terça-feira, 25 de outubro de 2011

ECA!!

Acho muito bom que exista uma série de leis que protejam a infância e a juventude do nosso país, vejo o Estatuto da Criança e do Adolescente (criado em 1990) como uma excelente arma contra vários abusos antes cometidos contra as 'nossas crianças'.

Porém como toda 'arma' o Estatuto, na minha opinião, ao mesmo tempo que protege também fere inocentes, já que um dos nossos problemas sociais é de certa forma resultado da proteção do ECA.

O Estatuto protege todas as crianças e adolescentes e é 'aí que mora o perigo', já que, o nosso Estatuto não permite que menores de 18 anos sejam presos ao cometer crimes, aliás, menores não cometem crimes e sim 'atos infracionais' e ao cometê-los não vão para cadeias, são recolhidos para 'unidades de correção'.

Acontece que esse 'recolhimento' só é válido até os 18 anos e em alguns casos esses menores retornam para as ruas praticamente com a 'ficha limpa' e o pior de tudo, as ditas unidades de correção em nada corrigem e só servem para 'entortar' mais o caráter de alguns 'pequenos criminosos'.

Lembrando que não estou generalizando, existem até exceções à regra, porém são mais difíceis casos de jovens que conseguem se recuperar após passar por tais instituições.

Só ressaltando que não é só o ECA que protege (na minha opinião) de forma injusta alguns criminosos, nosso Sistema Penal possui muitas 'brechas' que muitas vezes favorecem o 'verdadeiro' criminoso e prejudicam a sociedade.

É justo proteger a infância, mas é como diz a velha frase: "o direito de um acaba quando começa o do outro", acho bastante injusta a ideia de que um alguém (mesmo que uma criança) que cometa um crime conscientemente seja protegida ao ponto de não pagar por seus crimes.

Entretanto, acho uma reforma penal algo muito utópico, já que o nosso sistema prisional pune e não corrige, logo, é praticamente inimaginável esperar que os presos no Brasil saiam realmente 'recuperados' depois de condenados.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Memória

A memória é um negócio engraçado...

Quer dizer, tem tantas pessoas que 'me conhecem' mas quando me veem nem se lembram de mim, ou fingem que não se lembram [risos].
Mas fora de brincadeira, acho interessante o quanto a minha memória é capaz de me pregar peças, quantas coisas eu precisava lembrar que sumem da minha cabeça em um piscar de olhos.
Em compensação, vários 'ex-amores' assombram o meu dia e me fazem lembrar de detalhes mínimos, quase insignificantes de momentos que particularmente eu preferiria esquecer...

Será que é tão difícil apagar da nossa mente o que nós não queremos ou não precisamos mais lembrar?


Muitos de nós são escravos das lembranças, vivemos desejando o que já passou e algumas vezes temendo o que está por vir, talvez por medo de reviver emoções ruins.

Mas é preciso lembrar que algumas lembranças ruins são a nossa motivação para ir cada vez mais além dos nossos limites, para isso basta apenas acreditar que somos capazes.

ps.: O texto pode estar meio desconexo mas me serviu como um desabafo...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O que te envergonha?

Estava pensando em umas coisas do meu passado e comecei a rir sozinho com o que lembrei.

Na verdade sempre tive muita vergonha de fazer muitas coisas por medo do que as pessoas pudessem dizer, apesar de muitas vezes as 'razões' da minha vergonha não precisarem de muita força para aparecer.
Isso já vai de muito tempo pois desde criança já era um menino muito educado e confesso que durante bastante tempo fiquei com vergonha 'dessa educação', já que o menino quando não é jogador de futebol ou um piadista nato no ensino fundamental é tido como no mínimo "estranho" ou adjetivos menos educados.

Sinceramente, nunca tive vergonha de ser negro afinal, tem gente que tem vergonha de ser branco, amarelo, indígena, negro, enfim...

