quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Natal sem presentes

Uma vez durante uma conversa, me perguntaram se eu dava presentes para meus pais nas datas comemorativas (aniversários, Natal, entre outras) e diante da minha negativa, fui de certa forma recriminado por não fazê-lo, por parecer uma atitude egoísta da minha parte, porém, ao menos para mim, essa é algo um tanto justificável.

Cabe, porém, ressaltar que em um ano financeiramente mais positivo, acabei dando presentes a eles, porque realmente achei que fosse interessante e pelo simples fato de que eu podia fazê-lo sem qualquer preocupação.

Até os meus 18 anos, eu tinha pouquíssimas preocupações 'consumistas', já que possuía um celular com uns 4 ou 5 anos de uso (e que me era muito além do suficiente), e também, porque por muito tempo pouco me preocupei com a minha aparência (e logo, com roupas e outros acessórios).

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

E o gigante? Tá ocupado comprando ingresso pra Copa...

Uma coisa que acredito que o brasileiro não consiga entender plenamente, talvez, seja a força do povo, o poder popular em comparação aos poderes de seus governantes.

Cabe ressaltar que eu não participei de nenhuma das passeatas que houveram durante o mês de junho, e nem me orgulho e tão pouco me lamento desse fato, pois acredito sim que seja necessário o engajamento, mas que "só caminhar não resolva nada".

E é esse tipo de pensamento que me fez diminuir de forma considerável a quantidade de postagens de teor político, é claro, mantenho ainda minhas opiniões, desenvolvi algumas teorias embasadas em novos fatos, porém, uma coisa que comecei a entender é que não é um tweet que vai mudar o mundo, não é uma postagem de um blog que vai transformar uma nação.

Lutar pelos direitos é algo absolutamente nobre, quando feito da maneira certa, quando não há a presença de certos "débeis mentais" que utilizam-se da luta alheia para gerar caos, confusão e depredação, tenho plena certeza de que as imagens de pessoas depredando patrimônios públicos e privados acabam manchando a imagem de um movimento social.

Porém, como eu disse, não é uma postagem que vai mudar o mundo, lógico que através do compartilhamento de ideias e associação de pensamentos afins, é possível traçar um plano de ação, porém, em muitos casos a luta social não passou de uma hashtag do Twitter ou de uma série de postagens do Instagram.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Foco no objetivo

O ano de 2013 foi bastante especial para mim, pois havia me proposto um desafio: fazer "jornada tripla", era algo que eu considerava bastante difícil, não pensava ser impossível, mas sabia que teria de me superar bastante, funcionaria assim: das 5:00 até as 13:20 eu trabalharia, das 13:30 às 17:30 faria um curso profissionalizante e das 19:00 até as 22:30 eu continuaria meu curso técnico.

Como eu disse: seria uma tarefa bastante difícil, principalmente pelos choques de horários que seriam inevitáveis, por exemplo: eu levava cerca de 15 a 20 minutos para ir de casa até o trabalho, sendo isso em condições de trânsito livre (ou seja, às 4:00 da manhã) e a volta, sempre transcorria em pelo menos 30 minutos, mesmo andando de moto - partindo do pressuposto que não gosto de cortar a frente dos carros, nem ultrapassar pelo meio fio ou calçadas e nem andar acima de 100 km/h em locais que não permitem tal velocidade.

Eis o dito boletim
A concepção do plano era ótima, bastaria um pouco de disciplina e tudo iria se resolver, porém, na prática, o resultado foi outro, trabalhei por três meses, sendo que à partir do segundo mês já estava frequentando as aulas do curso profissionalizante, desse modo, chegava em casa às 17:40 e já ia dormir, para poder garantir uma quantidade razoável de horas de sono, mas, o fato de não dormir durante a noite ou acordar cedo demais, acaba desencadeando crises de sono constantes, o que tornava inevitável que durante as aulas eu adormecesse, mesmo que por pouco tempo, o que - para mim - causava bastante mal estar para com os colegas e professores.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Todas as belezas

Acho que desde tempos, mas nunca me achei um alguém muito bonito até hoje não sei dizer se foi por falta de vaidade ou falta de cuidados, mas na maioria das minhas 'épocas', eu dificilmente me preocupava muito com "beleza", talvez só um cabelinho ajeitado, um perfume 'em dia' e uma roupa limpa, ou seja, sempre exigi bem pouco de mim mesmo e também das meninas/moças/mulheres que eu queria que entrassem na minha vida.

Gostaria nesse instante de abrir dois parênteses:

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Aos olhos dos outros...

Nunca fui santo, nunca quis, talvez nem sequer tenha tentado, não acho que seja tão útil assim...

Mas pelo menos na minha vivência, umas tantas vezes, já me peguei pensando se o que eu queria fazer era realmente certo, se as pessoas iriam achar isso ou aquilo adequado, mas não só por me importar com as opiniões alheias, mas, talvez por um certo "senso de certo/errado".
Não querendo discutir as questões éticas e/ou morais incutidas em todos os nossos atos, mas, sinceramente, às vezes nos privamos de nos conhecer verdadeiramente (num sentido mais psicológico, de "conhecer") apenas por querermos parecer bons aos olhos dos outros...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Será que não poderia ser diferente?

