terça-feira, 31 de maio de 2011

Discutindo postagem alheia - E a culpa é de quem mesmo?

Partindo da postagem Greve dos Professores do blog Veja com Seus Olhos, fiquei pensando um pouco na questão do comportamento dos alunos dentro das salas de aula.
Será que realmente as más ações são derivadas da má índole das pessoas, ainda mais quando no início da formação de suas personalidades ou será tudo uma questão de costumes, algo já trazido de casa?
Em meu curto período de experiência profissional sempre trabalhei em ambientes de educação (três meses em um centro de educação infantil, três em uma faculdade e um ano e meio em uma escola com cursos profissionalizantes) e apesar das diferenças de idade entre os públicos atendidos pelas escolas percebi algo muito comum entre os alunos ditos de "má índole": muitos deles trazem esse comportamento de casa, mas não como algo inerente a suas personalidades e sim fruto de uma má educação por parte dos pais.
O fato é que muitos pais deixam seus filhos livres demais para que aprendam as coisas da vida com o mundo, só que muitas vezes isso não traz resultados muito bons, por outro lado, outros pais prendem seus filhos demais, fazendo com que ao primeiro sinal de liberdade eles se rebelem.
Não digo que em um futuro próximo eu também não cometa um desses erros mas gostaria de frisar que uma boa educação é feita com base no equilíbrio, ou seja, com liberdades até certo ponto, inclusive porque tudo que é demais não faz bem.
É importante destacar que ninguém é essencialmente bom ou ruim, tudo é apenas uma questão de costume, de convívio, pois em muitas vezes o meio onde vivemos influencia (e muito) na nossa personalidade.

Tudo é questao de tempo

Engraçado que sempre que digo que "na minha época era diferente" muita gente ri de mim porque pensa que eu digo que sou velho demais.
Partindo do fato de que o meu círculo social é composto por pessoas de em média 17 anos, sim, eu acabo sendo o mais velho, porém o que ninguém nunca entende é que não falo isso para ressaltar a diferença de idade existente e sim para ressaltar a diferença de costumes.
Explicando melhor: talvez por um pouco de influência das pessoas que conviviam comigo na minha infância (4 ou 5 anos mais velhos que eu) eu aprendi a viver no mundo dessas pessoas, ou seja, com a mentalidade de quem nasceu no meio da década de 80),  o que acaba realçando o meu ponto de vista, "minha época" era diferente da época da maioria das pessoas com quem convivo hoej em dia.
Nos meus 6 anos a mania do momento era assistir Power Rangers, aos 12 era brincar com bonecos, fazer lutinha, entre outras coisas de criança mesmo, já nos tempos atuais, 12 anos é a idade de começar a ir nas festas, 13 de começar a beber com os amigos...
Admito que é até um tanto de exagero da minha parte, mas "essa geração" e as próximas estão vindo estão cada vez mais precoces e só servem para ilustrar mais fortemente o meu raciocínio de que "na minha época era diferente"...

domingo, 29 de maio de 2011

O valor das pequenas coisas...

Um dia enquanto eu passeava com um tio, ele me perguntou:
-Qual que achas ser o sentido da vida?
Eu, no alto de minha sabedoria de um garoto de 12 anos respondi:
-Claro que é " fazer o bem sem olhar a quem ".

Recebi um olhar de reprovação e a seguinte resposta:
-Isso é muito mecânico, não é exatamente só isso...

Confesso que não me recordo em como terminou essa conversa, o fato é que de tempos em tempos esta história me vem na cabeça e fico me questionando "porquê não pensei em uma resposta realmente melhor?"
Claro, que um garoto de 12 anos não teria todas as respostas do universo, assim como muitos idosos de quase 100 anos não as têm e sem dúvida um garoto não seria capaz de perceber a real grandiosidade de uma pergunta como essa.
Mas o fato é que quando paro para pensar nisso mesmo com quase 20 anos, percebo que ainda não tenho essa resposta (e acredito que possivelmente nunca a terei), só que entendi uma coisa de tudo isso, como os resultados nunca serão os mesmos para todos as receitas também não serão as mesmas.
Ou seja, eu não tenho a mínima ideia do que seja o real sentido da vida humana, mas aprendi que a minha vida começa a fazer sentido quando me sinto útil para o mundo, quando aconselho, quando ajudo, quando escuto, quando contribuo.
Em muitos momentos de [in]decisão (como agora) me sinto um pouco confuso, talvez até desorientado com os caminhos da minha vida, só que percebo que tudo começa a fazer sentido quando estou perto das pessoas que amo e lembro das coisas boas que vivi com pessoas  que não estão mais comigo.
É nessas horas que eu realmente percebo que tudo o que nos acontece sempre faz sentido...

O gol é só um detalhe... Tá parecendo que sim...

