segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quando eu acordar...

...não quero mais nuvens no céu,
Não quero mais tempo ruim...
Não quero mais solidão...
Não quero lembrar que enquanto estou pensando em mim existem milhares de pessoas que por fome mal conseguem pensar direito...
Não quero ver mais o sofrimento nos olhos de quem amo...
Não quero ter de disfarçar o que eu sinto por medo do que possam dizer...
Não quero ter de fingir que estou bem quando tudo o que eu quero é explodir...
Não quero mais ver tanta ignorância, tanto desrespeito...
Não quero saber se alguém é amarelo, vermelho ou roxo e sim que é humano assim como eu...

Não sei, talvez eu não acorde com tudo isso,
Talvez eu não entenda
Talvez tudo possa ser um sonho,
Mas quero poder um dia acordar dos pesadelos que me cercam e ver que se abrir os olhos terei ao meu redor o mundo que sonhei...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Porque meu gosto é diferente...

Acho engraçado que sempre que comento com alguém que gosto de músicas italianas recebo como resposta ou um olhar de espanto ou uma declaração de repúdio do tipo: "Ah, mas música italiana é chata, é só coisa romântica..."
Sim, realmente eu ouço muita música romântica (italiana e brasileira também), só porque música italiana pra mim vai muito além de Laura Pausini, Eros Ramazzotti, Tiziano Ferro e tantos outros cantores e compositores já tão conhecidos (pra não dizer 'batidos' aqui no Brasil), pra mim música italiana também é Elisa e sua voz suave cantando seus versos de amor e poesia, é o pessoal do Negramaro com os falsetes interessantes (além de incríveis) do Giuliano Sangiorgi cantando os mais diversos sentimentos e sensações com seu rock empolgante, é também Pierdavide Carone (sim, uma cria de reality show), mas ainda assim um jovem com letras curiosas, engraçadas e também românticas, é Alessandra Amoroso (outra cria de reality), mas que tem uma voz incrível, uma potência vocal sem dúvida fantástica e tantos outros que despertam a curiosidade, a paixão a alegria e até a tristeza de quem os ouve.
Não vou dizer que não gosto de música brasileira, gosto muito, inclusive adoro muito samba de raíz (daqueles com letra e conteúdo, coisa que no nosso dia-a-dia não vemos muito), adoro também muito rock dos anos 80, mas definitvamente não consigo me empolgar com Luans, Coloridos, Rebolations e coisas afins, sei lá, eles fizeram por merecer para chegar onde estão, não posso desmerecer-los, afinal, também almejo um dia poder cantar por aí, mas realmente são coisas que não 'me fazem muito a cabeça'.
Mas mais do que tudo, música é música em todo lugar e o que importa é o sentimento colocado nela, porque quando a música é feita com coração e com alma, até quando cantada em finlandês consegue passar emoção para quem quer que seja...

Viva a música livre de estereótipos e conceitos pré-[de]formados.

O que aprendi com Jair Bolsonaro

Pegando uma carona nesse assunto, escrevo este texto logo após assistir o programa CQC da Rede Bandeirantes e ver pela segunda vez as declarações do deputado Jair Bolsonaro é incrível o quanto esse senhor consegue me surpreender, aliás, não apenas ele, e sim todos os políticos da nossa querida nação, afinal, dá pra imaginar como cidadãos como esse chegam ao poder?
Quer dizer, quantas pessoas negras e até gays perderam seu tempo pra eleger uma pessoa como esta vislumbrando uma vida melhor para si e para suas famílias e seis meses depois serem obrigadas a ouvir os absurdos que ele disse.


(longe de querer defendê-lo) Sou negro e estou alegadamente longe de fazer parte de uma família rica, sou filho de servidor público e dona de casa (e tenho muito orgulho da minha origem), mas tenho de dar um pouco o braço a torcer, pois também não sou muito a favor de cotas (com o perdão da expressão) “racistas”, até porque acredito que além dos negros também deveriam possuir cotas os indígenas (que de certa forma também são meus antepassados e junto com os africanos e tantos outros povos construíram esse país), os provenientes de áreas de pobreza extrema, mas mais do que isso, sou a favor do ensino de qualidade nas escolas públicas, pois só assim teremos uma nação forte e respeitada e deixaremos de ser um eterno “país em desenvolvimento”.


Mas sinceramente, fico triste em saber que a cada quatro anos nós perdemos cerca de duas horas do nosso dia elegendo pessoas como Bolsonaros, Collors e tantos outros que tanto mal representam o direito de escolha dos brasileiros, pois protesto não é colocar o Tiririca no governo e sim votar nulo (que ao contrário do que muitos dizem não é desrespeito à cidadania e sim uma mostra de que não estamos contentes com os “maravilhosos” candidatos que nos visitam de quatro em quatro anos lembrando-se apenas de nós para garantir seus preciosos cargos).
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