Às vezes falo tanto sobre o amor, mas não por amargura ou por tristeza ou qualquer coisa que possa parecer, insisto tanto nisso por achar não que a felicidade dependa de estar junto de alguém, mas por imaginar que só se consegue ser feliz quando se faz alguém feliz.
Quando falo de amor muitas vezes falo de maneira muito mais ampla do que apenas "homem/mulher" falo no sentido de amar os amigos, os irmãos, os pais, enfim, um amor que não requer tantas recompensas.
Não acredito que em todos esses anos eu realmente tenha aprendido a amar alguém (do jeito certo) apesar de imaginar que talvez a única mulher que tenha me despertado algo próximo do amor foi a pessoa talvez eu mais tenha errado, de certa forma, algo me faz sentir que com duas das pessoas que eu mais gostei eu falhei e quem me conhece sabe o quanto eu detesto errar/estar errado/ter de admitir um erro e por mais que eu tente mudar meu pensamento fica sempre algo 'martelando': "será que eu não poderia ter feito algo diferente?"

domingo, 8 de setembro de 2013

Amigo!

Na hora da bebedeira todo mundo é amigo, quando sobra aquele 'dinheirinho' no final do mês sempre tem aquele amigo que está junto para comemorar e festejar o dinheiro que sobrou, mas e quando tudo vai mal? Não vou dizer que sou a pessoa 'mais companheira' do mundo, que nunca abandonei ninguém nessa vida, mas o fato é que existem pessoas que simplesmente não sabem "ser amigas das outras".

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ter um amigo...

Antes de tudo gostaria de deixar bem claro que essa postagem não se trata de um texto de acusação ou denúncia, trata-se apenas de uma demonstração do meu ponto de vista a respeito do assunto.

Acontece que todo ano, mais ou menos nos meses de setembro e outubro começam as belíssimas campanhas de programas televisivos que buscam obter fundos para esta ou aquela instituição de assistência, falo do Criança Esperança e do Teleton, que todo ano 'pipocam' na nossa televisão.


Não querendo dizer que este ou aquele é bom, mas sempre que assisto o Teleton - inspirado no americano Telethon (uma união das palavras television e marathon) - que nada mais é que uma maratona televisiva que exibe cerca de 16 ou mais horas de uma programação totalmente voltada para o recolhimento de fundos para uma instituição de caridade - no caso do Teleton brasileiro essa instituição é a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) - me parece que é realmente um esforço conjunto para que seja recolhidos tais donativos, pois a cada ano algumas emissoras formam uma rede e cedem praticamente um dia de suas programações para a exibição deste 'programa especial', cabe ressaltar que a emissora que 'encabeça' as transmissões adora entregar "um milhão de reais" aos competidores de seus game shows e no Teleton também acaba doando uma boa soma em dinheiro para ajudar na iniciativa.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A trilogia das cores pt. 3 - Concluindo...

Mas entre todas as coisas o que mais me assusta é a hora de conseguir emprego, felizmente nada do que vou citar aqui aconteceu abertamente comigo, mas ainda assim é como se fosse pois não são raras as vezes em que pessoas negras altamente capacitadas são desqualificadas de processos seletivos apenas por não se encaixar no padrão de 'boa aparência' exigido pela empresa, mesmo que vestindo roupas condizentes com a situação, são preteridos por pessoas com qualificação menor mas que possuem uma aparência mais 'agradável' aos olhos dos clientes (pelo menos é isso que parece.)

Isso sem contar os infindáveis clichês:

"Negro tem de gostar de pagode ou funk, ser bom de futebol e torcer pro Corinthians ou para o Flamengo."

Dos tempos em que acompanhava novelas lembro muito pouco de personagens negras com perfis bem sucedidos e que não possuíssem comportamentos absurdamente excêntricos e/ou caráter duvidoso.

Até mesmo eu já sofri com a questão de personagens (não é segredo para ninguém a minha paixão pelo teatro).

Há algum tempo atrás participei de uma peça na qual minha personagem era um ítalo-brasileiro dos anos 30, e como 'solução' para a minha escolha houve quem sugerisse que eu tivesse o rosto e os braços "pintados de branco" para parecer melhor com um italiano (talvez por a peça se passar nos anos 30 algumas pessoas pensaram que a mentalidade também precisava ser da época).

Acredito que até mesmo na "área sentimental" seja complicado, pois muitas vezes parece que algumas meninas/garotas esperam que em suas vidas entre um príncipe loiro, alto e de olhos azuis que possa lhes fazer feliz (sem preconceito com os mesmos).

Ou será que alguém lembra de algum heroi 'mais moreninho' nas histórias infantis (sendo que o Aladdin não conta).

