quinta-feira, 29 de novembro de 2012

E quando cair a ficha?

Eu sempre começo as postagens escrevendo algo que penso ser uma introdução e quase sempre uso a palavra "engraçado", pois acho que muitas das minhas reflexões são realmente engraçadas (pelo menos para mim), entretanto, não posso começar dizendo que é "engraçado" pois desta vez não é.
Nesta quinta-feira (29/11/2012), às 0:55 faleceu o jornalista Joelmir Beting - não, não serei hipócrita de dizer que sempre fui fã do trabalho dele, que sempre o admirei ou qualquer coisa do gênero, até porque admito (talvez por um pouco de ignorância) pouco sei calcular a real dimensão do trabalho de Joelmir Beting para o jornalismo brasileiro - mas uma coisa me chamou a atenção, uma carta lida pelo filho de Joelmir, o também jornalista Mauro Beting.

Dada a emoção durante a leitura, pela perda do pai, Mauro Beting me despertou alguns sentimentos que há muito trago guardados.

Uma frase em especial me chamou a atenção: "[...]nos próximos dias, quando "cair a ficha"[...]".

É incrível que quando a vida nos prega esse tipo de peça, realmente, demora a "cair a ficha", parece que estamos dentro de um sonho - talvez mais para um pesadelo -, apesar de aproveitar muito O Palco para contar a minha vida, não o farei desta vez pois trata-se ainda de uma ferida aberta - pra não dizer escancarada -.

Mas só quem perde alguém tão próximo (um pai, uma mãe, um irmão) sabe o quão difícil é acreditar no que está acontecendo, dá uma vontade de tentar acordar, abrir os olhos pra ver que "nossos amores" ainda estão conosco, ao nosso lado.

Acho que não existem palavras de consolo que consigam aliviar esse tipo de dor, parece que tudo aquilo que se diz são apenas palavras vazias e formais, que se usa apenas por educação, sendo que muitas vezes apenas o silêncio basta.

Não tem nada mais terrível do que estar destruído por dentro e ouvir palavras como: "agora não tais sentindo nada, mas depois com o tempo vai começar a sentir falta...", por isso digo, o silêncio às vezes basta.

Não tenho a mínima pretenção de imaginar que esse texto possa "chegar perto" do Mauro Beting, entretanto, ainda assim, espero que ele e a família tenham muita força para "superar" essa perda e agradecê-lo por mesmo na dor ser capaz de escrever tão belas palavras capazes de inspirar até quem não faz parte de seu círculo pessoal.

Vá em paz Joelmir Beting!

Quem sabe um dia isso pra mim passe, a ferida se feche e permaneça apenas como uma cicatriz, uma lembrança de tempos ruins que se vão com o tempo...

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

My roots

Aproveitando o gancho da última postagem, que comentava um pouco dessa questão de preconceito e tudo o mais, acho interessante, pois desde sempre ouvi falar que música de negro era pagode, rap e funk e me admirei com isso, pois nunca foram esses os meus estilos musicais favoritos, por conta disso sempre ouvi comentários de que eu estava "negando a minha raça".

Claro, isso é um assunto muito subjetivo, mas que ainda assim vale um comentário.

Acho interessante esse conceito de "negar a raça" afinal, em momento nenhum eu quis alisar meu cabelo ou sequer 'parecer branco' como tanta gente faz, tenho orgulho 'do meu povo' de tantas lutas e de tanto sofrimento, mas acho muito vago rotular um povo por seus costumes.

Eu não acho que seja necessário eu viver falando gírias que para mim pouco fazem sentido, usar roupas que não condizem com o que penso ou sequer ouvir músicas que acho bastante degradantes (em vários sentidos), não vou entrar no mérito da questão e começar a tentar discutir a poesia escondida em uma letra de funk, só acho que não é uma música que vai definir o quanto eu gosto ou não das minhas raízes.

Acho muito mais 'ofensivo' tantas mulheres negras que eu vejo por aí, com cabelos maravilhosos e que fazem de tudo para alisá-los para 'parecer mais brancas' ou que saem na rua 'parecendo o Gasparzinho' só para não dizer que são negras, isso sim é que é negar a raça, isso é que é jogar no lixo tantos anos de lutas e histórias.

Sou negro sim, mas um negro que adora música italiana, rock e que ainda assim consegue olhar para trás e se orgulhar de todos os séculos de batalhas que 'o meu povo' traçou.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cores, matizes e contrastes

Eu particulamente não consigo acreditar no termo "politicamente correto", para mim soa como algo compulsório, como uma obrigação - um tanto desnecessária - a se seguir.
Quer dizer, quem me conhece - ou pára para olhar a minha foto - sabe que sou negro e que não tenho o menor problema com isso, aliás, já tive muitos, principalmente por culpa da infeliz coincidência de estudar em escolas nas quais quase sempre haviam duas pessoas negras na minha sala, (eu e mais alguém) - não que eu realmente acreditasse -  mas às vezes, e só às vezes, parecia que eu não fazia parte 'daquele grupo', era um elemento distoante, por mais que os colegas não tivessem nenhum tipo de ação para reforçar esse pensamento, era algo que eu trazia comigo.
Felizmente, hoje, entendi que existe um negócio chamado "oportunidade", sei que tive muitas facilidades que alguns outros negros não tiveram - facilidades essas que às vezes me prejudicam um tanto hoje em dia, mas isso não vem muito ao caso - o fato, é que eu sempre pude estudar em boas escolas, sempre fui incentivado a ir cada vez mais longe e desde sempre recebi em casa uma educação que posso chamar de exemplar.