Porém depois de um tempo eu 'descobri' uma coisa que me deixou com muita vergonha, que era nada mais que a minha língua, quem me conhece percebe que eu tenho um pequeno probleminha de dicção [risos] que me agonia bastante e durante um certo tempo me fazia ter medo de falar em público, talvez por vergonha de que as pessoas vissem, ficassem reparando e comentando.

O 'melhor' é que quanto mais o tempo foi passando, eu adquiri uns complexos bastante 'legais', depois de um certo tempo eu 'adotei' um complexo com peso, mesmo não tendo o biótipo que as pessoas chamam de "gordo" sempre fui um pouco mais 'encorpado' que o 'normal', resultado: uma maravilhosa vergonha de tirar a camiseta em público, mesmo sabendo que não tem nada demais.

Mas definitivamente a minha maior vergonha era ligada a minha dita educação, como pregavam que o rapaz que apresentasse traços de educação era sem dúvidas gay, eu sempre ficava nesse impasse de agir como a maioria ou ser rotulado por ser como eu sempre fui.

Acredito que para boa parte dos homens (se não todos) têm vergonha quando a sua opção sexual é confrontada ou colocada em dúvida, acho que algumas vezes ocorre até com os homens gays e sempre ficam procurando uma maneira de se justificar.

Acontece que acabei me apaixonando por uma atividade que em muitas vezes já fez com que me rotulassem: o teatro, diversas vezes afirmei o quanto me tornei um apaixonado por essa arte, entretanto, nem sempre eu disse o quanto eu já ouvi de 'questionamentos' e piadas por fazer teatro.

Inclusive quando comecei, fui obrigado a ouvir uma professora da escola regular me dizer que quem fazia teatro era pessoal que "tinha a mão virada" entre outros 'elogios'.

Mas em pouco tempo entendi que o teatro é como qualquer outra paixão: para viver você precisa passar por muitos desafios e ouvir alguns desaforos, realmente, pra mim não foi nem um pouco diferente, no começo tive de superar a vergonha de ser um "novato pretencioso e de língua presa" mas depois desses anos aprendi a conviver com algumas coisas, aprendi que a língua é até um charme [risos], mas falando sério aprendi a melhorar um pouco a minha dicção graças ao teatro, perdi a vergonha de ser questionado sobre opção sexual e todo o mais.

Afinal, um homem tem de ser muito homem para aparecer diante de uma platéia com o rosto bastante maquiado sem se importar com uma possível hostilidade da plateia, até porque nenhum ator chega a lugar nenhum se tiver vergonha de 'fazer o que deve fazer'...

ps.: Quanto a camiseta é um complexo que eu ainda gosto de manter... [risos]

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nada é o bastante

Queria te dar uma rosa, só por você ser quem é,
Te daria mais um milhão de flores pelos dias que me fez feliz,
Quis te dar meu coração
Porém achei muito pouco para te agradecer por ser minha maior fonte de inspiração
Pensei em te entregar a minha vida
Porém nem uma vida inteira seria o suficiente para celebrar toda a felicidade que você me deu
Pois por um intante, mesmo que por um breve instante, minha vida teve um sentido
Porque ao ter você do meu lado, tudo teve explicação
Foi assim que mesmo que por pouco tempo o momento em que toda a minha existência deixou de ser em função do meu ego
E passou a ter apenas um sentido e uma razão: você...



(Achei esse texto antiguinho entre 'os meus guardados', achei interessante)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A copa do mundo é nossa...

...mas sem dinheiro não há quem possa...

É incrível como o Brasil tem o poder de sempre ceder a vontade 'dos grandes' e prejudicar seu próprio povo.
A última é que o governo brasileiro acabou de aprovar  uma medida que isenta a FIFA de impostos sobre itens das mais variadas áreas (de alimentação a equipamentos de escritório), sendo que esta é uma determinação da entidade para que as copas possam ser realizadas.

