quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Briga na escola pt. 2 [Educação]

Conforme explicado na postagem de segunda-feira, gostaria de falar de um outro ponto relacionado a briga das meninas em Belo Horizonte que é a questão da educação.

Me surpreende hoje em dia a concepção de muitas pessoas de que a educação das crianças é apenas de responsabilidade da escola, logo, esses pais levam uma criança sem liimtes e sem educação para a escola e no final do dia esperam trazer para casa um/uma cavalheiro/lady.
Muitos pais não tem a real noção de que ser pai não é só fazer sexo e alguns meses depois sair do hospital com uma criança no colo, tem muito mais responsabilidades e atribuições atreladas a isso, já que a paternidade/maternidade é um trabalho de uma vida inteira.
Educação vem de casa, vem dos exemplos dados em casa, desde pequeno sempre aprendi o que era certo e o que era errado e não foram poucas as vezes que levei umas palmadas por fazer 'o errado', não sou contra um pai dar uma palmada em um filho, desde que 'ele mereça' e desde que sirva para punir uma má ação, nada de violência excessiva.
Pais permissivos criam 'monstros' que mentem, manipulam e sobretudo depois de grandes não aceitam um 'não' como resposta.
É como eu já afirmei, o exemplo vem dos pais, uma filha que vê a mãe bater na mãe da colega acaba 'tendo certeza' de que é certo apelar para a violência para impor suas ideias e acertar suas diferenças.

Como diria a minha avó: "a fruta nunca cai muito longe da árvore."

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Briga na escola pt. 1 [Diálogo]

Eu me surpreendi muito com uma notícia que eu acompanhei na semana passada onde duas meninas brigavam em um colégio de Belo Horizonte, tudo seria normal se quando chamadas na escola as mães de ambas as meninas também não começassem a trocar puxões de cabelo e outras agressões.

Diante de tal circunstância decidi escrever sobre dois assuntos um tanto diferentes porém ainda assim ligados a esta notícia, de modo que o primeiro texto será postado hoje e o segundo na quarta-feira.

Para a postagem de hoje gostaria de questionar um pouco a hostilidade nas relações humanas, já que acho estranho o modo como as pessoas se tratam atualmente, é algo incrível, cada vez mais temos notícias de comportamentos violentos entre as pessoas em situações completamente fora de contexto, casos de agressões praticamente gratuitas (como no caso das meninas e das mães).
Diz-se em primeiro momento que o pivô da briga foi um garoto pelo qual ambas eram interessadas (ou qualquer coisa assim, já que o que menos me interessa é a boataria ao redor do caso), entretanto eu não entendo qual a dificuldade de manter uma conversa, já que praticamente tudo pode se resolver a partir de um diálogo aberto.
Hoje em dia parece que as pessoas estão mais interessadas em 'acertar as outras' do que 'acretar as contas', será que realmente é tão eficaz partir para briga ao invés de tentar dialogar?
Sei que é um pensamento extremamente utópico desejar que as pessoas resolvam seus problemas através do diálogo, só que do jeito que vamos, no futuro, até uma disputa no par ou ímpar será motivação para um assassinato.

domingo, 28 de agosto de 2011

Solidão

Como um ácido, corrói tudo o que encontra pela frente, seja vivo ou construído, não importa, tudo ela dilapida e destrói.
Como um câncer, silenciosa te devora por dentro e quando menos você espera, ela te mostra o quanto é capaz de te fazer mal.
Furtiva e sorrateira te ataca quando você menos espera e quando se dá conta, muitas vezes é tarde demais e ela já levou boa parte de tudo o que você já construiu ou conseguiu.
Há quem diga que o que estou escrevendo não tenha o menor sentido, entretanto é quase como um grito de um coração já tão ferido, cansado de lutar batalhas perdidas e caçar sonhos utópicos.
Digo mais, àqueles que nunca sentiram ou temeram a solidão recomendo um exame de rotina para conferir se dentro do próprio peito ainda existe um coração.

"Tente entender, podem existir mais de mil formas de morrer...'"

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

E agora quem poderá me ajudar?

Primeiramente, peço desculpa pelo título 'engraçadinho' por mais que eu pretenda comentar algo sério, entretanto, não consegui pensar em frase mais adequada, já que hoje em dia até policial é bandido.
Dá medo saber que a juíza carioca Patrícia Lourival Acioli foi morta por policiais membros de milícias que queriam impedir o seu trabalho.

