quarta-feira, 29 de junho de 2011

Saudade: não existe palavra que a descreva

Algo que eu sempre achei interessante é o fato de que a palavra saudade é uma das palavras mais difíceis de traduzir em todo o mundo, até existem alguns similares como o italiano nostalgia e o inglês longing, mas que não são traduções literais são apenas uma forma de tentar se aproximar no significado de saudade.
O fato é que a bendita da saudade é um dos piores sentimentos para se sentir, até porque dificilmente se consegue eliminá-la por completo, sempre fica 'uma pontinha', um restinho dela para nos incomodar.
Pior do que sentir saudade é sentí-la e não poder matá-la, é incapacitante demais esses sentimento de não poder fazer nada para rever quem tanto se ama.
Todos sabemos que a vida é a arte das chegadas e das despedidas, mas afinal, por que é tão difícil dizer adeus as pessoas que amamos? Por que nos afeiçoamos tanto por pessoas que sabemos que não vão estar para sempre conosco?

"Nunca esqueça de dizer 'eu te amo' a quem o sentimento seja verdadeiro, um dia pode ser tarde demais..."

sábado, 25 de junho de 2011

As nossas prisões

Imagine a sensação de estar trancado 24 horas por dia em uma prisão, sem direito a ver a luz do sol, definitivamenete deve ser horrível...
Agora vamos mudar um pouco esse panorama, imagine-se trancado 24 horas em uma prisão sem paredes ou grades e que essa prisão nada mais é do que você mesmo...
Pois é, uma das piores sensações que pode existir é a de privação de liberdade e pior que isso é quando essa prisão é dentro de nós mesmos.
Existem várias pessoas que hoje em dia vivem trancadas dento de si mesmas, muitas vezes não por vontade própria e sim porque depois de algumas situações que passaram acreditam que a melhor forma de proteger-se é se trancando e se escondendo do mundo, inclusive, em alguns desses casos as pessoas sequer notam esse 'auto-encarceramento' que muitas vezes complica as suas vidas em várias esferas, seja em âmbito profissional, sentimental ou afetivo.
Muitas vezes reclusão não é sinal de 'adesão ao movimento emo' [com o perdão da brincadeira] e sim um modo que algumas pessoas encontram de tentar proteger a si mesmas, logo, em casos assim, não existe nada melhor do que uma boa conversa, porque antes de criticar e chamar de anti-social é preciso primeiro conversar e compreender o que se passa com as outras pessoas.

"Certas feridas demoram a se fechar..."

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Aparência realmente é tudo?

Há pouco tempo durante uma conversa ouvi a seguinte frase vinda de uma menina: "meu namorado tem de ser sarado e ter barriga de tanquinho", lógico que entendi a frase com um certo teor de brincadeira, mas parei para pensar um pouco e cheguei a seguinte dúvida: será que era mesmo brincadeira?
Afinal em pleno ano 2011 percebo cada vez mais constantemente que as pessoas valorizam muito mais as 'embalagens' do que verdadeiramente os 'produtos', ou seja, as pessoas se fixam cada vez mais nas aparências e menos nos 'conteúdos' das outras.
Me assusta ter de 'concordar' com o fato de que eu não vou ser 'aceito' se não tiver a aparência do cantor A ou o físico do ator B, pois pra mim tudo isso é apenas aparência e só de aparências você nunca vai poder construir nenhum tipo de relação seja ela apenas de amizade ou até mesmo amorosa.
Sei que posso ser muito criticado (para não dizer espancado) após dizer isso, sem querer me vangloriar mas posso dizer que na maioria das vezes em que olhei para uma menina de 'maneira diferente' foi por perceber que essa menina sabia ser diferente, sabia se destacar das outras, não só por beleza, mas por carisma, simpatia ou caráter, creio que isso é que seja o fundamental para uma relação ter qualquer chance de futuro.

"Meninos e meninas, abram os olhos para o que verdadeiramente importa! "

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Deixar o tempo resolver...

"O tempo tudo cura..."
"Dar tempo ao tempo..."