Não quero que esse texto seja visto como um "desabafo de um coitadinho" e sim como um chamado para que todos possam 'abrir os olhos' e perceber que não existe um padrão de beleza ou comportamento que possa levar em conta apenas a cor da pele das pessoas, a real beleza vem do fato de se ter orgulho de ser quem se é, e o comportamento e o caráter são fruto do que foi aprendido no início e no decorrer da vida, sem qualquer relação com pele ou local de nascimento, pois acredito que não exista nenhum brasileiro que seja 'puro' o suficiente para ter o direito de julgar ou repudiar pessoas apenas por serem negras.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A trilogia das cores pt. 2 - O que eu vivi

Quando mais novo, eu acabava me destacando um pouco mais dos colegas por (na época) por desempenhar com menor dificuldade algumas tarefas ligadas à alfabetização e alguns cálculos mais primários (não estou dizendo que eu era um gênio, mas que era curioso o suficiente para aprender um pouco mais rápido) e lembro que algumas pessoas ficavam um tanto admiradas, mas de certa forma, hoje sinto que essa admiração parecia ser um pouco maior do que o normal, talvez por ser um garoto negro que se destacava um tanto mais.

Porém antes que se possa dizer isso não é uma "crônica de um 'coitadinho'", talvez até o exato oposto, pois de certa forma eu "odeio" o sentimento de pena, só acredito que algumas pessoas esperavam esse tipo de atitude de destaque vindas de um garoto 'um pouco mais clarinho'.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A trilogia das cores pt. 1 - É de pequeno que se aprende

Há algum tempo penso em abordar esse assunto n'O Palco, embora considere chato pelo fato de não ser a primeira vez e saber que não será a última.

Na última segunda feira assisti a uma matéria do programa CQC da Rede Bandeirantes e tal matéria era algo como um teste (embora não tivesse a conotação de teste)  sendo que eram colocadas diante de algumas crianças duas bonecas (uma negra e uma branca) e pediam que as crianças associassem a uma das bonecas algumas características e algumas atitudes (como "qual das duas era a mais bonita", "qual das duas era a mais 'levada'", "qual parecia uma princesa", entre outros), se não me engano havia um número igual de crianças negras e brancas e infelizmente, praticamente todas as crianças associaram "características ruins" à boneca negra, sendo que apenas uma menina (negra, por sinal) fez "associações positivas" à boneca negra, cabendo ressaltar que a todas as crianças era perguntado com qual boneca eles se pareciam fisicamente, e de certa forma as crianças tinham sim "noção" de que eram realmente brancas ou negras.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Como nossos pais II

E mais uma vez eu escrevendo a respeito do meu pai, qualquer psicólogo ou psicanalista me analisaria e diria que eu tenho um sério problema com ele -que desculpem-me os profissionais, eu simplesmente não lembro quem faz o quê-, mas a maior verdade é que como já disse, tenho no meu pai um dos meus maiores ídolos, não apenas como aquela 'adoração' que temos quando crianças, mas uma admiração mais racional, com base nas ações dele nas mais variadas situações, mas não é por ter nele um ídolo que eu vejo nele a imagem da perfeição, vejo sim alguns 'defeitos', entretanto essa postagem não se trata de uma crítica aberta ao meu pai.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

5a: Heróis - como se fosse hoje


Heróis não usam capas, muitas vezes não voam, nem ao menos são invulneráveis, aliás, às vezes são muito mais suscetíveis às dores e aos sofrimentos do que qualquer um.
Muitos deles não costumam ter superpoderes, quer dizer, não daqueles poderes que estamos acostumados a ver nos filmes como visão de calor, força sobre humana, na verdade, muitos deles parecem tão frágeis, por que não dizer indefesos, chegando até a causar estranheza ao olhar.
Mas o que muitas pessoas não percebem é que estes heróis muitas vezes são pessoas tão comuns como este que vos escreve, porém, possuem uma diferença bastante sutil, são capazes de causar os maiores sorrisos nas situações mais inusitadas, além de muitas vezes serem capazes de trazer lágrimas através de uma simples lembrança, te fazem sentir criança e rir à toa dos momentos mais felizes, te dão segurança com apenas uma palavra, um olhar ou qualquer mínimo gesto que às vezes passa quase que despercebido.
Tenho certeza que cada um tem um herói desses, às vezes até mais de um, mas o que realmente importa é que cada dia você lembre de agradecer à vida por colocar no seu caminho alguém que tenha o poder de te fazer feliz acima de tudo.
E é neste dia que agradeço por ter tido alguém tão especial, que mesmo não parecendo esteve do meu lado sempre, que muito fez por mim, que tanto me protegeu, cuidou e até chorou quando preciso foi. 
Por mais que eu ache injusto saber que o meu herói acabou por voltar para o lugar de onde veio, sei que onde ele estiver ele ainda me protege, de longe, para que cada dia mais eu aprenda que os heróis vêm para esse mundo quando se fazem necessários e se vão quando suas missões estão concluídas.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

País pobre é país sem educação

Eu normalmente não gosto muito de assistir jornais, até porque quase sempre se está falando de alguma 'desgraça' ou algum outro fato desagradável para atrair audiência, entretanto, existem algumas notícias que me chamam muito à atenção, mas prefiro começar esta postagem demonstrando meu ponto de vista de uma maneira mais ampla.