Apesar de não entender nada de táticas, esquemas e posições gosto muito de futebol, até um jogo da "quarta divisão paulista" é capaz de me prender por no mínimo 45 minutos e isso é algo que digo com todo o orgulho.
 São paulino confesso e milanista por costume, me sinto triste quando vejo que hoje em dia o que importa realmente no futebol não é só o o gol e os títulos e sim todo um cenário político e conflituoso sempre presente no nosso futebol.
Acho extremamente irracional (para não dizer imbecil) [pessoas que se dizem] torcedores se matarem (ou tentarem se jogar de alambrados) quando o time perde ou é eliminado de qualquer campeonato ou pior ainda, insistirem em provocações idiotas que não dizem nada mais do que a ignorância de quem os usa.
Rogério Ceni usa uma camisa rosa em um jogo (é Bambi, claro), Atlético Mineiro utiliza uniforme 2 em tons de rosa (boiolas, sem dúvida), exemplos não me faltam da tamanha ignorância de pessoas que se dizem entender de futebol, afinal, o futebol é só a cor das camisas e xingamentos?
O dia em que o Flamengo entrou em campo utilizando uma camisa azul e amarela ele deixou de ser Flamengo? O dia em que o Corinthians estreou uma camiseta roxa, deixou de ser Corinthians?
Então eu me pergunto, de que valem todos os xingamentos?
Rivalidade no futebol é ótima, valoriza mais os conforntos entre as equipes, mas afinal, será que é tão necessário descer de nível para atingir o rival?
A provocação deve estar baseada no que os times realmente fazem em campo, os títulos que têm, por exemplo, os Colorados se vangloriam por possuirem todos os títulos que poderiam conquistar, é legal, motiva os outros times a buscarem os títulos que lhes faltam, agora um torcedor tentar atingir o outro chamando de Barbie, Bambi, Maria é irracional e sem sentido.
Enquanto o futebol se basear apenas em xingamentos sem sentido e provocações idiotas, vamos continuar tendo um futebol que sempre culminará em organizações medíocres e clássicos que sempre terminarão em pancadaria e quebra-quebra.
E é isso que eu acredito....

sábado, 28 de maio de 2011

Discutindo postagem alheia - Professores? Greve? Da Europa não se pode ver, não é?

Partindo dessa postagem feita pelo Luiz Greve dos professores decidi também dar pitaco sobre o assunto.
Afinal, aluno técnico também é aluno estadual, há muito tempo aprendi que greve nunca é boa, até porque obriga professores e alunos a reporem o tempo perdido nos finais de semana ou em casos possíveis em horários alternativos aos das aulas, pois bem, no ensino médio eu me assustava quando via que os alunos adoravam os tempos de greve porque não tinham aulas e só eu e uns poucos "alienados" pensavamos nas possíveis reposições futuras.
Nos dias atuais meu pensamento não é tão diferente, apesar de hoje em dia aprender a "valorizar um dia de descanso", ainda me desanimo com o fato de não ter aula quando deveria.
Mas entrando melhor no mérito da questão, me revolta saber o quanto o governo do estado de Santa Catarina pensa ser supérfluo o direito a educação de vários catarinenses (apesar de entender que lidar com finanças deve ser algo extremamente complicado), penso ainda que nossos governantes não medem esforços para realizar obras suntuosas que engrandeçam seus nomes sem "pensar" em um melhor uso para essas verbas públicas, afinal, será que é realmente tão caro dar uma aumento (merecido) para os professores?
Nunca entendi de política, mas sempre aprendi que viveriamos melhor sem 80% dos políticos que existem por aí, daqueles que sempre buscam o sucesso através de seus métodos escusos e sua politicagem de palavras bonitas e também sempre aprendi que um profissional motivado e valorizado trabalha melhor.
E agora deixo a pergunta, será que se fosse um serviço que realmente influenciasse a vida de nossos queridos governantes (já que os filhos de nossas queridas Excelências devem estudar nos melhores colégios particulares do estado ou até do mundo), será que a greve duraria mais que dois dias?

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A hora do adeus...

Curioso, eu nunca soube abandonar nada na minha vida, sempre adiei e até evitei esse tipo de decisão, acho que nunca aprendi a dizer adeus a nada que tive ou fiz e dessa vez não foi diferente...
Quem convive comigo fora do trabalho e alguns alunos já sabem que eu vou abandonar o meu estágio (não abandonar, cumprir contrato e não renovar) só que o que talvez não muitos saibam é o quanto essa decisão me doeu e ficou me remoendo na cabeça.
No momento em que eu comuniquei a minha decisão (embora ainda bastante hesitante) parecia algo dito de maneira repentina e impensada, porém isso já rondava a minha cabeça há muito tempo e depois que falei veio junto uma sensação de alívio, porque já não precisaria esconder isso de ninguém, há quem possa dizer: "ele saiu porque não gostava do estágio" ou até "ele não gostava de estar lá", mas é muito pelo contrário, nunca pensei que pudesse me sentir tão em casa estando em meu local de trabalho, até porque quando você permanece mais de um ano e meio numa empresa e mais que isso, sem ser um funcionário (sendo apenas um estagiário) dá quase uma sensação de dever cumprido.
Embora eu acredite que ainda tivesse muito a realizar lá dentro, penso que é certo finalizar este ciclo agora, até porque vi muita coisa mudar lá dentro e fiz tantas outras mudanças acontecerem, mas sinceramente o que mais vai me fazer falta é o material humano que você adquire em experiências como essas, quantas pessoas você encontra, quantas histórias de vida diferentes, não posso dizer que me tornei amigo de todos os alunos e profissionais que convivi, mas sem dúvida, muitos não sabem, mas modificaram demais o meu modo de pensar e/ou agir e sem dúvida, quando chegar às 17:30 do dia 30 de junho é isso que vai pesar no meu peito quando eu retirar o crachá do peito e assinar meu ponto pela última vez dentro do SENAI de Capivari de Baixo.
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