segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Um desabafo antes de continuar

Acho interessante a minha necessidade constante de sempre dizer algo, apesar de me considerar péssimo comunicador, porém, entre as coisas que eu menos consigo entender é a minha incapacidade de me comunicar quando tenho muito a dizer.
Acredito ser um problema até bastante comum, mas ao menos no meu caso, "ter muito a dizer" não significa necessariamente "querer dizer muito".
Provavelmente essa é uma das principais razões para as postagens se tornarem cada vez mais escassas, pois os últimos meses foram ricos em histórias, descobertas e fatos marcantes, porém, nenhuma delas parece digna de nota pública, muito pelo contrário, são dignas do mais profundo silêncio.
Nenhuma destas histórias é passível de vergonha, muito pelo contrário, são fontes de mais completo orgulho, pois, apesar de "dois errados não fazerem um certo", todo o conhecimento que se pode obter na vida é válido e precioso.
Como muitas das minhas histórias, este texto pode não fazer muito sentido quando lido sem atenção - e admito que este é um dos meus maiores objetivos, me aproveitar da falta de atenção alheia - embora acredite que nem se lido com atenção este texto fará tanto sentido assim, porém, é apenas um desabafo e em certas vezes, o melhor em desabafar está em simplesmente "dizer" o que vem à cabeça, sem a necessidade de resposta ou compreensão.

domingo, 2 de novembro de 2014

Divagando: amor

Amor
Amor
Um pouco de amor
Não importa a cor
Seja do jeito que for
Que venha com flor
Com dor
Humor
Não importa o teor
Muito menos o "por"
Seja do jeito que for
Amor, amor e mais amor
Não importa onde for
Mais amor, por favor.


domingo, 26 de outubro de 2014

A cura

Cada qual carrega consigo uma dor
Alguns a mimetizam bem
Outros não a conseguem esconder
Mas todos a tem (e como têm)
E todos os dias são batalhas
Exaustivas, extenuantes
Buscando algo
Algo que muitas vezes
Sequer se imagina o que é
Talvez um sonho
Uma ideia
Uma esperança
Ou talvez, simplesmente
Uma cura
Que possa findar

Todos os males que nos afligem.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Uma sopa de letrinhas nada homogênea

Mais uma vez O Palco volta à ativa para falar deste assunto que eu tanto gosto: a politicagem, perdão, política brasileira.

Para falar bem a verdade sou um tipo de pessoa que acredita fielmente que deveriam haver eleições todos os anos, afinal, eu me divirto muito mais rindo dos absurdos que vejo e ouço do que com qualquer outra coisa que eu veja no decorrer de cada biênio.

É claro, que nesta postagem não pretendo nem comentar sobre esta estranha coincidência de toda eleição no Brasil ocorrer justamente no ano de grandes eventos esportivos que concentram a atenção e a simpatia do povo brasileiro, afinal, esta é apenas uma coincidência tola, que não deve ser ressaltada.

Quando falo do quanto sinto vergonha destes que dizem me representar, não brinco, e sinto mais vergonha - desta vez alheia - quando vejo pessoas que destroem amizades, estragam conversas e se tornam muitas vezes 'o chato do grupo' só porque acham que o partido A deu emprego pra todo mundo ou que o político B pensa mais no povo pobre.

Aí vai uma novidade:

Quase nenhum político se importa com você que luta tanto por eles!

Afirmo isso em 'letras garrafais' pois creio que muita gente ainda não deve saber disso, afinal, todos os dias vejo pessoas que nunca viram um ou outro candidato pessoalmente, fazendo campanhas e mais campanhas porque um candidato é 'o pai do povo' outro é 'o líder de uma renovação', entre tantos outros adjetivos, porém, todos - ou quase todos - são absolutamente iguais e pensam única e exclusivamente no dinheiro que ganharão após eleitos.