 Na verdade, com o passar dos anos, não consigo simpatizar com a imagem passada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), pois todos os anos, o PT tenta reforçar cada vez mais a imagem de um partido popular, um partido simples, uma união de legítimos representantes do povo brasileiro, entretanto, a cada ano, acho cada vez menos que tal partido 'me represente' como brasileiro. Acontece, que até 2002 eu não tinha muito a dizer sobre o PT, por se tratar - para mim - de apenas mais um partido que tentava alcançar o poder utilizando o discurso de possuir um histórico de lutas pelo direito do trabalhador brasileiro, lutando contra as injustiças contra o povo simples - até aí, sem problemas, qualquer partido pode usar a argumentação que considerar válida para sensibilizar o povo - mas, com a eleição do presidente Luiz Inácio, o PT parece que foi compreendendo que ser oposição à todos é muito fácil, porém, quando se assume 'o problema' as coisas ficam um pouco diferentes, afinal, em muitas situações o governo do PT agiu exatamente como aqueles que eles tanto criticavam e mais do que isso, eles tentaram - e pelo visto conseguiram - endeusar a imagem do metalúrgico pobre, vindo do nordeste que conseguiu chegar a Presidência da República.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O que que tem?

É interessante que nos dias atuais a sociedade está começando a ficar 'mais aberta' com certos assuntos, de certa forma fico bastante feliz em ver que muitas pessoas acabam 'assumindo' suas preferências sexuais e mesmo aceitando sua própria orientação, mesmo que em alguns casos seja apenas por seguir uma modinha de dizer que "o mundo é gay", mas acaba sendo válida a intenção de mostrar um pensamento mais amplo nesse quesito.

Insisto em afirmar: acho muito justo que casais homossexuais tenham pleno direito de viver suas vidas em paz e também possam receber do governo o respaldo para ter seus direitos reconhecidos (como união civil, entre outros).

Estamos dando passos cada vez mais largos em direção à justiça, pois se somos um Estado laico, qual o problema em permitir que pessoas que não formam o modelo de casal que as igrejas consideram correto sejam felizes?

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Direitos e deveres

Acho interessante que todos somos acostumados a sempre exigir nossos direitos, entretanto, ninguém costuma se lembrar dos deveres, afinal, é muito fácil exigir, mas por quê é tão difícil fazer o certo?

As pessoas costumam sempre reclamar quando ocorrem deslizamentos e enchentes, mas são essas mesmas pessoas que acabam jogando lixo nas encostas dos rios, invadindo terrenos que não são seus e construindo casas em situações absolutamente precárias e quando acontecem as tragédias, reclamam que as prefeituras estão lá para cobrar impostos e nada fazem por eles.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Respeito é bom...

Meu maior medo quando tentei ministrar aulas foi aprender a respeitar e principalmente lidar com os alunos, afinal, é claro que já tive a idade que eles tinham - e por sinal isso não faz muito tempo - mas às vezes - como acredito que aconteça com todo mundo - tenho certos problemas com alguns "tipos" de pessoas.

No primeiro dia, achei que seria difícil, como realmente foi - nunca será fácil - pois, como disse, havia mais de um aluno dentro da sala, o que me obrigava a lidar com várias personalidades diferentes e além de personalidades, humores diferentes, pois nem todos vinham de bom humor ou concentrados no mesmo dia, aliás, havia turmas que pareciam não se concentrar nunca - claro que é uma brincadeira - entretanto, como disse na postagem "O que aprendi ensinando" e reafirmo nesta postagem: aprendi muito com cada um dos alunos - ou pelo menos com boa parte deles - e isso é algo que não posso negar.

Mas mais do que aprender com eles, aprendi a respeitar muitos deles, assim como percebi que tantos outros aprenderam a me respeitar, talvez não com a autoridade de um professor - admito, tenho caráter "tirano" mas não fui tão severo como poderia ser - até porque poucas vezes agi como um 'professor clássico' que tenta criar um abismo entre o conhecimento e os alunos, de modo a ser apenas ele o único a dominar o saber, pelo contrário, para muitos tentei ser praticamente um amigo, um companheiro de jornada, daqueles que você sabe que pode contar na dificuldade.

Eu seria arrogante demais em dizer que consegui atingir o objetivo de dizer que me tornei amigo de todos os alunos, que consegui fixar os assuntos por ser um excelente professor ou qualquer coisa nesse sentido, entretanto, uma coisa me fez muito feliz em toda essa caminhada: saber que consegui conquistar mais do que apenas a obediência cega de alguns alunos por ter sido o professor deles e que conquistei o respeito de alguns alunos que com o tempo também fui aprendendo a respeitar.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O importante é ser você

Esses dias parei para analisar certos fatos da minha vida e percebi que assim como os meus vícios de escrita - bastante evidenciados aqui no Palco -, muito da minha personalidade mudou.
Se não me engano já falei há pouco tempo atrás a respeito de mudanças, sejam elas de comportamento ou até mesmo de personalidade, - o que pra mim não é algo tão raro.
Mas o que mais me ocorreu foi o tanto que eu 'mudei' por certas pessoas, embora algumas dessas mudanças tenham sido menores que aquelas que ocorreram naturalmente, muitas delas foram profundas.
Cabe ressaltar que apesar de mudar por algumas pessoas, não mudei para tentar agradar, e sim, por razões que foram ficando mais e mais evidentes ao ponto de eu mesmo me incomodar com elas.
Me fizeram aprender que se alguém não gosta do que você é, é porque esse alguém não quer o que você pode oferecer, é um pensamento um pouco radical, mas sem dúvidas evita que passemos o ridículo de tentar fingir ser quem jamais vamos ser.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Borboletas no estômago

