terça-feira, 14 de junho de 2011

Personagens! Afinal, quem sou eu?

Sempre achei interessante quando ouvia alguns atores falarem de levar ou não o personagem pra casa ou coisa assim, chegava até a rir dessas histórias, até porque pensava ser impossível alguém carregar o personagem pra casa.
Depois de experimentar algumas situações teatrais, passar por alguns tantos personagens com características marcantes percebi que isso não é algo nem um pouco absurdo, mas é curioso o quanto isso é verdadeiro.
Não são raras as vezes que eu me vejo saltitando feito um Puck feliz (adaptação no EJ de "Sonho de uma noite de verão" do Shakespeare), ou então me vejo refletindo em como eram "os tempos antigos" (como um dos velhinhos da colagem de poesias em homenagem ao aniversário de Tubarão feita pela Companhia Municipal de Teatro), ou até mesmo um tanto autista (como um dos pacientes da esquete "Diga não as drogas" da colagem "É vero Veríssimo" baseada nos textos do Luís Fernando Veríssimo encenada também pela Companhia Municipal de Teatro).
E no final sempre me fica a dúvida: será que todos esses personagens me influenciam realmente ou eu me sinto influenciado por eles por ter de certa forma dado uma vida pra eles, emprestando a representação física do meu corpo para que eles possam existir?
É certo que em diversos momentos da minha vida eu tive crises fortes de personalidade (como nos dias atuais [risos]), até porque por conviver com tantas pessoas diferentes, você sempre acaba adquirindo um ou outro traço de personalidade de alguém.
Influenciado ou não é maravilhosa a sensação de poder "sair um pouco de si" para emprestar a sua vida para um personagem deixar o mundo da ficção e passar a habitar o mundo real, mesmo que para isso tenhamos de abandonar nossos personagens do dia-a-dia...
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