Mas voltando à razão da postagem, acho de uma infelicidade sem tamanho todas estas regras de conduta impostas pela sociedade no trato com as pessoas, quer dizer, é claro que não gosto de ser chamado de "macaco" e outras coisas que se ouve por aí dos negros, entretanto, eu também detesto quando alguém olha pra mim e diz: "moreninho, vem aqui um instante...", afinal, eu não sou moreno, sou negro - artisticamente eu poderia dizer que existe uma gama enorme de cores entre o "moreninho" e o "negro".

Me assustei, inclusive, quando vi que havia um projeto para adequar as obras de Monteiro Lobato por possuir termos racistas, francamente, sejamos realistas, as obras dele datam da década de 20 até a de 40 do século XX, ou seja, o conceito de escravidão ainda estava entranhado na sociedade da época, pois a abolição era algo recente.
Sou contra, inclusive, às chamadas "cotas raciais" que fazem com que os estudantes negros, índios e outros sejam mais valorizados pela cor da pele do que pelo conhecimento que obtiveram ao longo da vida.

Acho muito digno que queiram diminuir alguns preconceitos ainda existentes, mas acho que forçar a população a acatar tais regras, não seja um bom caminho.

As pessoas acabam ficando com tanto medo na hora de se expressar que passam por situações absurdas como no dia em que fui preencher uma ficha de inscrição e a atendente - para ser respeitosa - olhou para mim e me perguntou qual era a minha raça, como se não fosse evidente, ainda me dei ao trabalho de responder: "não estou com muita cara de pardo hoje...", lógico, acabei fazendo uma brincadeira maldosa, mas é pelo fato de não conseguir entender o porquê disso, afinal, será que no Brasil é tão ruim ser negro?

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

¡Pues amar es compartir!

É engraçado, sempre que fico longe do Palco é porque possivelmente estou afastado também do mundo, mesmo com as ideias surgindo, eu as guardo e espero que venha um bom momento de deixar-las se soltarem da mente.
E sempre que eu me afasto do mundo (ou pelo menos tento), eu acabo pensando demais na minha vida, tanto no que já aconteceu quanto no que ainda pode acontecer.
E se torna inevitável refletir sobre o amor, principalmente por ter um ponto de vista bastante particular a respeito de sentimentos.

Não é segredo para ninguém, quem acompanha o Palco já sabe que eu falei da minha dificuldade de externar alguns sentimentos e admito que com algumas coisas que vejo das pessoas acabo sentindo que estou um pouco mais certo a cada dia.

Sei que nem tudo é regra, existem excessões, mas eu vejo a cada semana pessoas que declaram amor eterno a seus/suas namorados/as e no dia seguinte acaba o namoro, acaba o amor, acaba tudo, entretanto, na semana seguinte, o amor eterno volta, porém o 'alvo' já é outro.
Já comentei há um tempo atrás sobre essa obsessão das pessoas de dizerem/ouvirem "eu te amo" todos os dias, eu, particularmente acho impossível amar alguém de verdade em uma semana de namoro, às vezes nem anos são suficientes para tal feito, já que é preciso muito tempo para conhecer alguém.

Acho bem difícil decidir que você 'quer viver sua vida inteira' com um alguém que você 'apenas encontra' durante um ano, afinal, quando você não convive (mesmo), você demonstra apenas o melhor de você, mesmo que inconscientemente, é inevitável, por isso acho tão difícil acreditar nesses 'amores eternos' que vejo por aí.

Penso que para você poder dizer que ama alguém, você precisa ter ao seu lado mais do que alguém com um beijo bom ou um abraço gostoso, é preciso ter um alguém que te faça sorrir, mesmo que em dias ruins, alguém que queira te fazer bem e se alegre com isso, alguém que mais que estar com você queira dividir com você, o que foi bom, o que foi ruim, a vida...

Afinal, acho que um namoro ou um relacionamento mais sério exige que as duas pessoas saibam se doar cada dia um pouco mais, e que queiram algo mais do que apenas andar com um pedaço de ferro no dedo e 'dar uns amassos por aí' de vez em quando...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Nem tudo o que se lê...

Desde que comecei a escrever textos 'públicos' - lá pelos idos de 1999 - eu já tentava desevolver um instinto criativo que defendo até hoje: o uso de símbolos de linguagem.

Quer dizer, praticamente nenhum texto que eu escrevo deve ser interpretado "como é" - na verdade acho que nenhum texto deve ser interpretado assim - pois a minha realidade me faz querer tornar implicitas algumas informações.

É evidente que nem sempre as pessoas vão interpretar os meus textos da maneira que eu idealizei, entretanto, muitas vezes até gosto disso, pois quando existe mais de uma forma de ler um texto, existe mais de uma forma de refletir sobre ele.
Acontece que algumas pessoas estão acostumadas a olhar apenas o que está na sua frente, e acabam lendo o que está escrito sem pensar que pode haver um sentido oculto em tudo aquilo.
Se tem uma coisa que eu adoro fazer é postar frases de dupla interpretação nas redes sociais, até porque considero que meus perfis em redes sociais não são realmente uma extensão da minha 'vida real', alguns perfis, inclusive, são praticamente personagens baseadas em algumas nuances da minha personalidade.

Até porque se tudo o que eu digito nas redes sociais fosse um reflexo fiel das coisas que eu verdadeiramente penso, no mínimo eu poderia ser classificado como um psicopata ou serial killer.
Logo, é preciso ler mais, para podermos aprender a filtrar as informações que recebemos e evitemos alguns mal entendidos desagradáveis.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Grazie, per ogni singolo momento nostro!

É incrível a minha dificuldade em dizer "eu te amo" para alguma pessoa, até porque quando eu digo parece às vezes 'uma coisa forçada'.
Não vou negar que algumas vezes essa dificuldade já me atrapalhou muito, por ter uma pessoa que eu realmente amei ao meu lado e não ter coragem suficiente para dizer isso a ela sem parecer um bobo.
Mas é engraçado como sou capaz de dizer apenas para algumas pessoas e sou capaz de sentir isso por menos pessoas ainda.

