domingo, 23 de agosto de 2015

Está tudo bem?

Você luta todo dia, você tenta ajudar o mundo quando a ajuda está ao seu alcance e às vezes vem a dúvida:
"Será que estou fazendo tudo do jeito certo?"

Às vezes parece que todo o esforço do mundo não compensa, ou melhor, pode até compensar, mas tem horas que parece não valer tanto a pena assim.
Você se esforça para estar do lado de algumas pessoas quando elas precisam de você, deixa o que está fazendo para simplesmente ouvir, tentar dar uma palavra de apoio, de consolo, mesmo quando a pessoa não te chama, você sente e solta o famoso:

"Está tudo bem?"

E às vezes isso basta, sabe? Alguém que te olhe além dos próprios problemas, encare você no fundo dos olhos e te pergunte se está tudo bem, afinal, os dias são tão corridos, nossa vida é tão maluca e muitas vezes perdemos isso, o dom de nos importarmos com o outro antes mesmo que ele possa pedir ajuda.

Acho que nos dias de hoje a humanidade está sofrendo de um mal terrível: a falta de humanidade, pois, vivemos para o dinheiro, para as obrigações e deixamos de lado 'o ser', 'a essência', aquilo que nos diferencia das máquinas e outros seres autômatos.

Para essa semana, faça diferente, abrace alguém pelo simples exercício de abraçar, pergunte "como vai?" não por convenção social e sim por se interessar no real estado do outro, isso pode mudar seu dia, mais que isso, isto pode mudar a vida de alguém.

 *Escrito e não revisado.

domingo, 14 de junho de 2015

Prioridades

Um dia eu ouvi alguém dizer que: "a vida só é digna de ser vivida quando você tem aquilo que deseja, coisas como amor, dinheiro, carreira" e que se não se tem isso na vida é como se só estivéssemos perdendo tempo e consumindo oxigênio. Embora eu sinceramente concorde que na vida é preciso ter esses "itens", tenho uma visão um tanto diferente do conceito num todo.

Sinto que é muito martirizante as pessoas definirem suas vidas com prazos sobre coisas que não se tem controle, entretanto, nesse quesito cabem duas ressalvas:

  1. Não estou afirmando que não se deva sonhar, nas últimas postagens enfatizo cada vez mais a necessidade de termos sonhos possíveis na vida;
  2. Também não digo que as pessoas não devem estabelecer metas em suas vidas, muito pelo contrário, é preciso que tenhamos objetivos a alcançar, posso dizer por experiência própria que uma vida sem metas/objetivos é uma vida vazia.
Feitas as ressalvas, posso prosseguir afirmando que quando se tem sonhos e ideais, não podemos deixar que os mesmos 'nos engulam', como? Simples, não são raras as pessoas que beirando os 20 anos costumam dizer:

- Até os 30 anos eu já pretendo ter minha casa, meu carro, minha família, ter meu diploma do ensino superior, ter um cargo de gerência e boa situação financeira.

Embora eu creia que seja válido possuir este tipo de ambições, acho inclusive bastante saudável, penso que seja 'um tiro no pé' transformar os sonhos em obsessão, ou seja, acreditar que só se pode ser feliz se cumprir esses 'pré-requisitos'.

É mais que provado, desvios existem no nosso caminho, a vida é feita de maneira acidentada, até porque cada desvio que fazemos no nosso caminho nos faz aprender algo novo, porém, algumas pessoas, muitas vezes, parecem não perceber isso e o resultado? Vários 'jovens adultos' achando que suas vidas não valem nada por se aproximarem dos prazos estipulados com poucos ou nenhum dos objetivos alcançados.

Digo isso por profundo conhecimento de causa, há algum tempo atrás eu tinha traçado algumas destas metas com prazos, sendo coincidentemente o meu prazo até trinta anos, só que neste ano, principalmente, eu simplesmente 'enlouqueci', coloquei na cabeça que estava longe de cumprir os objetivos e que o prazo já estava se aproximando demais.

É certo que queimei muitas etapas na vida e adiei tantas outras mas depois de refletir um pouco, percebi que por mais que eu acredite ter cometido alguns 'passos errados' na minha trajetória, não há modo de voltar atrás, quer dizer, podemos tentar seguir o 'caminho original', porém, a situação será outra, pois o tempo muda tudo, mesmo que do modo mais sutil. E foi quando percebi isso que consegui visualizar novas perspectivas que se delinearam de acordo com as minhas escolhas até hoje.

