domingo, 29 de maio de 2011

O valor das pequenas coisas...

Um dia enquanto eu passeava com um tio, ele me perguntou:
-Qual que achas ser o sentido da vida?
Eu, no alto de minha sabedoria de um garoto de 12 anos respondi:
-Claro que é " fazer o bem sem olhar a quem ".

Recebi um olhar de reprovação e a seguinte resposta:
-Isso é muito mecânico, não é exatamente só isso...

Confesso que não me recordo em como terminou essa conversa, o fato é que de tempos em tempos esta história me vem na cabeça e fico me questionando "porquê não pensei em uma resposta realmente melhor?"
Claro, que um garoto de 12 anos não teria todas as respostas do universo, assim como muitos idosos de quase 100 anos não as têm e sem dúvida um garoto não seria capaz de perceber a real grandiosidade de uma pergunta como essa.
Mas o fato é que quando paro para pensar nisso mesmo com quase 20 anos, percebo que ainda não tenho essa resposta (e acredito que possivelmente nunca a terei), só que entendi uma coisa de tudo isso, como os resultados nunca serão os mesmos para todos as receitas também não serão as mesmas.
Ou seja, eu não tenho a mínima ideia do que seja o real sentido da vida humana, mas aprendi que a minha vida começa a fazer sentido quando me sinto útil para o mundo, quando aconselho, quando ajudo, quando escuto, quando contribuo.
Em muitos momentos de [in]decisão (como agora) me sinto um pouco confuso, talvez até desorientado com os caminhos da minha vida, só que percebo que tudo começa a fazer sentido quando estou perto das pessoas que amo e lembro das coisas boas que vivi com pessoas  que não estão mais comigo.
É nessas horas que eu realmente percebo que tudo o que nos acontece sempre faz sentido...
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