Desde sempre acreditei na teoria de que cada pessoa tem uma energia (boa ou ruim) que às vezes muda conforme o dia (para melhor ou para pior).
Tem pessoas que quando chegam perto de mim, mesmo em dias ruins são capazes de me animar mesmo que sem dizer nenhuma palavra, outras me 'contagiaram' de tal forma, que vez ou outra eu sinto suas energias 'pairando' ao meu redor.

Mas tem uma em especial que me 'levanta' lembranças de coisas boas (mesmo de momentos que nunca vivemos), apenas uma felicidade súbita que me invade no momento em que a vejo ou leio algo a seu respeito, é uma sensação bastante estranha, inclusive, como já disse a ela, ao ver suas fotos já começo a ter várias inspirações de textos, então nada mais justo do que comentar essa experiência estranha (mas ótima) nessa postagem.

Lógico que cada pessoa me causa um tipo de reação, mas achei justo falar um pouco mais dessa sensação em especial por ser algumas vezes o impulso que me impele a criar textos novos.
Deve ser até uma espécie de amor mesmo, mas uma coisa um pouco mais verdadeira, um pouco menos interessada e definitivamente mais grata...

domingo, 23 de setembro de 2012

Quem sai perdendo?

Ultimamente quando abro o meu Facebook tenho dois sentimentos distintos: o primeiro é uma espécie de orgulho em saber que tantos jovens estão atentos e se interessam por política, já o outro é uma completa vergonha por ver as brigas e ataques que acontecem frequentemente entre os simpatizantes de cada partido.
Não é a primeira vez que afirmo: "os candidatos não se importam com essas pessoas que perdem horas e horas discutindo em nome deles".
É incrível, ao invés de exporem os argumentos, divulgarem as propostas e informar a população, os candidatos e simpatizantes preferem perder tempo realizando ataques pessoais, envolvendo as famílias na briga e tantas outras atitudes deploráveis.
Entretanto, alguns indivíduos preferem criar perfis nas redes sociais só para discutir, dizer que A é melhor que B porque o povo gosta dele ou qualquer outra razão pífia que só serve para gerar mais polêmica.

Aos simpatizantes: se querem tanto causar impacto em redes sociais, peçam para os seus candidatos tirarem um tempo e gravarem suas ideias e propostas em vídeo e divulguem esse vídeo pela internet ou pelo menos busquem provas para falar o que um fez ou outro está fazendo.

Chega de ataques pessoais!

Repito: "os candidatos não se importam com essas pessoas que perdem horas e horas discutindo em nome deles", então parem de perder seu tempo atacando uns aos outros, é isso que eles querem, quanto mais o povo brigar entre si, mais vão esquecer de 'brigar com eles' para obter a verdade.

Enquanto 'vocês' perdem tempo se degladiando via redes sociais, eles vão tramando alianças para que nenhum deles saia perdendo, isso é política isso é politicagem, e é hábito no Brasil, brigar só favorece esse 'espírito canalha' incutido em boa parte dos políticos brasileiros.

Ao leitor

Eu costumo definir "O Palco" como o "lar de todos os meus pensamentos (e principalmente) sentimentos", apesar de há algum tempo preferir escrever textos críticos, não quer dizer que esqueci de todo o lado mais sentimental da minha inspiração e, sem dúvidas, "O Palco" é o lugar onde eu me sinto mais à vontade para expressar esse tipo de pensamentos.
E nesses quase dois anos de blog, muita coisa já aconteceu na minha vida: conheci muitos colegas que hoje já não fazem mais parte da minha vida, ganhei amigos e vi eles se distanciando de mim, vi blogs parceiros surgirem e terminarem, perdi amores, vivi amores, ou seja, por mais que sempre diga que não, minha vida seguiu e seguiu bastante.
Me alegro cada vez que percebo que o blog está recebendo mais visitas, me alegro mais ainda quando vejo que são novos visitantes, pois como todo pai tenho muito orgulho desse meu 'filho digital', mas mais do que isso, fico contente em saber que mais pessoas passaram a conhecer um pouco mais do meu universo e das minhas perspectivas.
Aqui já compartilhei muitas tristezas, tantas alegrias e algumas histórias que 'ao vivo' não contaria para ninguém, que só se tornam públicas graças à 'frieza' da internet.

Só posso agradecer a você que tira 5 minutos da sua semana para ler e conhecer essa parte tão íntima do 'meu mundo' e que eu carinhosamente chamo de "O Palco dos Pensamentos".

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!

Desde bem novo aprendi a conviver com um preconceito que para mim não fazia muito sentido e ao mesmo tempo, aprendi a fazer algumas das minhas escolhas sem muito me importar com esse tipo de comentários, afinal, entendi que gostava mesmo de teatro e que era um tanto diferente dos demais e comecei a deixar de lado o que algumas pessoas pensavam a meu respeito.

Entretanto, algumas razões - que definitivamente não vêm ao caso, mesmo não sendo a meu respeito - me fizeram respeitar - muito mais - as pessoas gays e mais que isso, me fizeram admirar algumas delas.
Hoje em dia algumas das minhas maiores inspirações musicais são artistas homossexuais como o italiano Tiziano Ferro e o inglês Mika - não que isso tenha qualquer coisa a ver com o talento de ambos - mas para algumas pessoas poderia ser o motivo de repudiar o trabalho e a carreira de ambos.


Tempos atrás eu conheci a série "White Collar" - alguma coisa boa a Rede Globo tinha de trazer [risos] - que no Brasil é mais conhecida por "Crimes do Colarinho Branco" e tem por protagonista os atores Tim DeKay e Matt Bomer.

Mas no que essa introdução se relaciona ao texto principal da postagem?

Simples, um dia lendo alguma coisa sobre séries - não, isso não foi um 'furo de reportagem', apenas um fato que passou despercebido - acabei descobrindo que o ator Matt Bomer também é homossexual e convive há anos com seu companheiro e tem 3 filhos.

