sábado, 31 de dezembro de 2011

Faça o que eu digo...

Eu rio quando sou confrontado com questões como a que o meu pai me fez há pouco tempo atrás:

"Como eu que havia coordenado um grupo de jovens e era tão ligado à igreja, deixo de frequentá-la por um bom tempo?"

Mas não é tão difícil explicar, para ser mais lúdico: quem nunca esteve em uma empresa na qual não concordava totalmente com os rumos que ela tomava? Ou até mesmo com algumas decisões de seu chefe?

Comigo acontecia mais ou menos assim, só que eu não questionava o meu 'chefe' e sim aqueles que 'falavam em nome dele', cabe ressaltar que esse meu afastamento conicidiu com uma profunda 'crise de confiança na raça humana'.

Ainda acredito em muitas coisas que eu pregava, entretanto, existem alguns pontos divergentes entre o que eu dizia e o que eu pensava, e como já disse há algumas postagens atrás, sempre busquei agir com a maior honestidade possível, tanto com as outras pessoas quanto comigo mesmo e essa vida que eu levava não colaborava com isso.

Pense no dilema na cabeça de um jovem em dizer para um grupo fazer algo ou agir de uma maneira e em algumas vezes acreditar no completo oposto...

Fiquei triste em abandonar a vocação que recebi, entretanto, me senti pouco digno de estar 'realizando meu papel' e dizer que não fazia ou que não diria coisas que tenho como convicções pessoais.

"Você não pode ser refém da sua consciência"

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

L'unica eccezione

Dizer que não existe preconceito no Brasil é a mesma coisa que dizer que todos os políticos brasileiros são honestos...
Até porque todos temos nossas reservas sobre um ou outro 'tipo de pessoa' e mesmo eu, algumas vezes também sendo discriminado tenho minhas reservas a um 'tipo' de pessoas.

Pode parecer ridículo, mas desde que comecei a saber o que é o homossexualismo (quando passei a ouvir falar sobre ele 'de um modo adulto') comecei a considerar dois tipos de pessoas homossexuais (nesse caso, conceitos mais aplicáveis aos homens) os que considero "gays" e os que chamaria de "frescos".

É de fato, uma classificação bastante discriminatória, não nego, entretanto, acredito que se explicar melhor talvez até consiga fazer com que alguém entenda o meu lado ao pensar desse modo.

Para mim os "gays" são os homossexuais que mais respeito, pois vivem suas vidas normalmente, se relacionam, se apaixonam mas continuam sendo 'pessoas normais', ou seja, não tornam sua definição sexual algo digno de alarde.

Já os que considero "frescos" são aqueles que em tudo querem chamar atenção e que em muitas vezes quando lhes é negada a atenção que desejam colocam o fator preconceito como razão para tal, fazendo com que muitas vezes as pessoas [realmente] criem preconceitos tolos sobre todos os homossexuais.

Além do mais, os que considero como "gays" são capazes de manter relacionamentos de amizade com pessoas do mesmo sexo, mantendo sempre o respeito no tratamento.

Entretanto, os "frescos" são incapazes de tal, pois quando percebem que a pessoa do mesmo sexo os trata com respeito, logo passam a se insinuar para elas mesmo quando é claro que o interesse não é recíproco.

Eu poderia ficar horas elencando várias diferenças, mas acho que essas já são bastante significativas para ilustrar meu ponto de vista, como disse, sei que é uma atitude preconceituosa, mas mesmo tentando tratar a todos com respeito, algumas pessoas extrapolam e não fazem valer o respeito que recebem...

domingo, 25 de dezembro de 2011

$ó no Natal...

(Essa postagem não é recomendada para quem verdadeiramente esperou o Papai Noel na noite do dia 24...)

Primeiramente quero deixar bem claro que não sou contra o Natal, mas sou contra contra o simbolismo que ele adquiriu, aliás, "simbolismo" não, "materialismo", afinal, o que é o Natal hoje em dia a não ser troca de presentes?