São frases mais do que clichês que costumamos ouvir sempre que nos sentimos mal, o mais triste é que apesar de batidas e repetitivas elas são a mais pura verdade, às vezes demora tanto tempo que parece que cada dia que passa a nossa dor nos dilacera por dentro, mas no final a ferida 'melhora'.
Uma das coisas que e nunca pude entender é quanto é fácil dizer para os outros que 'vai passar' e quando chega a nossa vez isso se torna algo completamente 'impossível' de superar.
(copiando a dublagem de Todo Mundo Odeia o Chris) "[...]Talvez seja algo como não conseguir cortar o próprio cabelo[...]" e sem dúvida é mesmo, pois é quando realmente estamos 'no lugar do outro' que percebemos o quanto 'frases feitas' são difíceis de escutar...

Será que somos tão diferentes assim? - II

Não entendo por que o mundo insiste em não aceitar os diferentes, católicos repudiam ateus, americanos rejeitam arábicos, 'rockers' odeiam coloridos (e vice-versa)...
Quantas vezes vamos ter de ver demonstrações de ódio contra pessoas que não pensam igual ou que apenas são diferentes, como os rapazes que incendiaram um índio no meio da rua há algum tempo atrás, precisamos discriminar as pessoas?
Quem discrimina só faz provar que de seres racionais nós humanos não temos nada...

domingo, 19 de junho de 2011

Será que somos tão diferentes assim?

Nos dias de hoje com a globalização (palavra que a minha ex-professora de geografia nunca mais me fez esquecer) convivemos com os mais variados tipos de pessoas, variados mesmo, afinal, hoje somos seis bilhões de negros, caucasianos, indígenas, orientais, pardos, mulatos, cafuzos, árabicos e mais um tanto de outras etnias (que eu sem dúvida devo ter esquecido alguma bastante importante), mas mais do que isso dividimos espaços (reais e virtuais).
Mas o que mais me intriga é: será que eu como negro sou tão diferente de qualquer caucasiano (branco, pra quem se perdeu ali em cima, ok?), ou eu como católico sou tão diferente de alguém ateu?
Tá certo, temos cada qual nossas convicções, histórias e heranças culturais mas será que realmente somos tão diferentes "na essência", quer dizer, quando morrermos vamos todos parar de respirar, nossos cérebros vão parar (e todas essas coisas comuns da morte), tudo bem, algum de nós será cremado, outro enterrado outro quem sabe até sepultado no mar, mas de qualquer forma todos deixaremos um dia de existir nesse plano terreno.
Ou será que todos os judeus dizimados pelo louco psicopata ditador Adolf Hitler, eram feitos de um material diferente que ele (madeira, aço, vidro, coisa assim)?
Ou será que os índios brasileiros mortos pelos colonizadores portugueses não respiravam oxigênio assim como eles europeus?
O que importa é, não tem sentido discriminar alguém porque ouve Restart, Racionais ou até Nirvana afinal, preferências à parte somos todos feitos de pele, ossos, músculos, terminações nervosas (e tantas outras coisas que um biólogo adoraria descrever) e mais importante, independente de credo, cor, opção, ideologia ou preferência somos todos parte da mesma raça: a raça humana!

sábado, 18 de junho de 2011

Todo morto é bom...

As pessoas atualmente gostam muito de tragédias, tem programas que você chega a notar um brilho nos olhos do apresentador no momento em que ele anuncia uma desgraça, mas mais tocante que isso é o quanto as pessoas mudam no momento da morte.
Quer dizer, tem pessoas das quais você sempre ouve inúmeras coisas, seja por desvio de conduta ou até mesmo de caráter, mas sempre quando as pessoas morrem passam a ser cidadãos honrados, pessoas de bem, pais devotados, afinal, será que a morte muda tanto as pessoas ou todos nós somos hipócritas demais para falar o que pensamos por medo das represálias?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Somos os mesmos e vivemos como nossos pais...

