sábado, 19 de novembro de 2011

Pobreza

É interessante que quando você começa a trabalhar com pessoas, você começa a conhecer algumas qualidades (presentes em muitas) e sem dúvidas, muitos defeitos.
Talvez um dos piores que eu encontrei foi essa tal de "pobreza", mas não é nem da pobreza no sentido monetário -que pra mim não é um defeito, e sim uma condição- a pobreza de que falo é algo que pode ser chamado de 'pobreza de espírito', como uma especie de mesquinharia.

Trabalhando em um parque você vê o quanto alguns pais se tornam reféns das vontades dos filhos, até aí tudo bem, o problema é quando esses pais vêm com um espírito de 'donos da razão' e falam pra que você não cobre a entrada da 'criança dele' no brinquedo, isso é o que eu acho um tanto ridículo.
Afinal, os preços estão ali, não é quem atende que os faz, quem atende tem apenas a função de cobrar, colocar a criança no brinquedo e vigiar para que nada aconteça.

E mais, o que tal criança tem de tão especial para ter o direito de entrar de graça em um brinquedo que todas as outras tiveram de pagar?
Qual a diferenciação dessa criança?

Nunca escondi de ninguém o meu 'lado pão-duro', entretanto, sei que se os preços estão ali -por mais injustos que possam parecer- não sou capaz de pedir para que 'não me cobrem dessa vez', acho isso uma ação triste...

E o agravante é que esses pais não eram pessoas tão necessitadas assim, eram pessoas que aparentavam um bom 'nível financeiro', aliás, os pais 'menos abastados' eram os que menos 'choravam' pelo preço dos brinquedos, simplesmente perguntavam e se podiam pagar, pagavam sem drama. -isso é que era o mais curioso-

Mas será que os pais acham que é uma boa atitude diante dos filhos essa de 'choramingar' por dois ou três reais que eles muito bem podiam pagar?
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