quinta-feira, 28 de março de 2013

E se, princesa?

E se o príncipe não vier?
E se a carruagem não chegar?
E se tudo o que você sempre fantasiou não der certo, o que você fará?

Será que vale tanto a pena ser sempre a princesa no alto do castelo esperando para que venha um príncipe no cavalo branco para lutar com o monstro e te libertar da torre do castelo?
Basta de esperar romances ideais, fantasiar histórias em que o sapo vai virar príncipe somente pela força do amor, os tempos são outros, você vai encontrar por aí muitos sapos que para sempre serão apenas sapos e nada mais, fugir disso é negar a realidade, é acreditar em espelho mágico e fada madrinha.
Bancar a Bela Adormecida e esperar anos e anos por um príncipe para lhe despertar, você acha que realmente isso pode dar certo?
A vida é agora, ela não espera, muitas vezes sequer te dá tempo para pensar, para reagir, e é para isso que você deve estar sempre pronta, para buscar aquilo que te faz feliz, mesmo que pareça muito distante.
Contos de fadas existem sim, porém apenas nos livros, quem acha que as coisas simplesmente acontecem sem o mínimo esforço deve fazer parte do grupo que acredita que o "felizes para sempre" existe ou pior, daquele grupo que pensa que o "eterno" é feito para durar uma semana apenas.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Feliz, em partes...

É incrível como as aulas de quarta-feira a tarde me inspiram, desta vez foi proposto o tema "felicidade" para que se fizesse um texto dissertativo, entretanto, apesar da obrigação da criação do texto seguindo os padrões da língua portuguesa, decidi expandir o assunto para o Palco, já que aqui posso fugir um pouco das normas linguisticas.
Mas voltando a falar sobre felicidade, não sei se é possível existir felicidade completa sem ter ao seu lado alguém de quem se ama, quer dizer, não existe dinheiro no mundo ou sucesso na carreira que consiga trazer essas pessoas novamente para perto de você, pois mesmo sabendo que a vida é um ciclo intenso de chegadas e partidas, é difícil muitas vezes você admitir que uma pessoa querida não estará ao seu lado.
Agradeço a cada dia pelo choque de realidade que recebi, pois se fosse de outro modo, possívelmente estaria dentro da minha zona de conforto até os dias de hoje, apenas acho que o golpe foi forte demais, não costumo questionar - muito - o modo como as coisas ocorrem, apenas não acho certo que certas situações aconteçam com pessoas que por natureza são boas e de certa forma 'não mereciam' o mal que as persegue.
Sei que não é certo basear nossa felicidade nas outras pessoas, realmente, não é, mas também não acho certo sermos 'obrigados' a ser felizes sem pessoas que são como uma parte enorme de nós mesmos, pessoas que, na ausência, nos fazem sentir como se um pouco de nossa vida também desaparecesse junto com elas.

domingo, 10 de março de 2013

4:20 a hora de falar o que penso

Há alguns meses atrás juro que ficava curioso quando via aquele tanto de imagens e frases que eram sempre seguidas pela numeração "4:20", até porque não fazia a mínima ideia do que aquela numeração queria dizer, até que 'em um belo dia' alguém postou uma imagem dando a entender do que se tratava.

Diz a cultura popular que "4:20" é quase que uma gíria americana para denominar o uso de maconha, algumas versões dizem que seria o horário para se consumir maconha - socialmente, se é que é tão possível assim - já outras versões da expresão afirmam que esse seria 'o feriado em homenagem a maconha', algo como o "dia da maconha" - do formato americano de datas 4/20 seria 20 de abril.

Pois bem, quando comecei a entender o sentido das postagens e de tantas páginas e imagens postadas nas redes sociais, passei a analisar melhor quem eram os 'apoiadores da causa' e acabei achando um tanto engraçado - para não dizer triste - saber que todos esses que 'apoiam' e divulgam essa ideia são pessoas com um bom nível de instrução - pois querendo ou não quem tem já concluiu ou está concluindo o ensino médio tem bastante conhecimento acumulado - mas mais do que instrução, possuem um nível social que pode ser considerado de 'bom para cima'.
Claro que não estou aqui para discutir preferências ou criticar gostos de ninguém, afinal, cada um faz de sua vida o que achar cômodo, mas não consigo achar coerente o fato de tais pessoas acharem que se deva consumir maconha livremente como tanto se prega por aí.