Um detalhe me chamou bastante a atenção, pois na série o personagem Neal Caffrey (interpretado por Bomer) é um sedutor de marca maior, fazendo sucesso com as mulheres da série e como já devo ter escrito há algum tempo atrás: "para ser gay não precisa ser uma 'desvairada'", e bem desse modo acontece no caso do Matt Bomer.

Como afirmei ali acima, isso não tira nem um pouco do talento e da admiração que eu tenho por todos esses talentosíssimos profissionais que aprenderam a encarar com naturalidade algo que (realmente) é natural.

Inclusive, por esses dias prestei um pouco mais atenção em um casal de meninas - muito bonitas por sinal - que vejo todo dia e admirei 'a coragem' que elas tem de viver o amor delas de maneira aberta, sem ficar fingindo coisas por convenção, como muita gente acaba fazendo.

Afinal, é difícil ser diferente, mas mais difícil é viver uma vida falsa apenas para agradar os outros.

domingo, 26 de agosto de 2012

Que seja infinito, enquanto dure...

Eu acho cada vez mais estranho o modo como as pessoas mantém seus relacionamentos hoje em dia, pois sempre entendi que o namoro é uma experiência na qual você se une a alguém com a qual você deseja constituir uma família ou ao menos edificar uma boa parte de sua vida.

Cada dia eu me assusto mais com as pessoas - lógico, eu não sou nem quero parecer um santo - mas me surpreende o quão frágeis são os relacionamentos hoje em dia, pois parece que algumas pessoas só se unem a outras para obter algum tipo de vantagem (seja ela qual seja).

Quer dizer, eu entendo que exista o desejo - seria hipócrita se dissesse que não e também seria mais hipócrita em dizer que ele deve ser sempre suprimido - entretanto, acho que é preciso que seja claro para ambos - e às vezes até para o resto do mundo - qual o tipo de relação que se vive, para que os dois possam vivenciar as coisas na mesma intensidade.

Eu acredito tanto nisso que até hoje, nunca pedi nenhuma moça (como diriam meus avós) em namoro - passei algumas vezes bem perto de fazê-lo porém nunca o fiz - mas não por falta de oportunidades, e sim por excesso de sinceridade, afinal, acho injusto manter uma pessoa em um compromisso, fazer com que ela acredite nisso e não sentir a mesma coisa.

Não digo que acho errado 'as ficadas', acho um meio legal de conhecer melhor uma pessoa sem manter um compromisso muito sério - desde que respeitados alguns limites, tal como: número num mesmo local - mas é como disse, acho justo quando 'os dois estão ficando' e não 'um ficando e o outro namorando'.

Talvez seja até uma questão 'cultural', de aprendizado, eu só consigo investir em uma relação na qual eu acredite realmente na pessoa e dê razões suficientes para ela acreditar em mim, de outro modo, não acho que seja muito viável.

Acredito que algumas coisas são como um círculo vicioso, pois se você se envolve com uma pessoa comprometida, você às vezes se perde pensando: "será que ela fará isso comigo também?", ou seja, a confiança fica minada, fica mais difícil acreditar num futuro a dois.

Até porque aprendi que uma das bases de um relacionamento, mais do que apenas a fidelidade é a lealdade, pois se você consegue ser leal a uma pessoa você jamais irá traí-la, por saber que não é algo justo de se fazer.

Entretanto, é como eu disse: "talvez seja uma questão cultural mesmo"...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Odeio gente deficiente!

"Não acho possível que exista alguém que possa gostar desse tipo de gente, afinal, eles são a escória da sociedade, são o que de pior existe no mundo e tenho certeza de que muita gente concorda comigo!"
Mas se você pensa que eu estou falando de pessoas com dificuldades motoras ou com qualquer outra dificuldade mental, você está muito enganado.
Não concordo nem um pouco com essa denominação de "deficiente" para denominar essas pessoas e muito menos com isso de chamar as pessoas de "especiais", afinal, somos todos "especiais", mas por sermos seres únicos dentro da espécie humana.
Sou contra toda e qualquer diferenciação entre os vários tipos de pessoas, isso não quer dizer que eu não seja a favor de acessibilidade e da inclusão, sou contra essa história de tratar pessoas com síndrome de Down como eternas crianças, claro, existem pessoas que possuem alguns tipos de deficiência intelectual, mas que em nenhum momento devem ser tratados como criança, como seres que não são completamente capazes de interagir normalmente com os outros.
É preciso garantir as condições básicas para a inclusão destas pessoas na sociedade para possibilitar-lhes uma vida normal, garantindo que existam rampas, educação focada a quem tem um aprendizado mais lento, para reforçar que apesar das diferenças e dificuldades elas são pessoas normais como qualquer outra.
Acredito que pessoas deficientes são aquelas que ao ver uma outra com qualquer tipo de dificuldade motora ou intelectual fique olhando com 'olhar de piedade' e tratando-as com pena, essas sim são as verdadeiras 'pessoas deficientes'...

ps.: Uma das pessoas que mais me ensinou na vida foi alguém que mal conseguia falar 'direito', entretanto, muito do que ele disse e fez marcou bastante as minhas ideias de vida.

domingo, 12 de agosto de 2012

E para o povo, pão e circo!


E começou!

