terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O espetáculo da vida real...

Entra mais um ano e nesse início de 2013 somos brindados com os mais variados "espetáculos da vida real".
A começar com o "presente" que a Rede Record nos oferece desde outubro de 2012, intitulado de "Fazenda de Verão", que creio eu seja fruto de um bom índice de audiência das versões originais e que resultou nesse spin-off com participação de competidores não famosos.

Não direi que nunca vi, pois quem assiste TV aberta às vezes pára diante de qualquer coisa que não seja uma tela azul só para passar o tempo.

O fato é que tal reality show me fez ver uma cena que eu julguei algo a nível próximo do bizarro, na qual um competidor alegadamente homossexual, disse ter se sentido ofendido por uma colega por ser chamado de "gay", até onde acompanhei da história, ela fez um comentário simples, sem nenhum tipo de grau ofensivo, entretanto, a emissora para alavancar a audiência fez questão de criar mais polêmica em cima de um assunto tão banal e ridículo.

Quero entender qual termo esse cidadão acharia menos ofensivo.

E agora, em janeiro, só para não perder a tradão teremos a 13ª - por extenso - (décima terceira) versão do Big Brother Brasil, onde vários(as) modelos e ex-funcionários da Globo seguirão um roteiro nesta "novela da vida real" disputando um prêmio milionário além de vários contratos de publicidade e prêmios extras durante a execução do programa.

Francamente, há  11 anos somos "obrigados a engolir" esse tipo de cultura inútil que nos é apresentada em uma bandeja de ouro, não há como não presumir que exista toda a sorte de armações lá dentro, assim como se tratar de vários profissionais da academia de atores da Rede Globo que assim como na Fazenda recebem um cachê para representar um roteiro elaborado préviamente pelas emissoras.

Mas o mais surpreendente é ver que ainda existem pessoas que além de se prestar a assistir tais eventos, ainda se dispõem a gastar tempo e principalmente dinheiro para "decidir o futuro" de um peão ou de um brother, vamos parar e pensar, para cada cem mil reais dados, as emissoras embolsam cerca de dois ou três milhões em ligações e publicidade.

Agora diga com toda a sinceridade do mundo, uma emissora capaz de entregar um milhão de reais em um "circo dos horrores" como esse tem credibilidade suficiente para te comover a cada ano e pedir o seu suado salário para ajudar crianças que eles mesmos poderiam ajudar ou construir verdadeiros oásis no meio das regiões áridas do nordeste brasileiro?
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