Minha formação católica sempre me ensinou que no Natal comemorávamos o nascimento Daquele que veio para salvar o mundo, só que cada vez mais eu vejo que o principal homenageado no Natal, não é ninguém menos que o Papai Noel.

Ok, vão dizer que é implicância minha, ou até cisma e na realidade é mesmo, eu sinceramente não consigo aceitar que uma data com um significado tão importante para várias religiões e doutrinas seja suprimida pelo simples desejo consumista.

Hoje me assustei ao ver que o meu primo ao encontrar todo e qualquer parente perguntava: "Cadê o meu presente?", realmente parece algo bem engraçadinho no primeiro momento, mas me fez refletir sobre o que as pessoas realmente pensam do Natal, será que realmente o dia 25 de dezembro so se resume em comprar presentes?

Muitos cristãos precisam rever os seus conceitos o mais rápido possível...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O sol existe para todos...

Essa postagem tem uma espécie de propaganda, que na verdade é como uma homenagem de um fã.

Sempre acreditei que o sucesso é algo que pode vir para todos, mas só permanecem com aqueles que sabem lidar com ele, pois como tudo na vida, tem seu lado bom e ruim.


Escrevo esse texto enquanto ouço Imagine (John Lennon) interpretado pela querida Ana Liberato* no Uniluz em Tubarão/SC.

Dizer que sou um admirador do talento dela seria algo muito fácil, já que há algum tempo não sou só eu a admirá-la, mas acho legal a sensação de saber que alguém  que conheço está mostrando seu trabalho e alcançando seus sonhos.

Feita a propaganda gratuita [risos]...

Ultimamente não é raro observar músicos/atores que aparecem de um momento para o outro e que subitamente somem da grande mídia, o que comprova minhas crenças: o sucesso pode vir para todos, porém nada substituirá o talento, quer dizer, é possível uma banda obter considerável sucesso em um ano e não conseguir se manter 'no topo' por não ter  talento ou mesmo capacidade de lidar com o sucesso.

Até porque o sucesso é algo muito relativo, você pode chegar ao topo de sua carreira e não conseguir alcançar suas realizações pessoais, como o caso da cantora Maysa que mesmo tendo o talento necessário para encantar multidões sobre os palcos não teve o mesmo 'desempenho' para gerir a sua vida.

É por essa premissa que eu sempre me questionei sobre a morte da banda Mamonas Assassinas, afinal, eles se tornaram mitos de uma geração após a morte, será que se ainda vivos conseguiriam mater e lidar com toda a fama que alcançaram?

Desde mais novo fui apaixonado por música, mas nunca considerei ter o talento necessário para obter sucesso, até porque canto para 'espantar meus fantasmas' e não para tentar obter dinheiro e reconhecimento por isso, claro, dinheiro é bom, mas infelizmente não é tudo, realmente acho que não viveria bem se seguisse esse caminho, até porque só vemos o lado bom 'dessa vida' e não os seus inconvenientes.

Quem tem talento e paixão pelo que faz, alcança o topo mais rápido, porque tem foco nos seus sonhos, logo, dribla melhor as dificuldades...

Termino essa postagem desejando toda a felicidade do mundo e muito sucesso à Ana Liberato, que ela consiga fazer do seu sonho a motivação que ela precisa para encarar as dificuldades da vida, pois sei que talento - sem dúvidas - ela tem.

*Links sobre a Ana Liberato:

sábado, 19 de novembro de 2011

Pobreza

É interessante que quando você começa a trabalhar com pessoas, você começa a conhecer algumas qualidades (presentes em muitas) e sem dúvidas, muitos defeitos.
Talvez um dos piores que eu encontrei foi essa tal de "pobreza", mas não é nem da pobreza no sentido monetário -que pra mim não é um defeito, e sim uma condição- a pobreza de que falo é algo que pode ser chamado de 'pobreza de espírito', como uma especie de mesquinharia.