Deu-se a largada para a corrida eleitoral de 2012, milhares de candidatos brigam pela oportunidade de obter seu lugar ao sol conquistada atrpas do voto do povo, entretanto, tal corrida (na minha cidade ao menos) tem algumas particularidades interessantes:

  • Os candidatos a prefeito são 'os mesmos de sempre':
    • As regras [malucas] de alianças acabaram definindo apenas dois candidatos para a cidade de Capivari de Baixo, quer dizer, nossa possibilidade de escolha ficou reduzida a dois candidatos que já tiveram a oportunidade de assumir o cargo ao qual concorrerm, um por um mandato apenas e outro tal e qual um coronel nordestino (pelo tempo, não pelo modo de governo) vai atrás de seu quarto mandato (obviamente não consecutivo). Ou seja, independente de quem ganhe teremos 'mais do mesmo';
  • Candidatos com pouca ou nenhuma representatividade politica regional:
    • Não sei se foi porque agora que comecei a me atentar um pouco mais para todo este negócio de eleições, entretanto, pela primeira vez eu vi na cidade candidatos com 'nomes tão fracos', pessoas que precisam de uma alcunha [algumas vezes bizarra] para que as pessoas saibam de quem se trata, aí surgem nomes da classe de João do Violão, Pedro da Feira, José do Cursinho de Inglês, Maria da Mercearia*, entre outros...
      Enfim, pessoas sem afinidade nenhuma aparente com a política que muitas vezes querem apenas garantir um bom salário e uma vaga no governo municipal.
  • O apelo 'sentimental' de alguns candidatos:
    • Okay,  sei que não são apenas os políticos capivarienses que apelam desse modo, mas, só consigo rir de candidatos que tomam por slogan de campanha: "O voto do coração", "Lembre-se de quem nunca esqueceu de você", "Eu sou do povo", entre outras coisas, afinal, precisa realmente de tudo isso para garantir um voto?
      E mais que isso, será que as pessoas têm 'a capacidade' de acreditar nessas frases de efeito?
  • A falta de criatividade das plataformas de campanha:
    • Como não dizer que os candidatos tão todos iguais se quase todos utilizam nos seus slogans pelo menos uma destas três palavras: honestidade, renovação/juventude ou compromisso. Francamente, propostas/ideias iguais representam candidatos iguais, não é?
  • As músicas de campanha:
    • Eu respeito quem gosta das músicas 'do momento', mas por tudo que é mais sagrado, não me obrigue a ouvir uma versão eleitoral de Tchu Tchá Tchá praticamente dentro da minha casa de tão alto e irritante, afinal, assim como nossos ilustres candidatos têm o direito de fazer suas campanhas eu também tenho o direito de gozar da tranquilidade do meu lar.
  • As duas classes de candidatos já comuns por aqui:
    • O candidadto 'morto-vivo':
      • Aquele que não  se vê andar na rua há anos, e que ressuscita a cada quatro anos para pedir votos;
    •  O candidato 'laranja':
      • Que só existe para ocupar espaço na legenda, você nunca vai votar neles nem eles vão votar em si mesmos, entretanto, pemanecem elegíveis.
  • Os cabos eleitorais:
    • Esses são um capítulo à parte em toda essa fábula, afinal, eles se degladiam nas ruas, nas redes sociais e em todo e qualquer lugar que se encontrem ou que sejam permitidos de expressar suas opiniões, tudo isso para bajular candidato A ou B que lhe prometeu um 'carguinho' sem concurso. [Lembrando que a cada ano as alianças mudam e os adversários de uma eleição na próxima podem estar fazendo campanha juntos.]
Além disso, posso citar também os 'espertos' que oferecem abastecimento, dinheiro, prestações e tantos outros benefícios em troca do voto, por isso aconselho, se você vota e for 'interceptado' por um destes candidatos, faça como muitos políticos: prometa! Para um, para dois, para três... mas lembre-se, na hora da urna é você quem decide o resultado e nenhum deles vai poder 'tirar a prova' para saber em quem você votou!

Mas agora falando bastante sério, tenham consciência do que fazem na frente da urna para não ter de 'pagar o preço' pelos próximos três anos.

*Nomes absolutamente fictícios.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O que aprendi ensinando

Se tem uma coisa que eu descobri sobre mim mesmo é a minha incapacidade de me manter onde não me sinto plenamente realizado ou útil ou onde eu tenha de colocar de lado alguns dos meus valores, outra coisa, é que não consigo trabalhar com pessoas, pois sempre acabo me afeiçoando demais a elas, prova disso é que ainda tenho boas lembranças de alguns alunos do SENAI da turma de 2009.

Acabei "sendo colocado" novamente diante de uma turma de alunos, porém desta vez "eram meus", eram as "minhas turmas", apesar de sempre tentar manter uma relação um tanto distante (cisma minha), existem pessoas com as quais você se identifica ou se sensibiliza mais, seja por ter tido um pouco mais de contato ou por simples observação mesmo.

Admito que demorei para "aceitar" a ideia de tentar conduzir uma turma de adolescentes (talvez por ter uma série de [pré]conceitos já formados), entretanto, no âmbito das experiências pessoais cresci muito acompanhando por um semestre, praticamente todo dia "aquele bando de desordeiros" [brincadeira] que iam demonstrando cada dia mais um pouco das suas personalidades e experiências.

Aprendi observando alunos que sequer abriam a boca, aprendi com aqueles que por um segundo não paravam de falar/reclamar, aprendi conversando com aqueles que ficavam uns dois minutinhos depois do sinal discutindo sobre vida, sobre ensino e sobre sonhos, infelizmente não pude conhecer todos e por isso posso até ter sido um tanto injusto com alguns, isso acontece, é coisa da vida.

Mas o mais importante, é que a cada dia eu sempre tentei passar o meu melhor para eles [mesmo que às vezes o meu melhor não parecesse tão bom assim], mas mais do que isso, tentei passar um pouco dos valores que aprendi em casa, se algum deles prestou atenção às coisas que eu falava além das explicações vai perceber que mais do que apenas tentar ensiná-los/ajudá-los a programar, quis também ajudar-los a ver que sem honestidade [mesmo que para com nós mesmos] não podemos chegar a lugar nenhum.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

As diferenças entre "o nosso" e "o deles"

Desde criança estudei em escolas públicas, nunca tinha conhecido [de verdade] uma escola particular 'por dentro' até que uma das minhas experiências profissionais me colocou dentro de uma das principais instituições privadas do Brasil e é de lá que tiro muitas das ideias que exponho nesta postagem.

