para estudar", o que aumentou muito a - minha própria - cobrança por bons resultados, pois querendo ou não, o curso profissionalizante se tornou meu emprego, e não podia ser diferente, me exigi muito mais do que em situações normais, não fui exemplar, porém, tentei colocar um pouco mais de esforço em tudo o que fazia, visando sempre fazer que tudo funcionasse da melhor maneira possível, é claro, haviam dias em que a minha vontade não estava de acordo com as minhas reais capacidades, porém, nada que comprometesse o resultado final.

Hoje, terminado o curso, me orgulho do fato de que de 11 disciplinas, obtive média final acima de 9,0 em 7 delas, tendo por média mais baixa 8,3.

Claro que estes, definitivamente, não são resultados de um gênio, um prodígio, porém, coroam as expectativas e pretensões que eu tinha ao tentar me desafiar.

É interessante como eu sempre tive dificuldades em tentar traçar metas, por pura falta de autodisciplina, porém, desta vez, consegui traçar um objetivo e segui-lo, apesar das adversidades, claro, eu gostaria de ter cumprido o objetivo inicial, pois teria muito mais dinheiro na conta, porém, dinheiro faz bem, mas não é tudo, realização pessoal conta muito na vida e quanto a isso, eu fico feliz de ter alcançado mais esta.

P.S.: Quanto às notas do curso técnico também não tenho muito do que reclamar.
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