Desde pequeno achava interessante trabalhar ajudando meu pai, parecia um cachorrinho seguindo o dono, por todo o lado que ele ia fazendo suas obras e consertos eu ia junto, sempre de prontidão para entregar uma chave, um parafuso ou uma ferramenta qualquer.
Hoje, depois de mais de uma década assim, percebi quantas coisas existiam nessa época e eu nunca notava.
Descobri que em muitas partes os meus medos descendem dessa fase, pois como toda criança sempre tive a curiosidade de fazer o trabalho junto do meu pai, porém muitas vezes, talvez até por um pouco de medo de ver algo sair errado ou até mesmo de que eu me machucasse, ele me permitia apenas o papel de "segurador de ferramentas", não o culpo, afinal são coisas que acontecem, porém só depois de muito tempo passando por essa situação é que fui transferí-la para os dias atuais e perceber o quanto do passado pode continuar vivendo em nosso presente.
Longe de ser uma crítica aberta ao meu pai, que por sinal, mesmo depois de tanto tempo e de algumas situações ainda permanece sendo o meu herói, pois viver no mundo profissional onde ele vivia e todos os dias (apesar da aflição constante) poder deitar a cabeça no travesseiro e ter a certeza de que cumpriu a sua jornada de maneira honesta é uma tarefa digna de poucos...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Amor x dinheiro

Sempre achei estranho o uso da letra 'x' nas línguas italiana e espanhola para signficar 'per/por', porém nesse post achei uma utilidade para essa gíria, leia-se o título do post conforme a gíria estrangeira.

Na sociedade atual cada vez menos vemos valorizada a figura do indivíduo como criatura e cada vez mais como possuidor de riquezas, pra mim é triste o quanto somos julgados pelo que possuimos e usamos do que pelo que realmente somos.
Aqui abro um parêntese, afinal, é impossível "conhecer como uma pessoa é" em um primeiro contato, porém, é importante salientar que não podemos também julgar apenas a aparência das pessoas.
Me faz muito mal quando vejo que muitas pessoas só possuem sentimentos quando têm certeza de que a outra pessoa tem posses ou usa roupas de marca ou qualquer coisa assim, será que somos apenas o que vestimos?
Não são raras as vezes em que observamos o fato de que pessoas que têm posses obtêm mais sucesso afetivo que as outras que não possuem tanto assim, quer dizer, será que para ser amado eu preciso comprar uma Ferrari?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Professores? Públicos? Quem precisa deles?

Chega a ser assustadora a importância que o Governo catarinense dá a educação pública, eu no lugar dos nossos representantes mal conseguiria colocar a cabeça no travesseiro e dormir.

Porque aumentar o salário de uma meia dúzia de "gatos-pingados" é tão difícil?
Será que o excelentíssimo senhor Raimundo Colombo e seus asseclas acessores nunca estudaram em uma escola pública?
Será que algum deles sabe o que é?
Ou será que todos pensam que é apenas um tipo de edifício a ser construído em época de eleição?

Claro que alterar a destinação de uma verba pública é algo que exige planejamento, mas será que não dava pra planejar um aumento previsto há dois anos? E afinal, não dava pra pensar que professor que estuda um pouco mais tem o direito a obrigação de ganhar mais por ter gasto mais em sua formação?
Estranho muito a preocupação do Governo pois passam-se quatro semanas e tudo o que eles conseguem dizer é que negociaram o máximo que podiam, será mesmo?

Afinal, se você juntar um grupo de uns dez políticos a maior hipótese é de você encontrar uns quatro que fazem algo de bom para alguém (da sua própria família), uns dois que não fazem absolutamente nada a ninguém (nem mesmo quando pedido), dois que trabalham pelo interesse do povo (em geral) e dois que até hoje estão se perguntando qual a real função deles no local onde trabalham...

Mas a minha real dúvida é: por que vinte ou trinta vereadores (eu disse apenas vereadores) ganharem cerca de sete ou oito mil reais (mais ajudas de custo) em uma cidade pequena não causa danos às finanças de um governo e professores ganhando pouco mais de mil e duzentos é capaz de criar um rombo nos cofres públicos?

Será que existem tantos professores no estado?
Ou será que existem políticos demais trabalhando pouco e ganhando muito?

Fica a dúvida...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Personagens! Afinal, quem sou eu?