Me ensinaram que o amor é uma coisa linda que te tira os pés do chão, te faz sentir borboletas no estômago e agir como um idiota, sinceramente acredito em 90% dessa afirmação, só não concordo com a parte "linda" do amor.
Lógico que isso é uma grande brincadeira, acredito sim na beleza do amor, mas muitas vezes não consigo acreditar no quanto as pessoas são capazes de se perder em nome de algo que elas costumam chamar de amor, por mais que me esforce, parece surreal o tanto de besteiras que eu vejo as pessoas fazendo quando acham que amam outra.
Aprendi que a vida a dois é um verdadeiro exercício de paciência, mesmo nunca dividindo a minha vida com alguém a esse ponto, tenho um exemplo muito forte dentro de casa, entretanto, acredito que paciência é uma coisa, submissão é outra e mesmo com a independência de costumes das mulheres, existem algumas que simplesmente ignoram a própria liberdade e preferem viver reféns de um sentimento muitas vezes vazio e - por que não dizer - falso.
Não que essa situação se aplique somente às mulheres, mas acho triste quando vejo uma pessoa que acaba se anulando completamente em ideias e sonhos para viver a vida de uma outra pessoa da qual ela pouco sabe ou pouco quer saber.
Os "amores" de hoje parecem ser cada vez mais 'pele' do que os de antigamente, parece que o que os nossos avós - e por que não - nossos pais viviam era algo diferente, era algo que mesmo um tanto rápido parecia mais sólido, hoje vejo 'famílias' que surgem de um impulso e no mesmo impulso se desfazem, como se nunca tivessem
acontecido.
Sinceramente não acho que isso seja amor, anular-se completamente e viver da vida do outro e muito menos acreditar que o que começa hoje pode durar para sempre, acho que o 'para sempre' é muito tempo para que seja definido - ou explicado - em questão de semanas...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Será que é pedir demais?

É estranho escrever uma postagem na qual nem eu mesmo sei como vai terminar, estou tão acostumado a sentar na frente do computador com ideias de 80% a 90% acabadas e hoje - não diferente de outras vezes, mas agora de um modo mais profundo - venho recorrer a uma postagem do Palco para aliviar meu coração.
Nos últimos dias venho passando por uma montanha russa de acontecimentos, alternando-se constantemente entre bons e ruins, obtive uma oportunidade que mesmo não podendo chamar de "única" posso dizer que é bastante preciosa.
Não foi segredo para ninguém a minha felicidade, pois a consegui sem nem ao menos estar cotado para recebê-la no momento inicial, fiz tudo o que precisava fazer e eis que de repente ressurge um problema de saúde, que embora não tão grave - num primeiro momento - pode me fazer perder essa chance antes mesmo de realmente conseguí-la.
Não vou dizer que não me sinto frustrado - ainda sem saber o desfecho da história - só pelo fato de sentir essa angústia, esse medo de que algo que antes tão certo, agora possa estar escapando das minhas mãos de maneira tão tola e pior, sem que eu possa fazer algo para reverter a situação.
Apesar disso, não quero afirmar que sou um 'coitadinho' daqueles que 'o mundo conspira contra', só não acredito que seja tão justo assim que as coisas saiam errado em um momento em que eu consigo uma oportunidade a qual mais me fará bem do que mal, quer dizer, não sou uma pessoa tão sofrida assim, mas já tive alguns percalços, sinto que é válido que pelo menos uma vez as coisas ocorram de acordo com algumas metas que eu tracei para a minha vida, será que é pedir demais?

quinta-feira, 28 de março de 2013

E se, princesa?

E se o príncipe não vier?
E se a carruagem não chegar?
E se tudo o que você sempre fantasiou não der certo, o que você fará?

Será que vale tanto a pena ser sempre a princesa no alto do castelo esperando para que venha um príncipe no cavalo branco para lutar com o monstro e te libertar da torre do castelo?
Basta de esperar romances ideais, fantasiar histórias em que o sapo vai virar príncipe somente pela força do amor, os tempos são outros, você vai encontrar por aí muitos sapos que para sempre serão apenas sapos e nada mais, fugir disso é negar a realidade, é acreditar em espelho mágico e fada madrinha.
Bancar a Bela Adormecida e esperar anos e anos por um príncipe para lhe despertar, você acha que realmente isso pode dar certo?
A vida é agora, ela não espera, muitas vezes sequer te dá tempo para pensar, para reagir, e é para isso que você deve estar sempre pronta, para buscar aquilo que te faz feliz, mesmo que pareça muito distante.
Contos de fadas existem sim, porém apenas nos livros, quem acha que as coisas simplesmente acontecem sem o mínimo esforço deve fazer parte do grupo que acredita que o "felizes para sempre" existe ou pior, daquele grupo que pensa que o "eterno" é feito para durar uma semana apenas.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Feliz, em partes...

