domingo, 26 de agosto de 2012

Que seja infinito, enquanto dure...

Eu acho cada vez mais estranho o modo como as pessoas mantém seus relacionamentos hoje em dia, pois sempre entendi que o namoro é uma experiência na qual você se une a alguém com a qual você deseja constituir uma família ou ao menos edificar uma boa parte de sua vida.

Cada dia eu me assusto mais com as pessoas - lógico, eu não sou nem quero parecer um santo - mas me surpreende o quão frágeis são os relacionamentos hoje em dia, pois parece que algumas pessoas só se unem a outras para obter algum tipo de vantagem (seja ela qual seja).

Quer dizer, eu entendo que exista o desejo - seria hipócrita se dissesse que não e também seria mais hipócrita em dizer que ele deve ser sempre suprimido - entretanto, acho que é preciso que seja claro para ambos - e às vezes até para o resto do mundo - qual o tipo de relação que se vive, para que os dois possam vivenciar as coisas na mesma intensidade.

Eu acredito tanto nisso que até hoje, nunca pedi nenhuma moça (como diriam meus avós) em namoro - passei algumas vezes bem perto de fazê-lo porém nunca o fiz - mas não por falta de oportunidades, e sim por excesso de sinceridade, afinal, acho injusto manter uma pessoa em um compromisso, fazer com que ela acredite nisso e não sentir a mesma coisa.

Não digo que acho errado 'as ficadas', acho um meio legal de conhecer melhor uma pessoa sem manter um compromisso muito sério - desde que respeitados alguns limites, tal como: número num mesmo local - mas é como disse, acho justo quando 'os dois estão ficando' e não 'um ficando e o outro namorando'.

Talvez seja até uma questão 'cultural', de aprendizado, eu só consigo investir em uma relação na qual eu acredite realmente na pessoa e dê razões suficientes para ela acreditar em mim, de outro modo, não acho que seja muito viável.

Acredito que algumas coisas são como um círculo vicioso, pois se você se envolve com uma pessoa comprometida, você às vezes se perde pensando: "será que ela fará isso comigo também?", ou seja, a confiança fica minada, fica mais difícil acreditar num futuro a dois.

Até porque aprendi que uma das bases de um relacionamento, mais do que apenas a fidelidade é a lealdade, pois se você consegue ser leal a uma pessoa você jamais irá traí-la, por saber que não é algo justo de se fazer.

Entretanto, é como eu disse: "talvez seja uma questão cultural mesmo"...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Odeio gente deficiente!

"Não acho possível que exista alguém que possa gostar desse tipo de gente, afinal, eles são a escória da sociedade, são o que de pior existe no mundo e tenho certeza de que muita gente concorda comigo!"
Mas se você pensa que eu estou falando de pessoas com dificuldades motoras ou com qualquer outra dificuldade mental, você está muito enganado.
Não concordo nem um pouco com essa denominação de "deficiente" para denominar essas pessoas e muito menos com isso de chamar as pessoas de "especiais", afinal, somos todos "especiais", mas por sermos seres únicos dentro da espécie humana.
Sou contra toda e qualquer diferenciação entre os vários tipos de pessoas, isso não quer dizer que eu não seja a favor de acessibilidade e da inclusão, sou contra essa história de tratar pessoas com síndrome de Down como eternas crianças, claro, existem pessoas que possuem alguns tipos de deficiência intelectual, mas que em nenhum momento devem ser tratados como criança, como seres que não são completamente capazes de interagir normalmente com os outros.
É preciso garantir as condições básicas para a inclusão destas pessoas na sociedade para possibilitar-lhes uma vida normal, garantindo que existam rampas, educação focada a quem tem um aprendizado mais lento, para reforçar que apesar das diferenças e dificuldades elas são pessoas normais como qualquer outra.
Acredito que pessoas deficientes são aquelas que ao ver uma outra com qualquer tipo de dificuldade motora ou intelectual fique olhando com 'olhar de piedade' e tratando-as com pena, essas sim são as verdadeiras 'pessoas deficientes'...

ps.: Uma das pessoas que mais me ensinou na vida foi alguém que mal conseguia falar 'direito', entretanto, muito do que ele disse e fez marcou bastante as minhas ideias de vida.

domingo, 12 de agosto de 2012

E para o povo, pão e circo!


