sexta-feira, 26 de outubro de 2012

¡Pues amar es compartir!

É engraçado, sempre que fico longe do Palco é porque possivelmente estou afastado também do mundo, mesmo com as ideias surgindo, eu as guardo e espero que venha um bom momento de deixar-las se soltarem da mente.
E sempre que eu me afasto do mundo (ou pelo menos tento), eu acabo pensando demais na minha vida, tanto no que já aconteceu quanto no que ainda pode acontecer.
E se torna inevitável refletir sobre o amor, principalmente por ter um ponto de vista bastante particular a respeito de sentimentos.

Não é segredo para ninguém, quem acompanha o Palco já sabe que eu falei da minha dificuldade de externar alguns sentimentos e admito que com algumas coisas que vejo das pessoas acabo sentindo que estou um pouco mais certo a cada dia.

Sei que nem tudo é regra, existem excessões, mas eu vejo a cada semana pessoas que declaram amor eterno a seus/suas namorados/as e no dia seguinte acaba o namoro, acaba o amor, acaba tudo, entretanto, na semana seguinte, o amor eterno volta, porém o 'alvo' já é outro.
Já comentei há um tempo atrás sobre essa obsessão das pessoas de dizerem/ouvirem "eu te amo" todos os dias, eu, particularmente acho impossível amar alguém de verdade em uma semana de namoro, às vezes nem anos são suficientes para tal feito, já que é preciso muito tempo para conhecer alguém.

Acho bem difícil decidir que você 'quer viver sua vida inteira' com um alguém que você 'apenas encontra' durante um ano, afinal, quando você não convive (mesmo), você demonstra apenas o melhor de você, mesmo que inconscientemente, é inevitável, por isso acho tão difícil acreditar nesses 'amores eternos' que vejo por aí.

Penso que para você poder dizer que ama alguém, você precisa ter ao seu lado mais do que alguém com um beijo bom ou um abraço gostoso, é preciso ter um alguém que te faça sorrir, mesmo que em dias ruins, alguém que queira te fazer bem e se alegre com isso, alguém que mais que estar com você queira dividir com você, o que foi bom, o que foi ruim, a vida...

Afinal, acho que um namoro ou um relacionamento mais sério exige que as duas pessoas saibam se doar cada dia um pouco mais, e que queiram algo mais do que apenas andar com um pedaço de ferro no dedo e 'dar uns amassos por aí' de vez em quando...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Nem tudo o que se lê...

Desde que comecei a escrever textos 'públicos' - lá pelos idos de 1999 - eu já tentava desevolver um instinto criativo que defendo até hoje: o uso de símbolos de linguagem.

Quer dizer, praticamente nenhum texto que eu escrevo deve ser interpretado "como é" - na verdade acho que nenhum texto deve ser interpretado assim - pois a minha realidade me faz querer tornar implicitas algumas informações.

É evidente que nem sempre as pessoas vão interpretar os meus textos da maneira que eu idealizei, entretanto, muitas vezes até gosto disso, pois quando existe mais de uma forma de ler um texto, existe mais de uma forma de refletir sobre ele.
Acontece que algumas pessoas estão acostumadas a olhar apenas o que está na sua frente, e acabam lendo o que está escrito sem pensar que pode haver um sentido oculto em tudo aquilo.
Se tem uma coisa que eu adoro fazer é postar frases de dupla interpretação nas redes sociais, até porque considero que meus perfis em redes sociais não são realmente uma extensão da minha 'vida real', alguns perfis, inclusive, são praticamente personagens baseadas em algumas nuances da minha personalidade.

Até porque se tudo o que eu digito nas redes sociais fosse um reflexo fiel das coisas que eu verdadeiramente penso, no mínimo eu poderia ser classificado como um psicopata ou serial killer.
Logo, é preciso ler mais, para podermos aprender a filtrar as informações que recebemos e evitemos alguns mal entendidos desagradáveis.
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