Sempre achei interessante quando ouvia alguns atores falarem de levar ou não o personagem pra casa ou coisa assim, chegava até a rir dessas histórias, até porque pensava ser impossível alguém carregar o personagem pra casa.
Depois de experimentar algumas situações teatrais, passar por alguns tantos personagens com características marcantes percebi que isso não é algo nem um pouco absurdo, mas é curioso o quanto isso é verdadeiro.
Não são raras as vezes que eu me vejo saltitando feito um Puck feliz (adaptação no EJ de "Sonho de uma noite de verão" do Shakespeare), ou então me vejo refletindo em como eram "os tempos antigos" (como um dos velhinhos da colagem de poesias em homenagem ao aniversário de Tubarão feita pela Companhia Municipal de Teatro), ou até mesmo um tanto autista (como um dos pacientes da esquete "Diga não as drogas" da colagem "É vero Veríssimo" baseada nos textos do Luís Fernando Veríssimo encenada também pela Companhia Municipal de Teatro).
E no final sempre me fica a dúvida: será que todos esses personagens me influenciam realmente ou eu me sinto influenciado por eles por ter de certa forma dado uma vida pra eles, emprestando a representação física do meu corpo para que eles possam existir?
É certo que em diversos momentos da minha vida eu tive crises fortes de personalidade (como nos dias atuais [risos]), até porque por conviver com tantas pessoas diferentes, você sempre acaba adquirindo um ou outro traço de personalidade de alguém.
Influenciado ou não é maravilhosa a sensação de poder "sair um pouco de si" para emprestar a sua vida para um personagem deixar o mundo da ficção e passar a habitar o mundo real, mesmo que para isso tenhamos de abandonar nossos personagens do dia-a-dia...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Comédia [nem um pouco] romântica

Incrível como até os meus dramas se assemelham com comédias (um tanto sem graça)...

Afinal, existem coisas que são até difíceis de acreditar, primeiramente é o fato de eu me apaixonar em fazer coisas que nem as pessoas que me convidam possuem tal paixão, como no caso do teatro, comecei influenciado e hoje em dia não consigo ficar longe de todo esse clima.

Outra coisa engraçada é que eu sempre faço as coisas para tentar ajudar ou salvar alguém, é incrível, nos últimos tempos estive refletindo e cheguei a esta estranha conclusão, a maioria das coisas que eu tento fazer são pra ajudar as outras pessoas, ou seja, ambição própria quase nula...

Mas o que realmente é digno de risadas é a minha vida sentimental, afinal, eu sempre consigo fazer algo certo dar errado, além de umas coisas que eu nem pretendo dizer, existem casos como o fato de eu ser louco por uma menina que eu nem tinha muita chance ou coisa assim, porém quando "a consegui" fui tão pressionado "pelo mundo" que refuguei na hora (e hoje não me arrependo muito disso [risos]), fora as vezes em que fui romântico demais quando menos devia (até hoje tem gente que não me perdoa por uma série presentes bonitinhos), além da vez em que fui conquistado por uma menina que eu sem querer "tinha conquistado" e o mais interessante é que talvez ela nunca tenha percebido que havia me conquistado, resultado: desastre total...
Mas como sempre dizem: "devemos sempre rir dos nossos problemas", eu pelo menos gargalho quando relembro a maioria das coisas que já aconteceu comigo, até porque com a "sorte" que eu tenho não poderia ser diferente...

domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos namorados

Hoje é mais fácil eu passar o dia com alguém da Rússia do que com uma namorada - estranhamente descobri que hoje também é o dia da Rússia – (esquisito, não?).
Brincadeiras a parte, o que acho interessante é a pressão que a indústria coloca nas pessoas para que a cada mês exista uma data especial o suficiente que faça com que você que aparece com uma flor ou um cartão pareça a pessoa mais sovina do mundo, tá certo que já me atribuíram essa fama há muito tempo, mas mesmo assim não me importo muito.
Sempre acreditei no romantismo, sempre fui da ideia que flores são bons presentes, até porque acredito que “Dia dos Namorados” seria uma celebração do amor entre os casais e não uma data em que se espera um presente incrível e maravilhoso.
Inclusive, penso que dia dos namorados é todo dia, assim como tantas outras datas, afinal, quando o amor é o que existe, o dia dos namorados é dia 12, 13, 14, 15...