Trabalhando em um parque você vê o quanto alguns pais se tornam reféns das vontades dos filhos, até aí tudo bem, o problema é quando esses pais vêm com um espírito de 'donos da razão' e falam pra que você não cobre a entrada da 'criança dele' no brinquedo, isso é o que eu acho um tanto ridículo.
Afinal, os preços estão ali, não é quem atende que os faz, quem atende tem apenas a função de cobrar, colocar a criança no brinquedo e vigiar para que nada aconteça.

E mais, o que tal criança tem de tão especial para ter o direito de entrar de graça em um brinquedo que todas as outras tiveram de pagar?
Qual a diferenciação dessa criança?

Nunca escondi de ninguém o meu 'lado pão-duro', entretanto, sei que se os preços estão ali -por mais injustos que possam parecer- não sou capaz de pedir para que 'não me cobrem dessa vez', acho isso uma ação triste...

E o agravante é que esses pais não eram pessoas tão necessitadas assim, eram pessoas que aparentavam um bom 'nível financeiro', aliás, os pais 'menos abastados' eram os que menos 'choravam' pelo preço dos brinquedos, simplesmente perguntavam e se podiam pagar, pagavam sem drama. -isso é que era o mais curioso-

Mas será que os pais acham que é uma boa atitude diante dos filhos essa de 'choramingar' por dois ou três reais que eles muito bem podiam pagar?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Lula, o Facebook e o SUS

Essa semana para os noticiários foi marcada como a semana da descoberta de um câncer malígno na laringe do ex-presidente do Brasil Luiz Inácio da Silva, o assunto rondou os jornais, os telejornais e como não podia ser diferente também habitou as redes sociais.
Acabou chegando ao Facebook e de uma maneira - considero eu - um tanto engraçada, já que chegou ao meu conhecimento um 'protesto' pedindo que Lula fizesse seu tratamento pelo SUS.

Eu sinceramente ri muito no primeiro momento que vi esse 'protesto', pois encarei como brincadeira, entretanto, vi que alguns colegas do Facebook acharam uma ideia bastante ofensiva e assim como os simpatizantes difundiram tal protesto, os contrários repassaram uma réplica.

Só que nessa semana não foi só o nosso ex-presidente que 'ficou doente', também eu precisei de atendimento médico e desse modo pude conferir a diferença do público para o particular.

Realmente o abismo é muito grande, a diferença é gritante, pois num primeiro momento, fui no hospital da cidade vizinha que atende a população de toda a região e sinceramente, me senti mais doente ainda, fazia um bom tempo que eu não via uma fila de pronto socorro público - e particularmente prentendo não ter de ver de novo tão cedo - afinal, as pessoas realmente 'tinham cara de doentes' - OK, sei que é isso que se encontra em um hospital, mas não imaginava ver pessoas com expressões de tanto sofrimento e um clima tão pesado no ar - pra piorar a situação, eu cheguei lá às 16:00 horas, já passavam das 17:30 e nada, enquanto eu ouvia pessoas dizerem que já estavam esperando desde às 14:00, pois tinha apenas um médico para atender umas 15 pessoas.
Resultado: desisti e fui para o pronto atendimento da minha cidade - afinal, só teria gente daqui - realmente, tinha pouca gente esperando, entretanto, o diagnóstico durou cerca de dois minutos - pode me chamar de 'reclamão', mas acho que em dois minutos não dá pra se ver muita coisa - achei algo muito superficial, algo que não me bastou*.

Dois dias depois, ainda doente, volto a me consultar, dessa vez em uma clínica particular e a grande diferença: a espera foi bem menor, a atenção ao problema também pareceu maior e a tentativa de diagnóstico bem mais convincente.

Lógico que existem alguns 'parênteses':

- Se fosse um caso muito grave eu teria sido antendido um pouco mais rápido na fila do SUS;
- Não reclamo de quem me atendeu na minha cidade, apenas achei um diagnóstico muito rápido.