Sempre achei interessante [para não dizer revoltante] o modo como alguns dos meus colegas tratavam a estrutura do meu 'colégio de infância', o descaso que muitos tinham com carteiras, cadeiras e até mesmo as paredes do prédio, prédio esse que na época em que eu estudava lá já contava com seus 50 anos de construção.
Nos idos do ano de 2010, pela primeira vez vi como funcionava por dentro uma 'escola particular', apesar de estar numa unidade 'mais modesta' e trabalhar com cursos gratuitos, pude comprovar algumas das diferenças entre as escolas públicas e privadas.
Cabe ressaltar que na unidade onde eu trabalhava boa parte dos alunos faziam o ensino médio em instituições públicas, realmente não sei como eles agiam lá (na escola pública), mas quando vinham fazer o curso (na instituição privada) tinham maior zelo pelos equipamentos e pelas estruturas da instituição [claro, existiam também as maçãs podres], mas boa parte deles respeitavam a estrutura que lhes era oferecida.
Já em 2012, meu destino profissional me levou a trabalhar em uma instituição pública e para minha surpresa, ainda encontrei alunos com o mesmo comportamento [desagradável] de alguns dos ex-companheiros da minha primeira escola, ou seja, carteiras sendo depredadas, mesas riscadas e outras coisas mais.

Mas o que parece mais estranho é que sempre que o brasileiro ouve falar que algo é público, ele pensa que ninguém vai pagar por qualquer dano que ocorra nesse ambiente, quando é muito pelo contrário...
É como se o brasileiro muitas vezes não desse o minimo valor para aquilo que está sendo ofertado para ele 'de graça' ou à preço baixo e que para que algo possa ser digno de respeito tenha de ser pago.

Canso de ver banheiros riscados, quebrados e até sujos de maneiras inimagináveis e tudo isso pra quê?
Pra demonstrar que o que é público tem de ser mantido sempre em péssimas condições?

Não adianta dizer que ônibus são ruins e começar a riscá-los, não adianta dizer que as escolas particulares têm mais benefícios, prédios bonitos, computadores de último tipo se insistimos em ficar feito animais destruindo estruturas que muitas vezes já são bastante precárias.

O que acontece é que desde as primeiras postagens critiquei os políticos quando vi situações em que eles agiam fora de conformidade e assim faço agora com o resto da população ou será que é tão difícil compreender que quanto mais depredamos aquilo que é nosso, mais damos razão para os nossos 'amados' políticos se fingirem de bonzinhos realizando reparos e reconstruções em patrimônios que deveriam durar por anos?

Fica a pergunta.




domingo, 3 de junho de 2012

[re]Formando [pre]Conceitos

Um mês e meio afastado do blog mas todo dia tendo ideias de textos, é uma sensação um tanto estranha, até por que meu afastamento não vem de razões muito felizes: pra me ajudar, o meu HD (o mesmo desta postagem) deu problema, ou seja, perdi boa parte dos meus arquivos (inclusive os textos mais antigos) e outra razão é a que me motiva para esta postagem.

Acontece que há uns dias atrás acabei tendo o meu celular roubado no centro de Tubarão, se isso já não fosse incrível, ainda fui roubado por dois "dimenor".
Já comentei o quanto acho injusto o tratamento dado privilegiando os menores infratores, mas não é neste ponto que eu quero enforcar nesse texto, quero tocar num assunto um pouco mais profundo.

Não sei se deu para notar, eu sou negro [momento piada sem graça] e se tem uma coisa que eu sempre aprendi na vida é que eu deveria estudar para ser o melhor que eu pudesse, e assim o faço, sempre tento dar o meu melhor ou ser o melhor, sempre aprendi que a vida para um negro não era fácil.
Pode até parecer drama exagerado, mas não é, se um dia eu me dispus a tentar tirar dez em todos os trabalhos que eu fazia na escola, não foi à toa.
Voltando ao assunto do roubo, meus dois assaltantes, assim como eu, eram negros (em nenhum momento vou discutir ou questionar motivação), mas acontece que naquele momento mais do que o trauma de sofrer uma ameaça e perder um bem material, eu me senti mais ferido ainda por ser assaltado por dois garotos negros (regulando talvez seus 15 ou 16 anos), se fossem brancos seria diferente? Não. Mas acho que seria menos doloroso.

Afinal, por quê doloroso?

Lógico, não sou nenhum expoente da cultura negra nem nada muito próximo, sou apenas um alguém normal tentando conquistar meu espaço por meio do meu esforço, talvez por isso até algumas vezes acabe representando ser um tanto orgulhoso e arrogante.
Sim, tive alguns privilégios que talvez esses garotos não tenham tido, nasci numa boa família, com condições de estudar e tudo o mais, mas tantos outros também o tiveram e preferiram uma 'vida mais fácil'.
Essa situação me deu um sentimento de impotência, me fez quase acreditar que não importa o quanto eu estude, mesmo que um dia eu seja um Mestre, um Doutor eu não vou conseguir tirar essa mancha que persegue a todos com uma origem mais humilde ou que tenham um tom de pele mais escuro.

Não é difícil notar, vivemos num país burramente racista, já que dificilmente existe hoje em dia um brasileiro de origem 100% caucasiana, logo, ter preconceito é uma forma de tentar repudiar uma parte de si mesmo [algo que os brasileiros adoram fazer].
Ou qualquer negro que leia esse texto pode dizer que nunca foi 'perseguido' dentro de uma loja por um vendedor para fiscalizar o que você 'iria roubar' ou que nunca ficou 'engalhado' no quesito "boa aparência" de uma entrevista de emprego?

