domingo, 17 de fevereiro de 2013

La mia strana verità

Sempre gostei de observar as pessoas, afinal, apesar de muitas vezes ser 'bem falante', já não tenho mais a mesma facilidade de iniciar conversas e/ou relacionamentos como há algum tempo atrás. Tempo esse no qual tudo o que eu mais queria era me destacar, mas me destacar 'sendo eu mesmo'.
Quem me conhece há muito tempo sabe, conheceu bem essa fase, apesar de muitas vezes eu tentar manter uma postura mais sóbria e tranquila, me vestia de maneira 'bem particular', o que me fazia ser visualmente diferente, mas ao mesmo tempo que 'liberava a minha vontade de ser diferente', não me deixava inteiramente realizado quanto 'aos meus objetivos' pessoais.

Atualmente, continuo com esse pensamento de me destacar, de ser diferente, porém tomei muito mais consciência do que o meu vestuário pode dizer às outras pessoas a respeito da minha personalidade, permaneço bem diferente dos demais, afinal, minhas ideologias e opiniões muitas vezes divergem da opinião 'da maioria'.

Porém, o que mais mudou de todo esse tempo pra cá, foi a minha forma de enfrentar os comentários alheios a respeito das coisas que penso, antes, apesar de me vestir diferente eu sentia que a opinião dos outros contava muito para que eu pensasse desse jeito, melhor dizendo, eu me sentia mal quando a minha opinião divergia da dos grupos a que eu pertencia.
Hoje em dia, possuo opiniões bem mais firmes sobre as coisas que acho ou não certas, por exemplo: me declaro católico, tenho 'formação Católica' mas não consigo aceitar alguns posicionamentos da Igreja Católica em relação a certos assuntos, afinal, tenho meus próprios conceitos a respeito de contracepção, homossexualidade e tantos outros assuntos 'mais polêmicos'.

Há algum tempo, fui coordenador de um grupo de jovens ligado a Igreja, mas me sentia muito incomodado por algumas vezes ter de dizer às pessoas que fizessem coisas com as quais eu intimamente não concordava, apenas porque era assim que a religião dizia que era.
Não quero dizer que todos devem abandonar suas igrejas, eu acabei abrindo mão do meu posto, por não achar justo ter de praticamente 'viver uma mentira', pois, como já disse, algumas coisas não condiziam com o que eu pensava e com o que eu fazia, logo, era quase que dizer: "façam o que eu digo, mas não o que eu faço".


O ponto central de tudo isso é que não acho justo que devamos nos privar de nossas opiniões e de nossas convicções apenas porque fazemos parte de algum grupo que não aceita a verdade de cada um, não é certo vivermos uma mentira a cada dia de nossas vidas apenas para agradar ou simplesmente não contrariar certas regras que nos são impostas pela sociedade.
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