quinta-feira, 13 de junho de 2013

País pobre é país sem educação

Eu normalmente não gosto muito de assistir jornais, até porque quase sempre se está falando de alguma 'desgraça' ou algum outro fato desagradável para atrair audiência, entretanto, existem algumas notícias que me chamam muito à atenção, mas prefiro começar esta postagem demonstrando meu ponto de vista de uma maneira mais ampla.

 Na verdade, com o passar dos anos, não consigo simpatizar com a imagem passada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), pois todos os anos, o PT tenta reforçar cada vez mais a imagem de um partido popular, um partido simples, uma união de legítimos representantes do povo brasileiro, entretanto, a cada ano, acho cada vez menos que tal partido 'me represente' como brasileiro. Acontece, que até 2002 eu não tinha muito a dizer sobre o PT, por se tratar - para mim - de apenas mais um partido que tentava alcançar o poder utilizando o discurso de possuir um histórico de lutas pelo direito do trabalhador brasileiro, lutando contra as injustiças contra o povo simples - até aí, sem problemas, qualquer partido pode usar a argumentação que considerar válida para sensibilizar o povo - mas, com a eleição do presidente Luiz Inácio, o PT parece que foi compreendendo que ser oposição à todos é muito fácil, porém, quando se assume 'o problema' as coisas ficam um pouco diferentes, afinal, em muitas situações o governo do PT agiu exatamente como aqueles que eles tanto criticavam e mais do que isso, eles tentaram - e pelo visto conseguiram - endeusar a imagem do metalúrgico pobre, vindo do nordeste que conseguiu chegar a Presidência da República.
Eu, particularmente, não considero esse 'herói do povo' tão heroico assim, pois como disse anteriormente, ele tanto criticava a postura dos antecessores e em algumas áreas acabou adotando os mesmos critérios, descaracterizando o seu discurso há tantos anos repetido de que 'tudo que a Direita faz é do mal'.

Não que eu acredite que um alguém não deve ser flexível em seus conceitos, até porque na política brasileira flexibilidade de conceitos não é algo tão difícil de se encontrar - inimigos hoje, aliados amanhã - mas que ao menos tivesse humildade em tudo isso, falo no nome do ex-presidente, mas quero dizer com isso toda a sua equipe de governo, pois sei que um homem sozinho não faz um governo, por mais que possa tentar.

Mas partindo do 'endeusamento' do 'herói do povo', o PT percebeu que cada vez mais as pessoas 'mais humildes' se identificavam com o seu ídolo, - tanto que se você olhar as intenções de voto das eleições de 2006 vai perceber que o PT não conseguiu maioria dos votos em São Paulo e nos estados do Sul do Brasil (considerados estados com maiores níveis de escolaridade), por isso o PT investiu no fato de que a eleição de alguém 'simples' poderia mudar a situação de todo o nordeste brasileiro - desse modo, ao ser eleito, o presidente unificou os planos de assistência já existentes e criou o Bolsa Família, que em tese serviria para prover recursos a famílias com renda de até R$ 140,00 por pessoa.

Logo, com essa iniciativa, o governo Lula criou uma imagem de assistência ao povo carente e garantiu uma reeleição em 2006 e de quebra uma sucessão em 2010 com a atual presidente Dilma Rousseff, adotando, então, o slogan "País rico é país sem pobreza", que além de ser um pleonasmo dos piores, parece um 'amansa burro' (com o perdão da expressão) para nos convencer de que tudo vai melhorar nesses quatro anos de governo, realmente, eu seria hipócrita de dizer que a vida de muitas famílias não melhorou, que famílias que antes pouco tinham adquiriram equipamentos essenciais para suas casas como fogão, geladeira, tomando proveito também de algumas políticas do Governo, mas alguém já parou pra pensar que com o passar do tempo alguns bens se tornaram mais fáceis de se obter - com ou sem ajuda do governo - dados os avanços das tecnologias de produção?

E agora uma nova modalidade do programa "Minha casa, minha vida", vai facilitar a compra de mobiliário para as casas construidas pelo programa - o que eu até acho justo - mas, também vai facilitar a compra de notebooks e televisores de alta definição para 'equipar' as casas dos beneficiados, ou seja, permitindo, assim, que as pessoas possam ter esses artigos 'tão vitais' para a sobrevivência das famílias.

Sem contar os absurdos que ocorrem nos cadastros do programa Bolsa Família, onde vereadores de algumas cidades e pessoas com renda mais alta também são beneficiadas como 'carentes'.

Eu acredito que 'ajudar o povo' é uma coisa, promover assistencialismo para melhorar a própria imagem com os mais pobres é outra, dar dinheiro 'sem esforço' para as pessoas é fazê-las cada vez mais pobres, pois as pessoas ficam condicionadas a pensar que é muito mais fácil ter filhos do que procurar se capacitar, talvez o Governo saiba que é muito melhor para os negócios - deles - dar dinheiro do que ensinar a trabalhar, pois quando você educa um povo, ele deixa de se iludir por qualquer quantia que entre na sua conta e passa a analisar seus candidatos de maneira crítica, buscando os prós e os contras de cada proposta.
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