Até a televisão não me deixa mentir: quantos protagonistas negros você encontra nas novelas que vê todos os dias? Quantos apresentadores negros você vê apresentando programas que não sejam sobre 'cultura negra'?


Não quero dizer que os 'coitados' dos negros são perseguidos, não, esse negócio de vítima não é comigo, só quero mostrar que se não somos capazes de enxergar que debaixo de alguns quilos de pele existem indivíduos absolutamente iguais, jamais seremos capazes de ter orgulho do país que vivemos.

domingo, 15 de abril de 2012

Deixar ir...

Interessante como na minha vida a maioria das pessoas que por certo tempo me fizeram feliz eram pessoas completamente diferentes de mim, tanto no modo de agir quanto nas ideologias.

E o mais estranho foi ouvir sempre que devemos procurar uma pessoa que combine conosco...
Ledo engano...

Sei que é muito fácil se esconder atrás de um teclado e ser romântico, ter sempre frases bonitas, palavras tocantes, porém, na vida real não é assim tão fácil, até porque nem sempre 'a mensagem' chega do jeito que desejamos.

sábado, 24 de março de 2012

Descaso

Faz tempo que não ando pela minha cidade, entretanto, esses dias por 'questões de força maior' fui obrigado a atravessar uma parte do meu bairro e me assustei com o que vi, nada mais do que um matagal no meio do quarteirão.

Isso não seria nem um pouco estranho se esse matagal que estou falando não se tratasse da E.E.B. General Osvaldo Pinto da Veiga, que foi derrubada sob a promessa de uma reforma na sua estrutura [que por sinal já era bastante antiga] e, se não me engano, há cerca de dois anos não se vê um trabalhador realizando a obra.

terça-feira, 20 de março de 2012

♪ ...Assim você me mata... ♪

Conforme prometido, eis a continuação da postagem de domingo passado, falando um pouco sobre a questão da atual música brasileira:

Parece recalque, mas não é não, pois se existe uma coisa que eu não consigo entender é o por que de o povo brasileiro dar tanto valor a canções tão vazias de significado [e muitas vezes até de letra], ou vai dizer que existe alguma poesia em [...]Olha pra frente, pra frente, cintura, cabeça, tchubirabiron[...]? [aliás, o que raios quer dizer 'tchubirabiron'?]

Brincadeira à parte, não entendo essa história de [como diriam os italianos] 'tormentoni estivi', as famosas canções de verão, que não precisam de letra, basta ter um ritmo um pouco diferente ou dançante para 'pegar' na cabeça e na orelha das pessoas [ou vai dizer que você nunca se pegou cantarolando acidentalmente a frase [...]Bote a mão na cabeça que vai começar, o rebolation, tion, tion[...] ?]

domingo, 18 de março de 2012

♪ Delícia, delícia...♪

Acho engraçado o quanto eu brinco sobre ter vergonha de gostar de música italiana, lógico, falo em forma de brincadeira, não tenho realmente qualquer tipo de vergonha em dizer que prefiro mais algumas músicas italianas a algumas músicas brasileiras.
Mas acho ainda mais engraçado quando ouço pessoas me perguntar: "Por que tu não valoriza a cultura do teu país?" "Por que ouvir essas músicas que nem dá pra entender direito?" "Música italiana é só ópera e essas coisas chatas, por que tu ouve?", isso só pra citar algumas perguntas que eu já ouvi.

sexta-feira, 16 de março de 2012

"Ajudar não dói..."

Parafraseando desta vez o desenho animado Eek! The Cat - que de certa forma marcou bastante a minha infância - nele, Eek, um gato roxo que sempre tentava ajudar as pessoas e sempre acabava se metendo em problemas e tentava amenizar seus infortúnios com a frase que utilizei no título, mas a postagem em si não é uma homenagem ao Eek - mas bem que podia ser...[risos]

Pode parecer um pouco muito exagerado, mas em muitas vezes eu me sinto um pouco como o Eek, já que em muitas das vezes em que eu realmente tento ajudar as pessoas da maneira mais sincera e desinteressada possível acontece um 'efeito chicote' - se assim posso dizer - e todo o bem que eu tento fazer volta multiplicado para mim em forma de problemas.

É como eu disse, parece exagero, mas muitas vezes não é, há quem diga: "pensamentos positivos atraem coisas positivas", logo, ou essa frase não é verdadeira ou eu estou fazendo muito errado esse 'negócio de pensar positivo'...

terça-feira, 13 de março de 2012

Da solo

Não é a primeira vez que falo de solidão e acho que não será a última, mas acho um assunto interessante de se falar, afinal, quem é que em algum momento da vida nunca olhou pros lados e se sentiu um pouco abandonado?

É claro, sei que nunca estou sozinho, sempre vai ter alguém do meu lado, só que às vezes, ainda assim parece que o nosso mundo ainda está 'um pouco vazio' e mais que isso, parece que falta alguma coisa que você não sabe o que é.

Agradeço até hoje pelas pessoas que a vida colocou no meu caminho - agradeço em dobro pelas pessoas que ainda permanecem nele - mas ainda assim não consigo me sentir completo.

Não vou negar, afastei muitas pessoas da minha vida, algumas sem querer, outras por infantilmente acreditar que não faria muito bem a elas.

Mas acho que talvez seja somente isso mesmo, a sensação de ter afastado demais pessoas que eu ainda gostaria de ter por perto e que hoje me fazem muita falta...

domingo, 11 de março de 2012

Enquanto há vida, há esperança...

Parafraseando Cicero, gostaria de anunciar: "O Palco" não baixou suas cortinas ainda não, mesmo a última postagem do blog tendo sido há mais de um mês atrás...

O fato é que nesses útlimos meses não posso nem dizer que a minha vida deu voltas, ela praticamente virou várias e várias cambalhotas.