Quando digo que acho ridículo pessoas que exaltam um partido porque historicamente eles defenderam uma parcela da população e se mantém firmes à essa ideologia também não brinco, pois tais 'criaturas' são incapazes de possuir qualquer tipo de fidelidade, nem ideológica nem partidária e digo isso com plena confiança em meus argumentos, afinal, se um partido lida com a questão da natureza como seu carro-chefe é quase que inaceitável que alguns de seus membros 'que se filiaram apenas por acreditar na defesa dos recursos naturais' passem a defender a causa socialista de uma eleição para a outra, onde está a convicção nisso tudo?

Para se ter uma noção exata do que digo, peço que você diga sem pesquisar:

"Quantos partidos políticos estão em atividade atualmente no Brasil?"

Se você assim como eu não sabia, a resposta para esta pergunta é 32, sim, existem trinta e dois partidos políticos em atividade no Brasil, e mais tantos outros em fase de coleta de assinaturas para seu estabelecimento, aí vem a questão: existem tantas ideologias diferentes assim que necessitam de uma empresa/partido que os represente?

Para quem não sabe, temos 11 candidatos à Presidência da República, dos quais a população brasileira conhece apenas quatro ou cinco.

Cabe ressaltar que cada partido possui um tempo determinado para suas inserções no Horário Eleitoral Nada Gratuito, o que faz com que muitos partidos 'nanicos' se aliem a grandes partidos apenas para conseguir aumentar seu tempo de mídia - o inverso também é válido.

Estes ainda não são todos os partidos brasileiros
Isso não seria em nada estranho, se não houvessem situações absolutamente ridículas quando analisadas as coligações nacionais e estaduais, seguem exemplos com base no estado de Santa Catarina:
  • Dilma Rousseff (PT) é a candidata à Presidência pela coligação "Com a força do povo" que possui como aliados: PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PC do B, PRB;
Isto seria completamente aceitável, se no estado de Santa Catarina o candidato do PT Cláudio Vignatti não concorresse em chapa isolada tendo entre seus concorrentes Raimundo Colombo do PSD, que em âmbito nacional apoiaria (na teoria) a candidatura do PT, dada a coligação nacional, ainda dentro da coligação "Santa Catarina em primeiro lugar" encabeçada por Colombo, temos o PSC que possui candidato próprio à Presidência (Everaldo Pereira - referencio assim porque acredito que quem usa um cargo religioso para se eleger não merece este tipo de notoriedade), além do PSC, mais outros dois partidos com candidatos próprios à Presidência (PV e PSDC), entre outros tantos casos nas eleições catarinenses e em outros estados

Logo, você que defende um partido porque acha a ideologia bonita, repense antes de fazer inflamados discursos sobre a história do 'seu partido', afinal, se não existe sequer fidelidade nas alianças (que são feitas única e exclusivamente objetivando mais tempo no Horário Eleitoral), que se dirá aos princípios de seus fundadores.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

II

E lá se vão três meses desde a última postagem aqui n'O Palco, até porque por mais que ele seja uma expressão dos meus pensamentos, estes últimos meses mal me permitiam pensar, quanto mais viver.

Felizmente, toda a correria passou, a vida está voltando à normalidade - se é que há normalidade na minha vida - porém, agora as coisas já começam "a se acertar".

Interessante é que a última postagem fazia menção a uma "data comemorativa" que não era tão festiva assim e agora, novamente a motivação da postagem é uma data comemorativa - data essa que será sim comemorada, e muito, diga-se de passagem.

Mas, este ano será um pouco diferente para mim, afinal, vai marcar o encerramento de um ciclo que foi tão especial quanto as expectativas que o antecediam.

Não sei se alguém consegue notar - até porque creio nunca ter demonstrado de maneira tão evidente - porém, possuo uma predileção toda especial pelo número 2 que vai além de qualquer explicação numerológica ou científica, apenas pela forte presença na minha vida e as coincidências que o cercam, pois ele esteve sempre presente em momentos marcantes, por exemplo: sou nascido no dia 22, fui o 2º filho, já ganhei uma bicicleta em um bingo com o número 12, me apaixonei pela minha 2ª bicicleta, tive uma experiência traumática no mês de fevereiro de 2000 e tantas outras coincidências mais.