Quer dizer, não estamos podendo nem confiar nos policiais, que estão ali 'para proteger e servir'...

O Brasil cada vez mais nos faz desacreditar de nossas instituições nacionais, quer dizer, os políticos eu sabia que já não tinham jeito, mas os policiais, já é demais...

Brincadeiras à parte, acho deplorável o quanto alguns 'espíritos de porco' de má índole sujam o nome dessa corporação que sabemos ser cheia de heróis, já que aguentar o que eles aguentam e se arriscar do jeito que se arriscam pela miséria que ganham é sem dúvida algo digno de heróis.
Não podemos culpar jamais a necessidade por nossas más ações, mesmo que digam que eles formam milícias para poder ganhar algum dinheiro já que o salário é ruim, já que existe muito catador de recicláveis que nunca roubou, tudo é uma questão de caráter, quem não tem, não tem.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Os outros são apenas os outros

Engraçado como eu por tanto tempo tive medo da opinião alheia, sempre fui muito 'certinho' sempre tentava ser bastante comedido, tanto no falar quanto no agir, mas nunca consegui entender o porquê disso...
Aliás, não sei por quê as pessoas se apegam tanto à opinião social, manter um bom caráter é fundamental, mais do que 'para mostrar para as outras pessoas', e sim para manter uma consciência limpa.
Não consigo entender como vivemos nossas vidas tão regrados por convenções tão bestas e sem sentido, afinal, não vamos nunca agradar a todos, logo, o que mais vale é 'nos agradarmos' o quanto pudermos.

Somos regidos por padrões muitas vezes absurdos ou alguém acha que aquelas modelos esqueléticas são lindas?
Sinceramente, acho interessante a forma física de alguns modelos (masculinos) entretanto sei que aquilo não é para mim, sou meio gordinho, pretendo emagrecer um pouco (por convicções pessoais), mas nem de longe cogito virar uma máquina de músculos, por mais que me digam que isso seja algo legal.

Os outros são apenas os outros, e não podem assumir um papel tão protagônico na nossa vida, viver regido por opiniões alheias não é viver, é obedecer, e quem só obedece não tem tempo de aproveitar o que existe de bom na vida.

domingo, 21 de agosto de 2011

Pão duro

Uma vez me disseram quase em tom de brincadeira (quase mesmo porque não foi) que a única razão de eu não querer ir no cinema em um determinado dia era só porque eu era pão duro demais.
Eu 'levei pro lado pessoal' e até hoje volta e meia fico lembrando dessa situação, afinal, é um gesto de avareza não querer ir no cinema em uma determinada situação?
Desde novo sempre pensei em ter dinheiro para poder sustentar meus desejos, vícios e manias, apesar de começar a trabalhar relativamente tarde, já que só aos 17 anos fui receber o meu primeiro salário, fruto de um mês de trabalho.
O fato é que nesses três anos, são raríssimas as vezes que eu me lembro de ter pedido dinheiro para os meus pais para sair ou comprar qualquer besteira que me agradasse.
Sempre me agradei da ideia da autosuficiência financeira, para tal, muitas vezes me vali da economia, graças a isso comprei alguns brinquedinhos, equipei meu computador, comprei minha multifuncional (que há muito me fazia falta) e muitos inúmeros 'regalos' pessoais, claro, não pago a luz que consumo, a água que gasto, entretanto, os meus gastos supérfluos são de minha responsabilidade (roupas, diversões e outros).
Contudo, nesse meio tempo praticamente nunca recusei sair por não ter dinheiro, mantenho minha planilha de custos sempre atualizada e um orçamento relativamente firme, tanto que estou há quase dois meses desempregado e graças a algumas manobras tenho praticamente o que me sobrava do salário no tempo do último estágio.
Logo, me pergunto, será que as mulheres preferem um alguém que tem o seu dinheiro e sabe cuidar dele (sem grande exageros) ou preferem um alguém que gaste de qualquer jeito, faça dívidas e no final do mês corra 'com o rabo entre as pernas' para pedir dinheiro para o papai?