O governo justificava a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira) - nome pequeno [risos] - como um imposto necessário para a manutenção dos serviços de saúde,  entretanto, a saúde pública no Brasil sempre foi uma 'calamidade pública' e CPMF pouco ajudou pra melhorar**, com a sua extinção o governo continua acreditando que precisa de um imposto equivalente para fomentar a saúde no País. - o que eu acredito que não ia servir pra absolutamente nada -

Mas voltando ao Lula, acredito que ele até teria um tratamento relativamente bom no SUS, mas só por ser o Lula, se fosse qualquer metalúrgico Luiz da Silva acho que não teria a mesma sorte...

Pessoalmente, acredito que se o Lula chegou onde chegou - politica e financeiramente - foi por esforço - (sem julgamento de caráter) porque até pra roubar se exige um certo esforço - e se ele sabe o perigo que seria se tratar no SUS algo tão grave como um câncer, que use seu plano de saúde particular, espero sinceramente que ele melhore e espero mais ainda que a 'saúde da saúde pública' melhore muito mais.


*Não difundindo a ideia de que diagnóstico bom é demorado.
**Eu sei que não funciona por causa dos 'desvios' até chegar no destino'.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ECA!!

Acho muito bom que exista uma série de leis que protejam a infância e a juventude do nosso país, vejo o Estatuto da Criança e do Adolescente (criado em 1990) como uma excelente arma contra vários abusos antes cometidos contra as 'nossas crianças'.

Porém como toda 'arma' o Estatuto, na minha opinião, ao mesmo tempo que protege também fere inocentes, já que um dos nossos problemas sociais é de certa forma resultado da proteção do ECA.

O Estatuto protege todas as crianças e adolescentes e é 'aí que mora o perigo', já que, o nosso Estatuto não permite que menores de 18 anos sejam presos ao cometer crimes, aliás, menores não cometem crimes e sim 'atos infracionais' e ao cometê-los não vão para cadeias, são recolhidos para 'unidades de correção'.

Acontece que esse 'recolhimento' só é válido até os 18 anos e em alguns casos esses menores retornam para as ruas praticamente com a 'ficha limpa' e o pior de tudo, as ditas unidades de correção em nada corrigem e só servem para 'entortar' mais o caráter de alguns 'pequenos criminosos'.

Lembrando que não estou generalizando, existem até exceções à regra, porém são mais difíceis casos de jovens que conseguem se recuperar após passar por tais instituições.

Só ressaltando que não é só o ECA que protege (na minha opinião) de forma injusta alguns criminosos, nosso Sistema Penal possui muitas 'brechas' que muitas vezes favorecem o 'verdadeiro' criminoso e prejudicam a sociedade.

É justo proteger a infância, mas é como diz a velha frase: "o direito de um acaba quando começa o do outro", acho bastante injusta a ideia de que um alguém (mesmo que uma criança) que cometa um crime conscientemente seja protegida ao ponto de não pagar por seus crimes.

Entretanto, acho uma reforma penal algo muito utópico, já que o nosso sistema prisional pune e não corrige, logo, é praticamente inimaginável esperar que os presos no Brasil saiam realmente 'recuperados' depois de condenados.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Memória

A memória é um negócio engraçado...

Quer dizer, tem tantas pessoas que 'me conhecem' mas quando me veem nem se lembram de mim, ou fingem que não se lembram [risos].
Mas fora de brincadeira, acho interessante o quanto a minha memória é capaz de me pregar peças, quantas coisas eu precisava lembrar que sumem da minha cabeça em um piscar de olhos.
Em compensação, vários 'ex-amores' assombram o meu dia e me fazem lembrar de detalhes mínimos, quase insignificantes de momentos que particularmente eu preferiria esquecer...

Será que é tão difícil apagar da nossa mente o que nós não queremos ou não precisamos mais lembrar?


Muitos de nós são escravos das lembranças, vivemos desejando o que já passou e algumas vezes temendo o que está por vir, talvez por medo de reviver emoções ruins.

Mas é preciso lembrar que algumas lembranças ruins são a nossa motivação para ir cada vez mais além dos nossos limites, para isso basta apenas acreditar que somos capazes.

ps.: O texto pode estar meio desconexo mas me serviu como um desabafo...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O que te envergonha?