Antes de tudo, sei que alguns fatos são "tendenciosamente interpretados" para formar tal coincidência, porém, isso pouco me incomoda. [risos]

Porém, tudo se justifica quando paro para pensar no meu 22º ano de vida, pois mais ou menos nesta hora no ano passado creio que eu estava sonhando - acordado, é claro, pois quase nunca durmo - em quantas coisas eu queria que acontecessem no decorrer do ano que estava pela frente e hoje, olhando tudo o que eu vivi desde o dia 22 de julho de 2013 até aqui, posso dizer que estou bastante satisfeito com tudo o que aconteceu.

Afinal, neste último ano reencontrei "antigos colegas" que hoje são verdadeiros amigos, superei dois cursos - um inclusive com traumas para uma vida toda [risos] -, também descobri pessoas novas - fantásticas, por sinal - e acima de tudo, "me descobri" - muito - aprendi tanto sobre mim mesmo que não sei ainda se serei capaz de compreender tanto aprendizado, afinal, passei a compreender muito mais meus pensamentos nesse último anos, assim como descobri o quanto é legal desenvolver e tentar manter uma imagem - mesmo que seja apenas a imagem estética.

No fim, acredito que não tenho nem como agradecer à vida pelas aventuras, surpresas e até medos que este último ano me trouxe e embora muitas ideias e atitudes permaneçam comigo pelos anos que se seguem, ficarei feliz por poder pensar que muitas das minhas convicções e visões sobre o mundo vieram do meu 22º ano de vida.

Como não poderia ser diferente, o título da postagem referencia também o número 2, só que romano.

domingo, 20 de abril de 2014

E aquele "adeus" nem pude dar...

Curioso como essa música tem tanto a ver com a história que voltou agora na minha cabeça, parece até descrever os meus sentimentos nesse momento, até porque todo esse clima de Páscoa, de festa, fica sempre um pouco menos doce quando é assim tão perto do dia 21 de abril.

Era engraçado, quase nunca tinha festa, por mais que fossem dois aniversários, até onde eu me lembro era quase sempre algo bem reservado, mas não que não houvesse muita comemoração, afinal, dois aniversários no mesmo dia, dentro da mesma família já é motivo suficiente de festa, que se dirá, dois aniversários no mesmo dia e na mesma casa.

Acho que não pode existir presente maior para um chefe de família.

E agora todo ano fica essa sensação estranha, uma alegria meio triste, uma comemoração um tanto incompleta, a sensação de que falta algo, ou melhor, alguém, simplesmente pelo fato de realmente faltar.

"Já não há mais tanta festa, nem sequer tanta alegria, o que antes era tão alegre, agora se transforma em apenas mais um dia."

domingo, 13 de abril de 2014

Fugaz

Como a gota
Que cai e desaparece na imensidão,
Como a folha
Que vai com o vento
para distante do seu lugar,
Nem tão forte, inabalável,
Nem tão fraca e controlável

Simplesmente fugaz,
Temporária
Quase efêmera
Breve, às vezes breve até demais.


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Meus caros irmãos...

Esse é o tipo de postagem que provavelmente vai me render criticas de todos os grupos possíveis, mas é um texto que eu já venho amadurecendo há algum tempo e acho que agora seja conveniente que ele venha para O Palco, lembrando apenas que o objetivo não é achincalhar crença nenhuma, trata-se apenas de um exercício de opinião.

Faz anos que já me declaro como "cristão" e não mais como "católico", apesar de ter criação católica e acreditar em tantos ensinamentos inerentes a fé católica, existem coisas com as quais eu já não consigo lidar com tanta facilidade, continuo acreditando na existência de Deus, mas começo a ver que muitas das coisas que algumas igrejas pregam são mais 'palavra do homem' do que 'Palavra de Deus'.