É incrível como as aulas de quarta-feira a tarde me inspiram, desta vez foi proposto o tema "felicidade" para que se fizesse um texto dissertativo, entretanto, apesar da obrigação da criação do texto seguindo os padrões da língua portuguesa, decidi expandir o assunto para o Palco, já que aqui posso fugir um pouco das normas linguisticas.
Mas voltando a falar sobre felicidade, não sei se é possível existir felicidade completa sem ter ao seu lado alguém de quem se ama, quer dizer, não existe dinheiro no mundo ou sucesso na carreira que consiga trazer essas pessoas novamente para perto de você, pois mesmo sabendo que a vida é um ciclo intenso de chegadas e partidas, é difícil muitas vezes você admitir que uma pessoa querida não estará ao seu lado.
Agradeço a cada dia pelo choque de realidade que recebi, pois se fosse de outro modo, possívelmente estaria dentro da minha zona de conforto até os dias de hoje, apenas acho que o golpe foi forte demais, não costumo questionar - muito - o modo como as coisas ocorrem, apenas não acho certo que certas situações aconteçam com pessoas que por natureza são boas e de certa forma 'não mereciam' o mal que as persegue.
Sei que não é certo basear nossa felicidade nas outras pessoas, realmente, não é, mas também não acho certo sermos 'obrigados' a ser felizes sem pessoas que são como uma parte enorme de nós mesmos, pessoas que, na ausência, nos fazem sentir como se um pouco de nossa vida também desaparecesse junto com elas.

domingo, 10 de março de 2013

4:20 a hora de falar o que penso

Há alguns meses atrás juro que ficava curioso quando via aquele tanto de imagens e frases que eram sempre seguidas pela numeração "4:20", até porque não fazia a mínima ideia do que aquela numeração queria dizer, até que 'em um belo dia' alguém postou uma imagem dando a entender do que se tratava.

Diz a cultura popular que "4:20" é quase que uma gíria americana para denominar o uso de maconha, algumas versões dizem que seria o horário para se consumir maconha - socialmente, se é que é tão possível assim - já outras versões da expresão afirmam que esse seria 'o feriado em homenagem a maconha', algo como o "dia da maconha" - do formato americano de datas 4/20 seria 20 de abril.

Pois bem, quando comecei a entender o sentido das postagens e de tantas páginas e imagens postadas nas redes sociais, passei a analisar melhor quem eram os 'apoiadores da causa' e acabei achando um tanto engraçado - para não dizer triste - saber que todos esses que 'apoiam' e divulgam essa ideia são pessoas com um bom nível de instrução - pois querendo ou não quem tem já concluiu ou está concluindo o ensino médio tem bastante conhecimento acumulado - mas mais do que instrução, possuem um nível social que pode ser considerado de 'bom para cima'.
Claro que não estou aqui para discutir preferências ou criticar gostos de ninguém, afinal, cada um faz de sua vida o que achar cômodo, mas não consigo achar coerente o fato de tais pessoas acharem que se deva consumir maconha livremente como tanto se prega por aí.

Não é de hoje que se fala dos males associados ao uso de drogas, que vão desde a dependência por si só, como a outros mais graves que acabam culminando na morte do usuário, então, onde estaria a razão para se querer tal liberação?
Há quem diga: "o álcool e o cigarro também são drogas e são liberados", é uma verdade, o porquê, não sei dizer, mas se dependesse de mim, também não seria 'tão liberado' assim, pois como qualquer outra droga, causam dependência e mais que isso, fazem muita diferença no bolso dos dependentes no final do mês.
Alguns defensores ainda diriam que defendem o uso controlado da maconha (para fins não medicinais), mas falando francamente, se muitas pessoas hoje em dia não conseguem se controlar no uso do álcool e acabam bebendo - como se diz no popular - 'até cair', será que realmente existiria uma moderação no consumo da maconha?
Outro quesito, e quando a maconha não mais deixar o usuário tão calmo e relaxado como antes, será que essa dosagem não iria aumentar, será que o usuário não procuraria algo mais forte para 'conseguir relaxar melhor'?

Há pouco tempo li numa rede social uma frase afirmando que overdose não é fatalidade, é suicidio, e, de um modo sincero, não posso deixar de concordar, afinal, é uma escolha que se faz, você acaba decidindo utilizar e consequentemente aumentar as doses.

Agora pergunto a você que está lendo nesse instante, como você acha que se sentem os familiares de uma pessoa que morre por overdose? Será que eles acham tão certo assim a discriminalização desta ou daquela droga?
Pense em quantos ídolos o mundo perdeu para essa 'sensação de liberdade', afinal, que liberdade é essa que te coloca com as costas em um caixão? Vale tanto a pena assim?
Acho justo que antes de fazer qualquer tipo de 'campanha' dessa natureza nas redes sociais, você que desde pequeno ganhou da sua família praticamente tudo o que quis e/ou precisou, coloque a mão na consciência e pense se é certo abrir mão das coisas que você já tem por uma falsa sensação de alívio ou de tranquilidade que essas substâncias poderão causar.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Quanto custa a liberdade?

