quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!

Desde bem novo aprendi a conviver com um preconceito que para mim não fazia muito sentido e ao mesmo tempo, aprendi a fazer algumas das minhas escolhas sem muito me importar com esse tipo de comentários, afinal, entendi que gostava mesmo de teatro e que era um tanto diferente dos demais e comecei a deixar de lado o que algumas pessoas pensavam a meu respeito.

Entretanto, algumas razões - que definitivamente não vêm ao caso, mesmo não sendo a meu respeito - me fizeram respeitar - muito mais - as pessoas gays e mais que isso, me fizeram admirar algumas delas.
Hoje em dia algumas das minhas maiores inspirações musicais são artistas homossexuais como o italiano Tiziano Ferro e o inglês Mika - não que isso tenha qualquer coisa a ver com o talento de ambos - mas para algumas pessoas poderia ser o motivo de repudiar o trabalho e a carreira de ambos.


Tempos atrás eu conheci a série "White Collar" - alguma coisa boa a Rede Globo tinha de trazer [risos] - que no Brasil é mais conhecida por "Crimes do Colarinho Branco" e tem por protagonista os atores Tim DeKay e Matt Bomer.

Mas no que essa introdução se relaciona ao texto principal da postagem?

Simples, um dia lendo alguma coisa sobre séries - não, isso não foi um 'furo de reportagem', apenas um fato que passou despercebido - acabei descobrindo que o ator Matt Bomer também é homossexual e convive há anos com seu companheiro e tem 3 filhos.

Um detalhe me chamou bastante a atenção, pois na série o personagem Neal Caffrey (interpretado por Bomer) é um sedutor de marca maior, fazendo sucesso com as mulheres da série e como já devo ter escrito há algum tempo atrás: "para ser gay não precisa ser uma 'desvairada'", e bem desse modo acontece no caso do Matt Bomer.

Como afirmei ali acima, isso não tira nem um pouco do talento e da admiração que eu tenho por todos esses talentosíssimos profissionais que aprenderam a encarar com naturalidade algo que (realmente) é natural.

Inclusive, por esses dias prestei um pouco mais atenção em um casal de meninas - muito bonitas por sinal - que vejo todo dia e admirei 'a coragem' que elas tem de viver o amor delas de maneira aberta, sem ficar fingindo coisas por convenção, como muita gente acaba fazendo.

Afinal, é difícil ser diferente, mas mais difícil é viver uma vida falsa apenas para agradar os outros.
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