O que fica de toda essa experiência?

A certeza de que mesmo que alguns dos meus objetivos não sejam alcançados até meus 30 anos, não haverá, de forma alguma motivo para desespero, pois as coisas boas vêm à nossa vida no momento exato em que precisam acontecer.
 
"Cada passo certo ou errado te deixa mais longe do início do caminho, certas vezes seguir em frente é a única opção que resta."

sábado, 6 de junho de 2015

Seja quem você quiser ser

Nem sei se ainda lembro como escrever por aqui, afinal, já faz cerca de seis meses que não faço nenhuma postagem n'O Palco, mas, ainda lembro que padrão por aqui é algo que não existe, logo, nada melhor do que 'voltar à ativa'.
Pra ser bem sincero já faz tempo que procuro 'não gerar conteúdo' escrito, inclusive nas redes sociais, onde muitas vezes me limito a comentar postagens alheias e compartilhar vídeos ou fotos que me agradam.

Se isso tem alguma justificativa?

- Simplesmente não.

Apenas cansei de escrever em redes sociais, as sinto muito impessoais e pouco efetivas para os efeitos que procuro atingir quando escrevo, isso sem contar que me sinto 'ocupado demais' para gerar conteúdo por lá', afinal, creio que quem se interessa por algo que eu escrevo irá procurar os locais onde escrevo, sendo assim, prefiro me manter no objetivo de gerar conteúdo aqui para O Palco.

Por mais que pareça algo narcisista da minha parte, e eu adoro sê-lo, fazer as coisas dessa maneira é agir de uma forma que eu realmente quero agir, como eu disse: me aproxima de alguns 'objetivos' que tenho em mente em cada um dos meus textos.

(Falando em) Escrevendo sobre redes sociais, lembro-me de uma matéria que compartilhei há cerca de dois anos e com o recurso de rever as postagens diárias, voltei a compartilhar sobre o garoto Ryland Whittington (vide foto) que nasceu com um grave problema de audição e como algumas coisas na vida não são fáceis também nasceu menina.

Ao começar a ouvir e a falar as primeiras palavras de Ryland foram: "sou um menino" e quando completou cinco anos, os pais perceberam que aquilo era mais do que apenas uma fase e sim que a filha criança que tinham em casa não estava nem um pouco feliz em ser tratada como uma menina, e dessa maneira passaram a dar todo o apoio ao seu filho nessa fase de transição.

Sem me aprofundar muito na história do garoto Ryland na qual quem se interessar poderá procurar no Google e exercitar seu inglês, evoco também a lembrança de uma história muito conhecida na qual um menino queria ir para a festa à fantasia de sua escola vestido de princesa e os pais assim consentiram, apesar do estranhamento dos amigos e vizinhos, ao final, a fantasia do menino foi escolhida a melhor entre os 'coleguinhas', ele ficou muito feliz, e 'continuou sua vida de menino normal que não usa vestidos'.

Embora casos diferentes, um fictício e um real, eles se assemelham em dois pontos que considero principais, ambos retratando crianças que expressam suas vontades e que como toda criança, pouco se importam com qualquer opinião contrária, já o outro ponto, é a concordância dos pais, que ouviram seus filhos e se mantiveram apoiando-os em suas decisões.

Apesar de serem histórias que tratam basicamente de "identidade de gênero", acredito que sirvam como base para a compreensão várias outras situações, afinal, refletem a vontade de ser/fazer o que realmente se quer sem qualquer prejuízo aos outros, o que é algo absolutamente comum para as crianças.

O problema é que quando crescemos 'nos ensinam' que tudo o que vamos fazer na vida precisa ter o aval das outras pessoas, como se a maneira com que perseguimos nossos ideais (honestamente) realmente importasse para qualquer outra pessoa no mundo.


Logo, fica uma ideia aos leitores que já forem pais/mães: quando seus filhos disserem que (por exemplo) querem ser astronautas, comprem livros de astronomia para eles, tentem fornecer o máximo de informações para que eles descubram se realmente isso que eles almejam da vida, evitem comentários como:

- Ser astronauta é algo difícil, dá muito trabalho, tente algo mais simples.

Afinal, se ele desistir, será por conta própria e não porque algum adulto lhe disse que era algo impossível.

"Pois ninguém aprenderá a voar se lhe cortarem as asas."
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