quinta-feira, 21 de julho de 2011

Será que não se pode escolher?

Estamos cansados de saber que um dos piores problemas do Brasil é a pobreza/miserabilidade (novo vocábulo?) que muitas vezes nos proporciona imagens bastante tristes, como de pessoas vivendo como animais (ou pior que animais) em meio ao lixo e sem as mínimas condições de uma vida decente, crianças tendo de se alimentar do que encontram em lixões e tudo o mais.
Entretanto, esses dias me peguei a pensar e levantei para mim mesmo a seguinte hipótese: será que todos os que vivem esse tipo de vida realmente não tinham outra escolha?
Afinal, não são poucos os casos conhecidos de pessoas que por serem usuárias de drogas acabam abandonando o que tem (e que muitas vezes não é pouco) para viverem nas ruas como pedintes ou algo assim, outras vezes nem por culpa de um vício, como durante a fase em que o Movimento Sem Terra recebeu maior repercussão da mídia, não eram poucos os casos de pessoas que possuíam bom nível social e abandonavam tudo isso para viver de invasões em acampamentos improvisados.
Lógico, não comparando as condições de miséria às dos membros do MST, entretanto ambas são situações bastante precárias de vida para pessoas que muitas vezes possuem boas casas, bons empregos e condições regulares de vida.
E por isso continuo me perguntando: será que boa parte dessas pessoas não poderia escolher estar em um lugar melhor?

Um comentário:

  1. No Brasil passa fome quem quer. Ninguém neste país é impedido de trabalhar, de estudar, de entrar em uma livraria e comprar um livro.
    Essa estória de que alguém cai nas drogas é porque não tem outra escolha, é alegação de petista e psicopedagogo.

    Vai dizer para a Dilma, a piedosa financeira.

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