"Avareza é uma coisa, controle é outra"

sábado, 20 de agosto de 2011

Opinião, você tem a sua? [O contraponto]

Há pouco tempo atrás, escrevi sobre pessoas que procuram sempre se eximir de dar suas opiniões (texto que você pode conferir clicando aqui), entretanto, existe o contraponto, o outro lado da moeda.

Embora muitos assuntos exijam nossas opiniões e posicionamentos existem outros completamente neutros ou com pouca/nenhuma necessidade de opinião, entretanto sempre existem pessoas que sentem necessidade de dar sua opinião, até quando não lhes é pedido.
O real problema é que essas pessoas mesmo sem perceber, acabam inventando argumentos para fundamentar teses vazias ou muitas vezes utilizando pensamentos e convicções próprias como se fossem fontes fiáveis e comprovadas.
Não somos nem nunca seremos donos da verdade, mostrar nossa opinião é dar o direito do próximo de demonstrar também a sua.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Deputadômetro

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina - FACISC lançou no dia 17 o 'Deputadômetro' um site que procura informar um pouco mais os cidadãos sobre como funciona o trabalho dos deputados.
Nesse site existia um ranking (que foi derrubado em cerca de 24 horas) dos nossos queridos deputados, classificando-os de acordo com a sua assiduidade, projetos apresentados, fidelidade partidária e outros critérios, entretanto, nossos queridos parlamentares se sentiram profundamente ofendidos com a atitude da FACISC, inclusive um deles deu uma entrevista alegando que o que importa para um deputado é a 'qualidade da presença em plenário' e não quantidade.
|ironic mode [on]|
Francamente, eles tem toda a razão de reclamar de uma atitude leviana como essa, onde já se viu, o fato de existirem parlamentares que trabalham no máximo 3 vezes por semana, gozam de praticamente 4 meses de férias e recessos e recebem por mês o que um servidor público não ganha em um ano não justifica tal exagero por parte da FACISC, afinal, pra que informar o povo que os elegeu sobre quem trabalha ou não?
O povo não quer saber de nada disso, existem milhares de coisas muito mais importantes na vida do catarinense e do brasileiro, como por exemplo, descobrir quem matou a Norma, quem vai sair na Fazenda...
|ironic mode [off]| 




ps.: segundo o criador do site o ranking foi retirado para reavaliar os critérios de classificação, sendo que logo logo será restaurado.

[off-topic] Mais de 1000 visitas

Sei que não é um feito enorme, que existem blogs que recebem mil visitas por dia, entretanto para mim já algo muito significativo saber que o espaço onde eu compartilho meus pensamentos, sentimentos e opiniões já foi visualizado cerca de mil vezes, até porque particularmente no princípio não imaginei chegar nem a 200 visualizações.
Meus sinceros agradecimentos!

domingo, 14 de agosto de 2011

Azar e Sorte

Eu sempre brinco com a minha mãe porque muitas vezes ela aparece com uma superstição nova ou me relembra uma antiga, não foram poucas as vezes em que eu vi ela derrubando sal na mesa ou na pia e jogando por cima do ombro, 'já que quem deixa cair o sal na mesa perde dinheiro'.
Mas claro, sei que não é só ela, essa semana por exemplo tinha uma escada armada na calçada, tomando todo o espaço dos pedestres, logo, ou eu teria de passar por baixo e 'correr o risco de ter azar' ou eu poderia ir pelo meio da rua e ter o azar de ser atropelado, nem preciso dizer o que eu escolhi, não é?
Brincadeira à parte, eu acho incrível como as pessoas se fixam tanto nessas coisas, quer dizer, sorte ou azar na maioria das vezes ou é fruto das possibilidades ou do trabalho ou de uma série de eventos coincidentes.
Existem momentos em que as coisas não vão bem e existem coisas improváveis que dão certo, é só isso.
Ou será que se um aluno não estudar para uma prova e achar um trevo de quatro folhas na rua ele pode ter a chance de acertar todas as questões por sorte?
Sinceramente, já devo ter quebrado muito espelho, já passei por muito gato preto, de escada então não me lembro por quantas já passei por baixo e nem por isso minha vida se tornou um desastre.
Tudo é apenas uma questão de condicionamento mental, se quando as coisas vão mal e você começar associar isso única e exclusivamente ao azar, sem dúvida tudo o mais que você fizer você fará sem coragem e sem confiança, logo, a possibilidade de realmente não dar certo triplica, mesmo...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

É difícil não ser como todos...


