sábado, 31 de dezembro de 2011

Faça o que eu digo...

Eu rio quando sou confrontado com questões como a que o meu pai me fez há pouco tempo atrás:

"Como eu que havia coordenado um grupo de jovens e era tão ligado à igreja, deixo de frequentá-la por um bom tempo?"

Mas não é tão difícil explicar, para ser mais lúdico: quem nunca esteve em uma empresa na qual não concordava totalmente com os rumos que ela tomava? Ou até mesmo com algumas decisões de seu chefe?

Comigo acontecia mais ou menos assim, só que eu não questionava o meu 'chefe' e sim aqueles que 'falavam em nome dele', cabe ressaltar que esse meu afastamento conicidiu com uma profunda 'crise de confiança na raça humana'.

Ainda acredito em muitas coisas que eu pregava, entretanto, existem alguns pontos divergentes entre o que eu dizia e o que eu pensava, e como já disse há algumas postagens atrás, sempre busquei agir com a maior honestidade possível, tanto com as outras pessoas quanto comigo mesmo e essa vida que eu levava não colaborava com isso.

Pense no dilema na cabeça de um jovem em dizer para um grupo fazer algo ou agir de uma maneira e em algumas vezes acreditar no completo oposto...

Fiquei triste em abandonar a vocação que recebi, entretanto, me senti pouco digno de estar 'realizando meu papel' e dizer que não fazia ou que não diria coisas que tenho como convicções pessoais.

"Você não pode ser refém da sua consciência"

2 comentários:

  1. Interessante... e levando para o lado da religião...
    qualquer pessoa pode ter suas crenças - ou não - fora de uma igreja, e isto é muito mais saudável. Os templos eram para ser extintos e as pessoas professarem suas crenças em suas próprias casas.

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  2. A questão dos templos surge para que mais pessoas possam professar juntas a mesma fé, lembrando que o conceito de Igreja seria 'a reunião de pessoas elevando seus pensamentos a Deus', e não os suntuosos palacetes que vemos em um ou outro lugar.

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