Isso poderia ser algo bastante insignificante se não vivêssemos em uma das nações com a maior carga tributária do mundo e que sempre justifica tal feito como um modo de proteger a saúde ou a educação (que particularmente acredito que pouco interessa aos nossos governantes).

Sendo que essa isenção passa a valer de 1 de janeiro de 2011 até 31 de dezembro de 2015.

Acho absurdo isso, afinal, 'para defender' a própria população, diminuir os impostos é fora de cogitação entretanto não o é para hospedar um evento que vai demandar muitos recursos, expor nossas fragilidades em relação ao transporte e que sobretudo, é organizado por uma entidade de idoneidade bastante questionável como a FIFA associada à entidade comandada pelo incrível, honestíssimo e digno senhor Ricardo Teixeira.

Reitero o que falei na postagem "2014 - porque os turistas são mais importantes que os brasileiros!" precisamos primeiro sanar nossa pobreza, desenvolver nosso País antes de querer atrair toda a atenção do mundo para dizer que podemos organizar uma copa e uma olimpíada isso é querer mascarar demais os nossos problemas.

E mais ainda, além de o governo ceder aos caprichos da FIFA ainda está (acredito eu) perto de ceder quanto a um direito do povo já garantido por lei que é o da meia entrada, nesse caso apenas os idosos teriam o direito de pagar 50% do valor das entradas das partidas (que por sinal imagino que não seja tão baixo assim), quer dizer, vamos organizar um mundial que vai nos fazer retroceder só porque temos medo de perder a chance de sediá-lo.

Com transportes precários, condições pífias de deslocamento urbano, falta de segurança nas cidades além de todo um processo para tornar os gastos menos claros corremos o risco de fazer a copa do mundo mais vergonhosa da história.

Enquanto isso comemoramos como o "país do futebol" que somos...

Pedido de desculpas

Peço desculpas a todos os que acompanham O palco dos pensamentos, mas o fato é que de tanto procurar emprego acabei encontrando um do qual não fui atrás, resultado: entrei em uma rotina quase que kamikaze que só me permite chegar em casa e desmaiar na cama.
Em breve acredito que as coisas voltarão 'ao normal' e a frequência das atualizações voltará a aumentar...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A polêmica do Rafinha

Pelo excesso de tragédias, pouco acompanho noticiários tanto de imprensa escrita, televisiva ou virtual e em alguns momentos fico até um pouco 'por fora' de alguns assuntos como esse que só fui ter conhecimento hoje e que envolve o comediante Rafinha Bastos membro do programa CQC - Custe o que Custar da Rede Bandeirantes.


Pra quem não sabe na edição do dia 19/09 do programa o comediante fez uma piada um tanto pesada sobre a gravidez da cantora Wanessa, fato que gerou grande comoção no imprensa que culminou no afastamento de Rafinha da apresentação do programa e também na ameaça do ex-jogador e empresário Ronaldo (sócio do marido da cantora) de retirar patrocinadores do programa caso nenhuma atitude fosse tomada contra o comediante.


O fato é que a Band conhecia o trabalho do Rafinha Bastos antes de contratá-lo, longe de querer ser 'advogado do diabo', entretanto, foi esse 'humor politicamente incorreto' que o fez ter o 'sucesso' que ele tem.


Ok, muita gente não gosta do humor praticado no programa, eu, particularmente, acho interessante o fato de em muitas vezes eles rirem da falta de conhecimento dos nossos políticos a respeito das suas próprias funções.

Não vou dizer que o comentário feito por Rafinha Bastos não foi infeliz, foi, entretanto estou no time dos que consideram que muita coisa infeliz é dita e feita na televisão brasileira e muitas vezes passa impune, outras tantas piadas do humoristico CQC e de outros programas tiveram cunho ofensivo ou até preconceituoso, mas acredito que em muitos casos o humor é também feito disso.