E começou!

Deu-se a largada para a corrida eleitoral de 2012, milhares de candidatos brigam pela oportunidade de obter seu lugar ao sol conquistada atrpas do voto do povo, entretanto, tal corrida (na minha cidade ao menos) tem algumas particularidades interessantes:

  • Os candidatos a prefeito são 'os mesmos de sempre':
    • As regras [malucas] de alianças acabaram definindo apenas dois candidatos para a cidade de Capivari de Baixo, quer dizer, nossa possibilidade de escolha ficou reduzida a dois candidatos que já tiveram a oportunidade de assumir o cargo ao qual concorrerm, um por um mandato apenas e outro tal e qual um coronel nordestino (pelo tempo, não pelo modo de governo) vai atrás de seu quarto mandato (obviamente não consecutivo). Ou seja, independente de quem ganhe teremos 'mais do mesmo';
  • Candidatos com pouca ou nenhuma representatividade politica regional:
    • Não sei se foi porque agora que comecei a me atentar um pouco mais para todo este negócio de eleições, entretanto, pela primeira vez eu vi na cidade candidatos com 'nomes tão fracos', pessoas que precisam de uma alcunha [algumas vezes bizarra] para que as pessoas saibam de quem se trata, aí surgem nomes da classe de João do Violão, Pedro da Feira, José do Cursinho de Inglês, Maria da Mercearia*, entre outros...
      Enfim, pessoas sem afinidade nenhuma aparente com a política que muitas vezes querem apenas garantir um bom salário e uma vaga no governo municipal.
  • O apelo 'sentimental' de alguns candidatos:
    • Okay,  sei que não são apenas os políticos capivarienses que apelam desse modo, mas, só consigo rir de candidatos que tomam por slogan de campanha: "O voto do coração", "Lembre-se de quem nunca esqueceu de você", "Eu sou do povo", entre outras coisas, afinal, precisa realmente de tudo isso para garantir um voto?
      E mais que isso, será que as pessoas têm 'a capacidade' de acreditar nessas frases de efeito?
  • A falta de criatividade das plataformas de campanha:
    • Como não dizer que os candidatos tão todos iguais se quase todos utilizam nos seus slogans pelo menos uma destas três palavras: honestidade, renovação/juventude ou compromisso. Francamente, propostas/ideias iguais representam candidatos iguais, não é?
  • As músicas de campanha:
    • Eu respeito quem gosta das músicas 'do momento', mas por tudo que é mais sagrado, não me obrigue a ouvir uma versão eleitoral de Tchu Tchá Tchá praticamente dentro da minha casa de tão alto e irritante, afinal, assim como nossos ilustres candidatos têm o direito de fazer suas campanhas eu também tenho o direito de gozar da tranquilidade do meu lar.
  • As duas classes de candidatos já comuns por aqui:
    • O candidadto 'morto-vivo':
      • Aquele que não  se vê andar na rua há anos, e que ressuscita a cada quatro anos para pedir votos;
    •  O candidato 'laranja':
      • Que só existe para ocupar espaço na legenda, você nunca vai votar neles nem eles vão votar em si mesmos, entretanto, pemanecem elegíveis.
  • Os cabos eleitorais:
    • Esses são um capítulo à parte em toda essa fábula, afinal, eles se degladiam nas ruas, nas redes sociais e em todo e qualquer lugar que se encontrem ou que sejam permitidos de expressar suas opiniões, tudo isso para bajular candidato A ou B que lhe prometeu um 'carguinho' sem concurso. [Lembrando que a cada ano as alianças mudam e os adversários de uma eleição na próxima podem estar fazendo campanha juntos.]
Além disso, posso citar também os 'espertos' que oferecem abastecimento, dinheiro, prestações e tantos outros benefícios em troca do voto, por isso aconselho, se você vota e for 'interceptado' por um destes candidatos, faça como muitos políticos: prometa! Para um, para dois, para três... mas lembre-se, na hora da urna é você quem decide o resultado e nenhum deles vai poder 'tirar a prova' para saber em quem você votou!

Mas agora falando bastante sério, tenham consciência do que fazem na frente da urna para não ter de 'pagar o preço' pelos próximos três anos.

*Nomes absolutamente fictícios.
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