Não é de hoje que se fala dos males associados ao uso de drogas, que vão desde a dependência por si só, como a outros mais graves que acabam culminando na morte do usuário, então, onde estaria a razão para se querer tal liberação?
Há quem diga: "o álcool e o cigarro também são drogas e são liberados", é uma verdade, o porquê, não sei dizer, mas se dependesse de mim, também não seria 'tão liberado' assim, pois como qualquer outra droga, causam dependência e mais que isso, fazem muita diferença no bolso dos dependentes no final do mês.
Alguns defensores ainda diriam que defendem o uso controlado da maconha (para fins não medicinais), mas falando francamente, se muitas pessoas hoje em dia não conseguem se controlar no uso do álcool e acabam bebendo - como se diz no popular - 'até cair', será que realmente existiria uma moderação no consumo da maconha?
Outro quesito, e quando a maconha não mais deixar o usuário tão calmo e relaxado como antes, será que essa dosagem não iria aumentar, será que o usuário não procuraria algo mais forte para 'conseguir relaxar melhor'?

Há pouco tempo li numa rede social uma frase afirmando que overdose não é fatalidade, é suicidio, e, de um modo sincero, não posso deixar de concordar, afinal, é uma escolha que se faz, você acaba decidindo utilizar e consequentemente aumentar as doses.

Agora pergunto a você que está lendo nesse instante, como você acha que se sentem os familiares de uma pessoa que morre por overdose? Será que eles acham tão certo assim a discriminalização desta ou daquela droga?
Pense em quantos ídolos o mundo perdeu para essa 'sensação de liberdade', afinal, que liberdade é essa que te coloca com as costas em um caixão? Vale tanto a pena assim?
Acho justo que antes de fazer qualquer tipo de 'campanha' dessa natureza nas redes sociais, você que desde pequeno ganhou da sua família praticamente tudo o que quis e/ou precisou, coloque a mão na consciência e pense se é certo abrir mão das coisas que você já tem por uma falsa sensação de alívio ou de tranquilidade que essas substâncias poderão causar.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Quanto custa a liberdade?

Eu sempre brinco que tenho o azar de me apaixonar por pessoas que chamo de 'espíritos livres', pessoas que não querem 'se atar' muito às outras por medo de perder uma liberdade que tanto idealizam.
Lógico, para mim não passa apenas de uma brincadeira chamar pessoas desse modo, até porque muitas vezes também não sou muito adepto de 'laços muito firmes'.
Ainda assim - para completar as contradições - eu penso às vezes que só me sinto verdadeiramente livre quando estou 'preso' a alguém, é irônico, mas quando me sinto sem vínculos com nenhuma pessoa passo a achar que há algo errado na minha vida.

Mas, penso que mesmo sozinho e muitas vezes querendo ter alguém por perto, não seja justo fazer alguém entrar numa relação que eu mesmo não veria muito futuro, um pouco pelo meu pensamento de tentar algo que seja importante apenas quando eu consigo ter plena certeza de que eu deva fazê-lo, ou talvez seja pura e simplesmente medo de entrar na vida de alguém e não causar o impacto que gostaria de causar.
Uma outra hipótese é acreditar que tenho planos de futuro bastante 'kamikazes' e se alguma coisa der errado nesses planos eu não poderei voltar atrás se tiver alguém por quem me importar além de mim.

Não foram poucas as meninas/moças/mulheres que quis tomar 'como parte integrante da minha vida', algumas com mais convicção que outras, entretanto, na maioria das vezes fiquei apenas 'na vontade', pelas mais diversas causas.
Só penso que as vezes almejamos tanto por liberdade, queremos tanto ter o nosso espaço e poder apenas 'cuidar do nosso próprio umbigo' que ficamos sós presos demais dentro de nossos próprios pensamentos.
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