segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Survived by...

Existem dias na nossa vida em que nos sentimos como uma corda já desgastada, ou seja, prestes a arrebentar.
Eu nunca soube explicar, mas há muito tempo já tinha essa sensação dentro de mim, esse sentimento de "não vou mais conseguir", de largar tudo pro alto e abandonar os planos e os projetos em curso.

Metáforas à parte, sempre achei interessante a expressão do inglês que dá título a esse texto, que empregada no seu sentido original é equivalente à expressão em português que diz que a pessoa falecida "deixou" alguns parentes próximos, ou seja, "...survived by his wife, and sons", seria algo como "...deixando esposa e filhos".

Saliento aqui que não tenho qualquer pretensão de tentar me aprofundar em expressões da língua inglesa nem ao menos de explicá-las.

"Explicada" a expressão, volto a falar sobre o meu fascínio por ela quando a descobri, mas não por me interessar diretamente pela morte ou pela língua inglesa, mas pelo sentido que ela me provocou quando a li pela primeira vez, pois, se traduzida literalmente, seria algo como "sobreviveu por...", e é como muitas vezes eu me sentia.

Digo melhor, nos dias em que as coisas pareciam "fora dos eixos" e aquelas sensações descritas ali em cima se repetiam, era como se eu realmente me sentisse morto por dentro, mas sempre existisse alguém (ou alguéns) pelos quais eu ainda sobrevivia, mesmo quando sentia a minha ligação com a vida cada vez mais sutil, sempre tinha alguém pelo qual valia a pena tentar levantar e sobreviver.

Não que esse sentimento seja uma constante na minha vida, mas realmente tem dias que parecem mais nublados que os outros...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O espetáculo da vida real...

Entra mais um ano e nesse início de 2013 somos brindados com os mais variados "espetáculos da vida real".
A começar com o "presente" que a Rede Record nos oferece desde outubro de 2012, intitulado de "Fazenda de Verão", que creio eu seja fruto de um bom índice de audiência das versões originais e que resultou nesse spin-off com participação de competidores não famosos.

Não direi que nunca vi, pois quem assiste TV aberta às vezes pára diante de qualquer coisa que não seja uma tela azul só para passar o tempo.

O fato é que tal reality show me fez ver uma cena que eu julguei algo a nível próximo do bizarro, na qual um competidor alegadamente homossexual, disse ter se sentido ofendido por uma colega por ser chamado de "gay", até onde acompanhei da história, ela fez um comentário simples, sem nenhum tipo de grau ofensivo, entretanto, a emissora para alavancar a audiência fez questão de criar mais polêmica em cima de um assunto tão banal e ridículo.

Quero entender qual termo esse cidadão acharia menos ofensivo.

E agora, em janeiro, só para não perder a tradão teremos a 13ª - por extenso - (décima terceira) versão do Big Brother Brasil, onde vários(as) modelos e ex-funcionários da Globo seguirão um roteiro nesta "novela da vida real" disputando um prêmio milionário além de vários contratos de publicidade e prêmios extras durante a execução do programa.

Francamente, há  11 anos somos "obrigados a engolir" esse tipo de cultura inútil que nos é apresentada em uma bandeja de ouro, não há como não presumir que exista toda a sorte de armações lá dentro, assim como se tratar de vários profissionais da academia de atores da Rede Globo que assim como na Fazenda recebem um cachê para representar um roteiro elaborado préviamente pelas emissoras.

Mas o mais surpreendente é ver que ainda existem pessoas que além de se prestar a assistir tais eventos, ainda se dispõem a gastar tempo e principalmente dinheiro para "decidir o futuro" de um peão ou de um brother, vamos parar e pensar, para cada cem mil reais dados, as emissoras embolsam cerca de dois ou três milhões em ligações e publicidade.

Agora diga com toda a sinceridade do mundo, uma emissora capaz de entregar um milhão de reais em um "circo dos horrores" como esse tem credibilidade suficiente para te comover a cada ano e pedir o seu suado salário para ajudar crianças que eles mesmos poderiam ajudar ou construir verdadeiros oásis no meio das regiões áridas do nordeste brasileiro?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O valor de um abraço

(Curioso, mas de uns tempos pra cá, começo a achar que estou sempre me repetindo e falando da mesma coisa pela enésima vez.)
Cada pessoa que se aproxima de mim me deixa com uma impressão sobre ela, mas mais além que qualquer ato ou palavra, é quase como uma energia que me toca e dá as mais variadas sensações.
Pra falar a verdade nunca acreditei muito nas coisas que eu sempre ouvi do espiritismo, consequências talvez de uma criação (muito) religiosa, mas mesmo sem acreditar, continuava a achar estranho essa sensação de algo que era transmitido de alguma pessoa para mim, quer dizer, uma marca daquela pessoa que praticamente ficava "flutuando no ar" ao meu redor.
Não que agora eu seja uma pessoa completamente espiritualizada nem nada, mas talvez agora, eu tenha aprendido a entender um pouco mais tudo isso.
Não havia nada mais estranho do que ver uma pessoa chegar e sentir quase que como se o dia inteiro nublasse e uma nuvem estacionasse em cima da minha cabeça.
Mais que isso, eu não conseguia entender por que em alguns lugares, quando praticada qualquer dinâmica que envolvesse a "troca de energia" tinha gente capaz de me destruir com apenas um toque, só de colocar as mãos nas minhas, era como se todo o meu corpo fosse atravessado por uma sensação de dor, mas não a dor física, uma dor mais forte, como se fizesse lembrar de todos os momentos ruins da minha vida e me colocasse para viver tudo aquilo de novo e de novo, tudo isso em uma fração de segundos.
Mas havia também pessoas que num abraço eram capazes de me transmitir a mais perfeita paz, transformavam tudo em alegria e me faziam sentir o ânimo que eu precisava para seguir em frente.
Pode parecer até estranho, pois cada um tem seu modo de sentir, cada um tem seu próprio modo de ver, mas depois de sentir tantas coisas ruins acabei aprendendo o valor de um abraço verdadeiro, daquele capaz de derrubar qualquer sentimento ruim e desarmar qualquer argumento inútil, que tanto usamos para nos afogar em nossas tristezas.
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