Tentando compensar um pouco a falta de postagem  (que não é tão grande assim) deixo-lhes este texto de novembro de 2009.

É difícil não ser como todas as outras pessoas ou é difícil ser como elas?
Está é uma questão que vive sempre rondando os meus pensamentos, quer dizer, eu fico triste por não conseguir agir como a maioria das pessoas que se considera normal, não me divirto como todo mundo, não penso como todo mundo, não ajo como todos e muito menos sinto como as outras pessoas sentem.

Mas o mais curioso é que em determinados momentos eu me vejo sendo como todas as outras pessoas ‘normais’ e é aí que reside o problema porque durante muito tempo eu busquei construir uma personalidade só minha, só que o resultado foi uma ‘colcha de retalhos’ da vida dos outros, ou seja, eu fui absorvendo um pouco de cada pessoa que convive ou conviveu comigo e fui montando ‘o meu jeito de ser’.
Porém eu não peguei só as qualidades, peguei também muitos defeitos e isso é o que muitas vezes tanto me penaliza, já que já é difícil conviver com os meus defeitos próprios então imagina só conviver com os defeitos alheios que ficaram ‘dentro de mim’.

É difícil entender o que se passa na minha cabeça, tenho quase toda certeza que quem ler esse texto sem dúvida não me entenderá, como nas muitas vezes que esses pensamentos me assombram nem eu me entendo.
Mas enfim, acredito que essa seja apenas uma fase de passagens, na qual muita coisa mudou pra mim e que sem dúvida ainda vai mudar.
E se no futuro esses pensamentos ainda me assombrarem, tenho certeza de pra onde eu devo correr...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Opinião, você tem a sua?

Engraçado como eu sempre gostei de falar (muito e às vezes muito alto), mas mais do que isso, eu sempre quis ter uma opinião sobre tudo.

Realmente não domino muitas áreas de assunto, entretanto sei quem sou e tenho minhas convicções.
Algumas vezes acho estranho quando encontro pessoas que até possuem opinião própria, mas muitas vezes se anulam, mesmo sem pensar em qual é 'a forma mais correta de pensar' naquele momento.
Não digo que sejamos um bando de intrasigentes, entretanto acredito que uma relação (seja ela qual for) estará sempre fadada ao fracasso se uma das pessoas envolvidas decidir sempre 'se anular' e seguir apenas as convicções alheias.

sábado, 6 de agosto de 2011

De quem é a culpa?

Eu cresci assistindo Pica-Pau, Tom e Jerry, Os Simpsons e todo esse grupo de 'desenhos violentos/incorretos' e me surpreendi quando vi que em alguns casos (acredito que ocorra aqui no Brasil também) é vetada a exibição de desenhos 'politicamente incorretos', como o Ligeirinho/Speedy González por 'pregar estereótipos dos mexicanos' e também os do Coiote e Papa-Léguas por serem 'violentos demais', afinal, a quem queremos enganar?
As 'crianças de hoje' tem acesso a toda a sorte de informações, taí o Google que não me deixa mentir, violência e estereótipos é o que mais existe em novelas - os 'adolescentes perfeitos', as 'bichinhas afetadas' os assassinatos são só alguns exemplos.
Acho mais provável uma criança/pré-adolescente matar alguém na rua porque aprendeu na novela que era assim do que por ver esse tipo de desenhos.
É claro, existem cenas violentas como explosões de dinamites e tudo o mais, só porque acho interessante haver a iniciativa dos pais de explicar às crianças o que se pode ou não fazer.
Crianças são seres bastante influenciáveis, mas nada que uma boa educação vinda não resolva, posso me citar como exemplo, já que entre meus jogos preferidos encontram-se alguns dos mais violentos e sangrentos e entretanto no alto dos meus 20 anos nunca sequer briguei na rua, quer dizer, será que realmente a culpa é do Coiote e do jogo de tiro ou é de muitos pais que se preocupam demais com 'a vida lá fora' para ensinar seus filhos a discernir o certo do errado?

Não será essa uma desculpa para os 'maus pais' poderem se eximir da culpa de não ter prestado mais atenção a seus filhos e não lhes terem dado uma boa educação?


"Professor não 'dá educação', repassa saber, educar ainda é e talvez sempre será missão dos pais!"
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...