Eu sempre brinco que tenho o azar de me apaixonar por pessoas que chamo de 'espíritos livres', pessoas que não querem 'se atar' muito às outras por medo de perder uma liberdade que tanto idealizam.
Lógico, para mim não passa apenas de uma brincadeira chamar pessoas desse modo, até porque muitas vezes também não sou muito adepto de 'laços muito firmes'.
Ainda assim - para completar as contradições - eu penso às vezes que só me sinto verdadeiramente livre quando estou 'preso' a alguém, é irônico, mas quando me sinto sem vínculos com nenhuma pessoa passo a achar que há algo errado na minha vida.

Mas, penso que mesmo sozinho e muitas vezes querendo ter alguém por perto, não seja justo fazer alguém entrar numa relação que eu mesmo não veria muito futuro, um pouco pelo meu pensamento de tentar algo que seja importante apenas quando eu consigo ter plena certeza de que eu deva fazê-lo, ou talvez seja pura e simplesmente medo de entrar na vida de alguém e não causar o impacto que gostaria de causar.
Uma outra hipótese é acreditar que tenho planos de futuro bastante 'kamikazes' e se alguma coisa der errado nesses planos eu não poderei voltar atrás se tiver alguém por quem me importar além de mim.

Não foram poucas as meninas/moças/mulheres que quis tomar 'como parte integrante da minha vida', algumas com mais convicção que outras, entretanto, na maioria das vezes fiquei apenas 'na vontade', pelas mais diversas causas.
Só penso que as vezes almejamos tanto por liberdade, queremos tanto ter o nosso espaço e poder apenas 'cuidar do nosso próprio umbigo' que ficamos sós presos demais dentro de nossos próprios pensamentos.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

La mia strana verità

Sempre gostei de observar as pessoas, afinal, apesar de muitas vezes ser 'bem falante', já não tenho mais a mesma facilidade de iniciar conversas e/ou relacionamentos como há algum tempo atrás. Tempo esse no qual tudo o que eu mais queria era me destacar, mas me destacar 'sendo eu mesmo'.
Quem me conhece há muito tempo sabe, conheceu bem essa fase, apesar de muitas vezes eu tentar manter uma postura mais sóbria e tranquila, me vestia de maneira 'bem particular', o que me fazia ser visualmente diferente, mas ao mesmo tempo que 'liberava a minha vontade de ser diferente', não me deixava inteiramente realizado quanto 'aos meus objetivos' pessoais.

Atualmente, continuo com esse pensamento de me destacar, de ser diferente, porém tomei muito mais consciência do que o meu vestuário pode dizer às outras pessoas a respeito da minha personalidade, permaneço bem diferente dos demais, afinal, minhas ideologias e opiniões muitas vezes divergem da opinião 'da maioria'.

Porém, o que mais mudou de todo esse tempo pra cá, foi a minha forma de enfrentar os comentários alheios a respeito das coisas que penso, antes, apesar de me vestir diferente eu sentia que a opinião dos outros contava muito para que eu pensasse desse jeito, melhor dizendo, eu me sentia mal quando a minha opinião divergia da dos grupos a que eu pertencia.
Hoje em dia, possuo opiniões bem mais firmes sobre as coisas que acho ou não certas, por exemplo: me declaro católico, tenho 'formação Católica' mas não consigo aceitar alguns posicionamentos da Igreja Católica em relação a certos assuntos, afinal, tenho meus próprios conceitos a respeito de contracepção, homossexualidade e tantos outros assuntos 'mais polêmicos'.

Há algum tempo, fui coordenador de um grupo de jovens ligado a Igreja, mas me sentia muito incomodado por algumas vezes ter de dizer às pessoas que fizessem coisas com as quais eu intimamente não concordava, apenas porque era assim que a religião dizia que era.
Não quero dizer que todos devem abandonar suas igrejas, eu acabei abrindo mão do meu posto, por não achar justo ter de praticamente 'viver uma mentira', pois, como já disse, algumas coisas não condiziam com o que eu pensava e com o que eu fazia, logo, era quase que dizer: "façam o que eu digo, mas não o que eu faço".


O ponto central de tudo isso é que não acho justo que devamos nos privar de nossas opiniões e de nossas convicções apenas porque fazemos parte de algum grupo que não aceita a verdade de cada um, não é certo vivermos uma mentira a cada dia de nossas vidas apenas para agradar ou simplesmente não contrariar certas regras que nos são impostas pela sociedade.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Survived by...

Existem dias na nossa vida em que nos sentimos como uma corda já desgastada, ou seja, prestes a arrebentar.
Eu nunca soube explicar, mas há muito tempo já tinha essa sensação dentro de mim, esse sentimento de "não vou mais conseguir", de largar tudo pro alto e abandonar os planos e os projetos em curso.

Metáforas à parte, sempre achei interessante a expressão do inglês que dá título a esse texto, que empregada no seu sentido original é equivalente à expressão em português que diz que a pessoa falecida "deixou" alguns parentes próximos, ou seja, "...survived by his wife, and sons", seria algo como "...deixando esposa e filhos".

Saliento aqui que não tenho qualquer pretensão de tentar me aprofundar em expressões da língua inglesa nem ao menos de explicá-las.

"Explicada" a expressão, volto a falar sobre o meu fascínio por ela quando a descobri, mas não por me interessar diretamente pela morte ou pela língua inglesa, mas pelo sentido que ela me provocou quando a li pela primeira vez, pois, se traduzida literalmente, seria algo como "sobreviveu por...", e é como muitas vezes eu me sentia.