sábado, 11 de junho de 2011

O caso Battisti

Por gostar um pouco da cultura italiana, me interessei um pouco pela história que envolve o italiano Cesare Battisti, afinal, ele é um italiano exilado no Brasil.
Tudo seria simples se ele não fosse condenado à prisão perpétua na Itália pela ação direta/indireta na morte de quatro pessoas que teriam sido torturadas pelo grupo de esquerda do qual ele fazia parte, se não tivesse fugido para a França e depois de duas tentativas do governo italiano tivesse sua extradição decretada e se não tivesse fugido para o Brasil.
O Brasil parece ser um país extremamente divertido para quem quer cometer crimes ou fugir das responsabilidades atreladas a eles, afinal, Battisti foi condenado e obrigado a voltar a seu país porém foge para terras tupiniquins e recebe "proteção" do então presidente Lula da Silva, isso é tão curioso quanto o caso do deputado Maluf, que se entrar no território de um dos países dentro de uma lista 181 corre o risco de ser preso pela Interpol, entretanto possui um cargo no governo brasileiro e goza de inúmeros benefícios.
O que mais me deixa curioso é: será que se fosse o contrário, ou seja, um alguém acusado de terrorismo no Brasil que obtesse o "perdão" na Itália ou qualquer outro país, não haveria a mesma comoção aqui como há da parte dos italianos?
Afinal, se somos tão maravilhosos como nação ao ponto de permitir que um terrorista internacional obtenha cidadania plena, por que não convidamos o Osama Bin Laden pra viver em Brasília? Possivelmente o desfecho da sua história poderia ser muito diferente e ele poderia até (quem sabe) ocupar um carguinho em algum ministério ou até mesmo no Senado...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tudo tem um sentido?

"Será que todas as coisas ruins também não têm sua razão?"

Começo o post com esta frase simplesmente porque em um ataque de nostalgia parei para ler um pouco sobre o Mamonas Assassinas (inclusive escrevo ao som de uma playlist deles).
Mas retornando à questão inicial, eu sempre fiquei pensando em coisas como essa a cada aniversário da morte deles, sinceramente nunca entendi por que uma banda tão incrível nos deixou tão cedo e sempre questionei a razão de tudo isso.
Só que eu sempre segui uma corrente diferente de raciocínio, eu sempre pensei em um possível outro lado da história, quer dizer, e se ficasse só por ali, eles gravassem o seu primeiro disco, fizessem sucesso e como tantas outras bandas resolvessem seguir cada um o seu caminho tirando um tanto do charme que sempre tiveram?
Ou pior, se o sucesso durasse pouco e de uma maneira assustadora eles não mais conseguissem se reinventar e caíssem no completo esquecimento?
Claro, existiria a possibilidade de todas as minhas hipóteses não terem sentido nenhum e eles continuarem a ser um sucesso de público e mídia, quem sabe?
Não digo por valores humanos, até porque seria insensível demais da minha parte e sim no quesito banda/como artistas, mas será que o fim tão trágico da banda não os poupou de um "final ainda pior"?
Afinal, até hoje muitos assim como eu se divertem, refletem e são apaixonados pelas músicas deles, fazendo com que o legado deles viva pra sempre.

Será que realmente não teve sentido?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O que será o amor?

(texto de dezembro de 2009)

É incrível pensar que a vida muda tanto em tão pouco tempo, são tantas volta que nos vemos perdidos em meio a tantas transformações.
Às vezes até nós mudamos, e o pior de tudo: sem percebermos, o que acontece é que um dia nós nos olhamos e percebemos que não parecemos nem um pouco com o que um dia já fomos.
Tantas vezes eu paro e me pergunto o que vai ser do futuro? Já que há tanto tempo eu tinha uma visão do mundo e apesar de ela não ter mudado muito eu vejo que a minha percepção acerca de alguns assuntos mudou.
Só que uma coisa pra mim ainda não mudou: a minha incompreensão ao amor, um dia quando perguntado se eu já tinha gostado de alguém eu até fiquei em dúvida sobre o que responder, porque até hoje não sei se realmente amei alguém durante boa parte da minha vida ou se apenas consegui me convencer de que gostava de alguém ao ponto de pensar que amava.
É claro, amo muito meus amigos/as isso é inegável e não sinto pesar em dizer que os amo, porém quando o tipo amor é outro eu até agora não descobri se sei o que é, já que tanto ouço falar de amor e por fim nunca vejo alguma demonstração convincente o suficiente que me faça descobrir o que ‘ele ‘ realmente é.
Sei que o meu modo de ver as coisas não segue nenhuma regra ou padrão, porém, uma coisa pra mim talvez nunca mude o meu modo de tentar ver o amor, já que pra eu dizer “eu te amo” é muito fácil, você pode acordar de manhã e dizer isso pro primeiro ser vivo que passar na rua (não sem causar algum estranhamento) só que o difícil é dizer realmente com o sentimento verdadeiro no coração, logo: se eu não sei o que é o amor eu não consigo dizer que amo alguém.
Sei lá, talvez seja só delírio meu, mas pra dizer que ama tem que ter sentimento (nem que seja de irmão), mas tem que existir.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Discutindo postagem alheia - PL 122