Admiro a capacidade de alguns pastores (e por "pastores" digo aqueles que conduzem um rebanho, pois toda igreja é como um rebanho) pois são capazes de mover multidões na direção que eles desejam, já que a maioria das pregações muitas vezes é 'explicada' e quando alguém comenta qualquer texto que seja, mesmo que bíblico, acaba imprimindo sua realidade no discurso, logo, por mais que se insista em dizer que é puramente 'inspiração divina', muitas vezes não passam de conceitos pessoais refletidos em passagens bíblicas.

Não que eu diga que isso ocorre de má fé, nem sempre, às vezes acontece 'na melhor das intenções', mas ainda assim, não acho justo, o tratamento que certos grupos religiosos destinam a alguns grupos de pessoas e nem o comportamento que muitas vezes praticam, em relação a pessoas com outras crenças.

Acho bizarro, pessoas que dentro da igreja pregam a Palavra, chamam todo mundo de irmão, dizem que o amor é a resposta e veem um alguém que tem outro credo (como espiritismo, ou as religiões africanas como a umbanda e outras) e tentam a todo custo converter a pessoa para a sua igreja por afirmar que só a sua igreja é a portadora da verdade absoluta, isso é irritante, é sem sentido, assim como alguém pode ser católico ou evangélico (as grandes maiorias) os outros tem direito a terem seus credos, desde que seus atos não prejudiquem ninguém, qual o problema de uma pessoa ter uma fé diferente? O caminho é diferente mas o objetivo é o mesmo, todos querem apenas serem felizes e 'empurrar' sua religião 'goela abaixo dos outros' não vai causar reflexão, vai causar revolta, pois irrita alguém dizer que você está errado por acreditar no que acredita.


Outra coisa que 'me machuca', é ver os pregadores dinheiristas que 'a cada três palavras ditas', sugerem que os fieis doem para 'as obras da igreja', sendo que muitas vezes essas 'obras da igreja' se transformam em fazendas, carros de luxo, entre outras, sem contar uma 'linha religiosa', que não me lembro o nome correto, apenas lembro que usa a palavra "prosperidade" no nome, sendo que a mesma, tem um programa com uma música tema que diz o seguinte:

"[...]Eu vou, eu vou prosperar
Eu vou arrebentar
Tudo que eu quero eu vou conquistar
O nome de Jesus eu vou glorificar
Tudo que ligarmos aqui
Lá no céu ligado será
Deus eu ligo aqui agora
Minha casa, minha empresa,
A fartura em minha mesa,
Meu carro importado,
Casamento abençoado,
Só pra Te glorificar."

Admito que fala em glorificar e tudo o mais, mas desde que ouvi alguém ler qualquer passagem da Bíblia não me lembro de nenhuma citando a importância de possuir um carro importado ou algo correspondente, muito pelo contrário, Jesus pregava a simplicidade, diferente do que se vê em muitos pregadores que tem milhões em posses.

E outra coisa, Jesus pregava o amor, a TODOS, sem exceção, ele acolheu a prostituta e perdoou seus assassinos, ao menos é o que a Bíblia diz, e o que fazem os 'irmãozinhos radicais' (não só os 'irmãozinhos evangélicos'), repudiam toda e qualquer pessoa que não vive conforme os ensinamentos da sua doutrina.

Mesmo que os pregadores sejam empresários, eles têm de dar o exemplo (não digo viver na miséria), mas colocar seus bens supérfluos a serviço da igreja, afinal, ninguém necessita ter um carro importado último tipo, isso é excedente e vai contra tudo aquilo que eles pregam, é 'muito bonito' ver pessoas 'que não tem quase nada' entregarem o pouco que tem enquanto outros vivem no luxo, é fácil dizer uma coisa e fazer outra. Já vi templos magníficos, verdadeiras obras de arte, absolutamente imponentes, tal qual um bezerro de ouro (?), feitos (talvez apenas) para demonstrar poder e riqueza sobre outras igrejas.