O Casseta e Planeta da Rede Globo satirizava o terrorista Osama Bin Laden, algumas vezes estereotipando o povo dos países arábicos e de certa forma fazendo humor sobre o desastre de 11 de setembro, nesse caso houve pouca ou nenhuma repercussão sobre o assunto.
Outro programa da Rede Globo, o Zorra Total, fez muitas piadas sobre o caso dos mineiros presos em uma câmara suterrânea no Chile e também pouco se falou sobre.
Em vários textos de comediantes que fazem stand up comedy havia piadas com o "Caso Bruno" no qual o ex-jogador foi acusado de matar a namorada/amante e pouco também se falou.

Quer dizer, vivemos em uma sociedade hipócrita, repito: foi uma piada bastante infeliz (como muitas outras que já vimos na televisão), mas acho válido brincar com algumas coisas (desde que respeitando certos limites), não sou a favor do comentário feito pelo Rafinha Bastos, mas acho um tanto exagerada a atitude da emissora e a amplitude que o caso tomou.


Afinal, o humor nem sempre reflete a real opinião do humorista, o que não pode ser dito do jornalismo e seus representantes, que diga Bóris Casoy...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

E a teoria segue...

Como comentado na postagem "E agora quem poderá me ajudar?", mais uma vez aparecem maçãs podres para sujar o nome da polícia.

Além de o tenente-coronel Claudio Oliveira ser exonerado de suas funções e detido como um dos mandantes do assassinato da juíza carioca Patrícia Acioli, agora quatro policiais da ROTA mataram na cidade de Osasco o motorista Paulo de Jesus.

Segundo eles, o motorista era suspeito de guardar armas dentro de casa e de participar de um roubo a um posto de combustíveis, ao invadirem a casa alegaram logo em seguida que Paulo efetuou disparos contra eles.

Entretanto, algumas testemunhas dismentem a alegação dos policiais afirmando que Paulo foi levado para um canto onde recebeu uma série de tiros e teve uma arma colocada em sua mão e disparada contra a parede.

Até quando vamos ser obrigados a ouvir e assistir notícias sobre policiais truculentos que abusam do poder que a farda lhes dá para cometer tais disparates?

Às vezes chego até a torcer para que notícias como essas sejam mentiras para que as pessoas não percam de todo a fé na instituição que a polícia representa, mas parece cada vez mais difícil, parece que as pessoas se importam cada vez menos com a honra da instituição que fazem parte.

Afinal, se não confiarmos na polícia nos restará confiar em quem?

sábado, 1 de outubro de 2011

Honestidade

Tem coisas na vida que desanimam qualquer um...

No meu caso, o que mais me desanima é o que eu considero como injustiça, mas não é 'o tipo clássico' de injustiça, é algo um pouco diferente.

É mais ou menos assim: 
Você se esforça para fazer tudo da forma mais clara e 'sincera' o possível e em várias vezes as coisas saem completamente ao contrário do que você planeja, ao mesmo tempo, você vê pessoas que agem sempre com incorreção e vencem na vida.

Acho que é esse é o pior tipo de injustiça que existe, afinal, ele te faz refletir sobre os ensinamentos paternos de correção e caráter, te faz muitas vezes pensar que o certo é errado e vice-versa, ou seja, mais vale agir inescrupulosamente para atingir os objetivos do que ser honesto.

Em 'pouco tempo de vida' eu sempre procurei agir de modo honesto e sincero, tanto profissionalmente quanto em âmbito pessoal, resultado: profissionalmente já fui bastante criticado por 'fazer o certo' e quem sabe perdi algumas oportunidades por isso, pessoalmente, não preciso nem dizer muito, tento ser transparente com as pessoas e o que muitas vezes recebo são rótulos errôneos e em alguns casos até desprezo por não falar 'as mentiras que todos gostam de ouvir'.

Lógico, não sou uma 'metralhadora de verdades', não saio falando/fazendo tudo o que penso, mas falo algumas verdades que julgo necessárias e sou recriminado algumas vezes por isso.

Quer dizer que pra vencer na vida (em todos os sentidos) vale realmente tudo?
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