Nos últimos meses eu me empenhei em um projeto profissional - como muitos sabem - e que pra mim não foi tão engrandecedor quanto deveria ser e como em outras vezes, preferi 'abandonar o barco' de cabeça erguida ao invés de deixar 'tudo afundar'.

Mas, além disso, mais uma vez tentei abrir mão de algumas vaidades pessoais e abracei uma profissão que há tanto tempo já defendo - a de professor - coisa que em nenhum momento acreditei ser fácil e realmente não está sendo, pois estou sendo obrigado a rever assuntos que não via há quase dois anos, além de perder boa parte dos finais de semana e horas de folga para estudar e preparar aulas - coisa que eu não pretenderia fazer tão cedo.

Trabalho poucas horas, sim, porém essas poucas horas 'dissolvem' o meu dia de uma maneira que nem sei como explicar, pois como disse, atrás das horas de trabalho tem de haver horas e horas de aperfeiçoamento - ou revisão, no meu caso [risos].

O importante é que, 'aulas à parte', ainda não desisti de compartilhar esses fragmentos do meu mundo com quem tiver a paciência de lê-los...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Those days are gone...

É estranho quando você começa apenas a 'deixar os dias passarem' sem sequer tentar mudar as coisas, é incrível, acordo, trabalho e 'vegeto'.
É como um aparelho eletrônico que se coloca em standby, você sabe que está funcionando só que simplesmente não está ligado.
Os dias simplesmente passam diante de mim e cada um deles fica sempre faltando alguma coisa, um complemento, uma razão para pensar que esse dia valeu à pena ou que pelo menos justificasse o esforço de levantar da cama.
O engraçado é que sempre persigo a perfeição - mesmo ficando sempre bem longe dela - mas ultimamente a perfeição está sendo só um detalhe, 'o topo' está deixando de ser meu objetivo, estou começando a me contentar com 'a participação'.
Não consigo concatenar duas ou três ideias, meus pensamentos se perdem em meio a confusão da minha cabeça, todos seguindo as mais diversas rotas e me guiando para os mais estranhos caminhos, como se algo me arrastasse por lugares onde jamais desejei ir.

E o pior de tudo é que os dias seguem passando...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O importante é ter em quem colocar a culpa!

Hoje fiquei intrigado com uma notícia que dizia que o governo estadual de Santa Catarina pelo segundo ano consecutivo não iria fornecer o uniforme para os alunos do ensino fundamental, só que não foi isso o que me espantou, o que mais me soou estranho foi a justificativa dada: "para manter o salário dos professores foi necessário realizar cortes em outras áreas".

Entretanto, o mais interessante foi eu ouvir uma pessoa dizer: "daqui a pouco esses professores vão querer ganhar R$ 3000,00..."

E eu acho isso bastante engraçado já que os professores têm um papel pouco importante na sociedade: só transmitir o conhecimento aos mais jovens e em muitas vezes ajudá-los a formar o próprio caráter, mas isso é bem pouca coisa, não é?

Ironia a parte, eu acho uma maneira covarde do governo catarinense coagir os professores, afinal além de usar todo o poder que já possuem ainda fazem questão de colocar a população contra a classe docente, é baixaria demais...

Além do mais, continuo a insistir, se um professor que gasta (bem por cima) cerca de R$ 41.000,00 - por extenso pra tirar qualquer dúvida - quarenta e um mil reais, e sacrifica cerca de 4 anos da sua vida pra alcançar a instrução que possui, não merecer ganhar um salário digno, não sei quem merece.

Outra coisa, se um professor, que paga para trabalhar, se sacrifica - algumas vezes trabalhando em três períodos - é capaz de causar um rombo que resulte na necessidade de corte de verbas o que dizer do salário que o ilustríssimo senhor governador e todos 'os seus camaradinhas' recebem?

Se os governantes parassem de utilizar-se dos seus cargos para obter vantagens e benefícios, tenho certeza de que iria sobrar dinheiro para pagar os professores, os uniformes para os alunos, aliementar um pedaço do Nordeste e ainda financiar umas duas Copas do Mundo...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Qual a real medida de um homem?

(Prometi pra mim mesmo que não iria postar esse texto, mas acabei não resistindo, apesar de ele ser escrito diretamente para "O palco dos pensamentos", tenho ele formulado há alguns dias na minha cabeça.)

Sinceramente, nunca entendi os conceitos que definem "homens e mulheres", melhor dizendo, sempre entendi porém não acredito em boa parte deles.
Desde sempre acho algo bastante ignorante afirmar que mulheres não são necessariamente mulheres por gostar de futebol, por não gostar/saber limpar a casa ou cozinhar, assim como nunca concordei com os conceitos que ouvia desde novo onde rapaz que não gostasse ou não jogasse futebol não era rapaz.
Não consigo acreditar como até hoje em dia, depois de tantos progressos e tantos avanços ainda temos mentes tão retrógradas que defendem a tese de que um homem só é homem se desempenhar bem a função de 'burro de carga' ou melhor, que homem só é homem se carregar qualquer peso sem dificuldade ou fizer serviços de força bruta sem problemas.

Francamente, só um 'australopiteco' ou um homem das cavernas é capaz de defender uma ideia dessas, até porque partindo dessa lógica errônea alguns dos homens mais admirados do planeta não poderiam ser considerados homens de verdade, pelo menos eu nunca ouvi falar nada a respeito de o Steve Jobs ou do Bill Gates ou até mesmo o Mark Zuckerberg terem 'puxado uma laje' antes de alcançar o sucesso e nem por isso eles deixam de ser homens e mais ainda, não é por isso que os feitos deles serão diminuidos.

Fazer trabalho pesado não é o que vai fazer um homem ser mais homem ou não, e sim a capacidade dele reconhecer que cada indivíduo tem seu modo de agir e pensar e também suas limitações.
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