Digo melhor, nos dias em que as coisas pareciam "fora dos eixos" e aquelas sensações descritas ali em cima se repetiam, era como se eu realmente me sentisse morto por dentro, mas sempre existisse alguém (ou alguéns) pelos quais eu ainda sobrevivia, mesmo quando sentia a minha ligação com a vida cada vez mais sutil, sempre tinha alguém pelo qual valia a pena tentar levantar e sobreviver.

Não que esse sentimento seja uma constante na minha vida, mas realmente tem dias que parecem mais nublados que os outros...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O espetáculo da vida real...

Entra mais um ano e nesse início de 2013 somos brindados com os mais variados "espetáculos da vida real".
A começar com o "presente" que a Rede Record nos oferece desde outubro de 2012, intitulado de "Fazenda de Verão", que creio eu seja fruto de um bom índice de audiência das versões originais e que resultou nesse spin-off com participação de competidores não famosos.

Não direi que nunca vi, pois quem assiste TV aberta às vezes pára diante de qualquer coisa que não seja uma tela azul só para passar o tempo.

O fato é que tal reality show me fez ver uma cena que eu julguei algo a nível próximo do bizarro, na qual um competidor alegadamente homossexual, disse ter se sentido ofendido por uma colega por ser chamado de "gay", até onde acompanhei da história, ela fez um comentário simples, sem nenhum tipo de grau ofensivo, entretanto, a emissora para alavancar a audiência fez questão de criar mais polêmica em cima de um assunto tão banal e ridículo.

Quero entender qual termo esse cidadão acharia menos ofensivo.

E agora, em janeiro, só para não perder a tradão teremos a 13ª - por extenso - (décima terceira) versão do Big Brother Brasil, onde vários(as) modelos e ex-funcionários da Globo seguirão um roteiro nesta "novela da vida real" disputando um prêmio milionário além de vários contratos de publicidade e prêmios extras durante a execução do programa.

Francamente, há  11 anos somos "obrigados a engolir" esse tipo de cultura inútil que nos é apresentada em uma bandeja de ouro, não há como não presumir que exista toda a sorte de armações lá dentro, assim como se tratar de vários profissionais da academia de atores da Rede Globo que assim como na Fazenda recebem um cachê para representar um roteiro elaborado préviamente pelas emissoras.

Mas o mais surpreendente é ver que ainda existem pessoas que além de se prestar a assistir tais eventos, ainda se dispõem a gastar tempo e principalmente dinheiro para "decidir o futuro" de um peão ou de um brother, vamos parar e pensar, para cada cem mil reais dados, as emissoras embolsam cerca de dois ou três milhões em ligações e publicidade.

Agora diga com toda a sinceridade do mundo, uma emissora capaz de entregar um milhão de reais em um "circo dos horrores" como esse tem credibilidade suficiente para te comover a cada ano e pedir o seu suado salário para ajudar crianças que eles mesmos poderiam ajudar ou construir verdadeiros oásis no meio das regiões áridas do nordeste brasileiro?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O valor de um abraço

(Curioso, mas de uns tempos pra cá, começo a achar que estou sempre me repetindo e falando da mesma coisa pela enésima vez.)
Cada pessoa que se aproxima de mim me deixa com uma impressão sobre ela, mas mais além que qualquer ato ou palavra, é quase como uma energia que me toca e dá as mais variadas sensações.
Pra falar a verdade nunca acreditei muito nas coisas que eu sempre ouvi do espiritismo, consequências talvez de uma criação (muito) religiosa, mas mesmo sem acreditar, continuava a achar estranho essa sensação de algo que era transmitido de alguma pessoa para mim, quer dizer, uma marca daquela pessoa que praticamente ficava "flutuando no ar" ao meu redor.
Não que agora eu seja uma pessoa completamente espiritualizada nem nada, mas talvez agora, eu tenha aprendido a entender um pouco mais tudo isso.
Não havia nada mais estranho do que ver uma pessoa chegar e sentir quase que como se o dia inteiro nublasse e uma nuvem estacionasse em cima da minha cabeça.
Mais que isso, eu não conseguia entender por que em alguns lugares, quando praticada qualquer dinâmica que envolvesse a "troca de energia" tinha gente capaz de me destruir com apenas um toque, só de colocar as mãos nas minhas, era como se todo o meu corpo fosse atravessado por uma sensação de dor, mas não a dor física, uma dor mais forte, como se fizesse lembrar de todos os momentos ruins da minha vida e me colocasse para viver tudo aquilo de novo e de novo, tudo isso em uma fração de segundos.
Mas havia também pessoas que num abraço eram capazes de me transmitir a mais perfeita paz, transformavam tudo em alegria e me faziam sentir o ânimo que eu precisava para seguir em frente.
Pode parecer até estranho, pois cada um tem seu modo de sentir, cada um tem seu próprio modo de ver, mas depois de sentir tantas coisas ruins acabei aprendendo o valor de um abraço verdadeiro, daquele capaz de derrubar qualquer sentimento ruim e desarmar qualquer argumento inútil, que tanto usamos para nos afogar em nossas tristezas.
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