Algo que bastante 'me irrita' também, são doutrinas que não permitem que as pessoas tenham vida e pensamentos próprios, logo às pessoas acabam se tornando apenas 'replicadores dos pensamentos alheios', não sendo livres para formar suas próprias opiniões sobre os mais diversos assuntos, é muito prático dizer que tudo 'é uma aberração aos bons costumes', mas creio que a maior aberração é impedir pessoas de terem consciência própria ou até mesmo de viverem suas vidas em paz.

São esses tipos de coisas que não consigo aceitar, parecem algo surreal, para não dizer uma falta de respeito com a fé e a vida alheia, acredito que muitos 'fieis' precisam rever seus conceitos e mais que isso, precisam fazer um profundo exame de consciência, pois é muito fácil desfilar por aí com uma Bíblia nas mãos ou embaixo do braço e 'se acabar no carnaval' ou até mesmo não ir para festas, mas ainda assim se preocupar demais em julgar a vida alheia, pois julgar e condenar o outro também não é uma atitude muito louvável para quem diz seguir os ensinamentos de Jesus.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Carência

Nos últimos tempos venho me sentindo muito carente, mas não essa 'carência normal', de querer atenção, de precisar estar perto de alguém.
Na verdade, é um pouco disso também, mas talvez a minha maior carência seja 'de mim mesmo', me faz falta 'ser eu mesmo', não me sinto confortável com o que está acontecendo na minha vida.
Sinto falta de acordar de manhã, colocar meu capacete, gastar um pouco de gasolina, conhecer lugares, (re)conhecer paisagens, 'viver por minha conta' novamente.
Definitivamente, o último mês se mostrou uma missão constante de autocontrole, às vezes ganho, às vezes perco e é fato: não gosto de depender dos outros e acima de tudo, não gosto nem um pouco de perder.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

"Agradecimento" à Prefeitura de Tubarão/SC e à companhia de saneamento*

*Texto originalmente escrito para o Facebook.

Quem tem acesso à minha timeline, viu uma foto em que estou com o dedo imobilizado, a razão, nada mais é do que um excelente trabalho realizado pela empresa responsável pelas obras de saneamento em Tubarão, que ao realizar uma obra na Rua Vereador João Praxedes Teixeira, bairro Recife, parece não ter aprendido que quando se retira pedras de uma rua, deve-se colocar pedras para tapar o buraco feito e não "areia de praia", sendo que até onde eu me lembre, nem na praia do Mar Grosso (Laguna) eu vi tanta areia em cima de uma pista.

Pois bem, o resultado deste "serviço muito bem acabado", para mim foi: um prejuízo bastante grande na minha moto (luz de seta quebrada, "estribo" torto, suporte do farol danificado, entre outros) e para além dos danos na moto: escoriações na mão direita, uma unha arrancada (uma outra possivelmente também precisará ser arrancada), um dedo fraturado e limitação temporária do movimento de outros dois dedos.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Apenas uma questão de ponto de vista

Tantos pensamentos já passaram por este palco, tantos sentimentos já se esconderam por trás de palavras, tantas coisas que eu não disse mas escrevi, mas escrevi de coração aberto, pois, se não sou capaz de falar da minha vida, quando volto ao Palco, sinto que posso falar sobre tudo e, de verdade, abrir meu coração e minha mente.

Não sou "o tipo" de agradecer todo dia, mas mesmo que fosse, não teria como descrever a satisfação de finalmente me ver livre dos companheiros que comigo estavam há mais de dez anos, e que, de uma maneira toda estranha, muitas vezes se tornavam capazes de reger grande parte das minhas ações.

Ao que tudo indica, a ausência dos óculos marca o início "da minha presença", o começo de uma fase nova, toda diferente, sem erros nem acertos, apenas com tentativas, ou melhor, com tentativas e erros, pois, ao menos agora, errado não é mais não atingir o objetivo proposto, e sim, ser "fraco" o suficiente para não tentar.

"'Se conhecer' é algo incrível, 'se redescobrir a cada dia' é a melhor forma de se sentir vivo."


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