Como já feito outras vezes, vou comentar um pouco sobre uma postagem de um dos blogs que eu acompanho, dessa vez gostaria de comentar um pouco sobre a postagem PL 122: A lei do privilégio do blog "A Verdade vos Condena" do meu amigo Luiz Henrique.
Nesta postagem ele de certa forma critica a aprovação do projeto de lei que prevê como ato passível de punição a discriminação contra gays, embasado no argumento de que a questão da homossexualidade é algo comportamental.
Longe de querer colocar palavras e intenções na postagem alheia, apenas tiro por base o que compreendi da postagem que li, mas enfim, longe de querer entrar na raiz da questão de orientação e comportamento sexual.
Apenas acredito que o povo brasileiro é muito mal acostumado e que muitas coisas ele só aprende se for coagido a aprender, acho uma completa besteira ter de aprovar uma lei para que não se discrimine um homossexual, basta apenas ver que a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos o direito inalienável à vida plena, independente de cor, classe, opinião ou opção.
É como disse, não quero entrar no mérito da questão homossexualidade, apenas acredito que mais que uma questão comportamental, é algo que se desenvolve (ou até mesmo se descobre) juntamente com a formação de seu caráter, tenho certeza de que qualquer pessoa homossexual que sabendo o preconceito que poderá sofrer no futuro escolheria pura e simplesmente ser homossexual.

É como eu disse, vivemos em um país que apenas aprende a respeitar o direito do outro quando é coagido (ou obrigado) a fazê-lo...

domingo, 5 de junho de 2011

Desejos


(texto de dezembro de 2010)

Nunca percebi o quão supérfluos podem ser os nossos desejos, quer dizer, tantas vezes desejamos ardorosamente coisas desnecessárias.
Pode parecer uma conclusão idiota de tão lógica ou idiota por si só, porém, de uns tempos pra cá começou a fazer muito sentido para mim já que no início do ano eu queria com todas as minhas forças poder ganhar um notebook, depois percebi que seria algo exagerado e passei a querê-lo apenas para a apresentação do meu TCC, depois percebi que não teria a mínima necessidade e realmente não teve, apresentei meu TCC e continuo sem notebook.
Mas o pior de tudo isso foi perceber que enquanto eu queria apenas um aparelho eletrônico talvez até por status ou algo assim existem tantas pessoas que pedem apenas uma casa para morar ou pelo menos uma roupa para vestir, não quero que isso seja entendido como um texto de assistencialismo barato (até porque nunca gostei disso), não se trata também de um texto de auto exaltação até porque como já disse não me interesso por aparecer as custas do sofrimento alheio.
É apenas a minha forma de ver algumas coisas, pois enquanto perdemos tempo desejando coisas que não tem importância, vemos diversas pessoas que desejam ter ao menos 10% de tudo aquilo que muitas vezes desprezamos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Eu te amo" (mesmo?)


O que vale mais?

Sentimento ou palavra?

Será que um “eu te amo” dito da boca pra fora vale mais do que um abraço com carinho?

Não consigo entender o quanto as pessoas precisam ouvir e dizer “eu te amo” até mesmo quando o sentimento presente é bem diferente de amor, será que é melhor fazer alguém acreditar nesse dito “amor” do que mostrar a verdade sem precisar envolver o coitado do amor na história?
Não sou a pessoa mais indicada pra falar de amor, até porque acho que nem conheço “esse cara”, mas cada dia mais me sinto estranho quando vejo alguém dizer que ama alguém da boca pra fora - sem julgamento de caráter- até porque não sou perfeito também, mas acho que sentimentos devem acompanhar palavras.
Prefiro mil vezes que alguém me diga que possui uma paixão (corporal) ou carinho por mim e deixe isso bem claro do que ouvir um “eu te amo” tão forçado como se surgisse de uma obrigação."

(Texto original de dezembro de 2010) 
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