domingo, 21 de agosto de 2011

Pão duro

Uma vez me disseram quase em tom de brincadeira (quase mesmo porque não foi) que a única razão de eu não querer ir no cinema em um determinado dia era só porque eu era pão duro demais.
Eu 'levei pro lado pessoal' e até hoje volta e meia fico lembrando dessa situação, afinal, é um gesto de avareza não querer ir no cinema em uma determinada situação?
Desde novo sempre pensei em ter dinheiro para poder sustentar meus desejos, vícios e manias, apesar de começar a trabalhar relativamente tarde, já que só aos 17 anos fui receber o meu primeiro salário, fruto de um mês de trabalho.
O fato é que nesses três anos, são raríssimas as vezes que eu me lembro de ter pedido dinheiro para os meus pais para sair ou comprar qualquer besteira que me agradasse.
Sempre me agradei da ideia da autosuficiência financeira, para tal, muitas vezes me vali da economia, graças a isso comprei alguns brinquedinhos, equipei meu computador, comprei minha multifuncional (que há muito me fazia falta) e muitos inúmeros 'regalos' pessoais, claro, não pago a luz que consumo, a água que gasto, entretanto, os meus gastos supérfluos são de minha responsabilidade (roupas, diversões e outros).
Contudo, nesse meio tempo praticamente nunca recusei sair por não ter dinheiro, mantenho minha planilha de custos sempre atualizada e um orçamento relativamente firme, tanto que estou há quase dois meses desempregado e graças a algumas manobras tenho praticamente o que me sobrava do salário no tempo do último estágio.
Logo, me pergunto, será que as mulheres preferem um alguém que tem o seu dinheiro e sabe cuidar dele (sem grande exageros) ou preferem um alguém que gaste de qualquer jeito, faça dívidas e no final do mês corra 'com o rabo entre as pernas' para pedir dinheiro para o papai?

"Avareza é uma coisa, controle é outra"
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