Estava pensando em umas coisas do meu passado e comecei a rir sozinho com o que lembrei.

Na verdade sempre tive muita vergonha de fazer muitas coisas por medo do que as pessoas pudessem dizer, apesar de muitas vezes as 'razões' da minha vergonha não precisarem de muita força para aparecer.
Isso já vai de muito tempo pois desde criança já era um menino muito educado e confesso que durante bastante tempo fiquei com vergonha 'dessa educação', já que o menino quando não é jogador de futebol ou um piadista nato no ensino fundamental é tido como no mínimo "estranho" ou adjetivos menos educados.

Sinceramente, nunca tive vergonha de ser negro afinal, tem gente que tem vergonha de ser branco, amarelo, indígena, negro, enfim...

Porém depois de um tempo eu 'descobri' uma coisa que me deixou com muita vergonha, que era nada mais que a minha língua, quem me conhece percebe que eu tenho um pequeno probleminha de dicção [risos] que me agonia bastante e durante um certo tempo me fazia ter medo de falar em público, talvez por vergonha de que as pessoas vissem, ficassem reparando e comentando.

O 'melhor' é que quanto mais o tempo foi passando, eu adquiri uns complexos bastante 'legais', depois de um certo tempo eu 'adotei' um complexo com peso, mesmo não tendo o biótipo que as pessoas chamam de "gordo" sempre fui um pouco mais 'encorpado' que o 'normal', resultado: uma maravilhosa vergonha de tirar a camiseta em público, mesmo sabendo que não tem nada demais.

Mas definitivamente a minha maior vergonha era ligada a minha dita educação, como pregavam que o rapaz que apresentasse traços de educação era sem dúvidas gay, eu sempre ficava nesse impasse de agir como a maioria ou ser rotulado por ser como eu sempre fui.

Acredito que para boa parte dos homens (se não todos) têm vergonha quando a sua opção sexual é confrontada ou colocada em dúvida, acho que algumas vezes ocorre até com os homens gays e sempre ficam procurando uma maneira de se justificar.

Acontece que acabei me apaixonando por uma atividade que em muitas vezes já fez com que me rotulassem: o teatro, diversas vezes afirmei o quanto me tornei um apaixonado por essa arte, entretanto, nem sempre eu disse o quanto eu já ouvi de 'questionamentos' e piadas por fazer teatro.

Inclusive quando comecei, fui obrigado a ouvir uma professora da escola regular me dizer que quem fazia teatro era pessoal que "tinha a mão virada" entre outros 'elogios'.

Mas em pouco tempo entendi que o teatro é como qualquer outra paixão: para viver você precisa passar por muitos desafios e ouvir alguns desaforos, realmente, pra mim não foi nem um pouco diferente, no começo tive de superar a vergonha de ser um "novato pretencioso e de língua presa" mas depois desses anos aprendi a conviver com algumas coisas, aprendi que a língua é até um charme [risos], mas falando sério aprendi a melhorar um pouco a minha dicção graças ao teatro, perdi a vergonha de ser questionado sobre opção sexual e todo o mais.

Afinal, um homem tem de ser muito homem para aparecer diante de uma platéia com o rosto bastante maquiado sem se importar com uma possível hostilidade da plateia, até porque nenhum ator chega a lugar nenhum se tiver vergonha de 'fazer o que deve fazer'...

ps.: Quanto a camiseta é um complexo que eu ainda gosto de manter... [risos]

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nada é o bastante

Queria te dar uma rosa, só por você ser quem é,
Te daria mais um milhão de flores pelos dias que me fez feliz,
Quis te dar meu coração
Porém achei muito pouco para te agradecer por ser minha maior fonte de inspiração
Pensei em te entregar a minha vida
Porém nem uma vida inteira seria o suficiente para celebrar toda a felicidade que você me deu
Pois por um intante, mesmo que por um breve instante, minha vida teve um sentido
Porque ao ter você do meu lado, tudo teve explicação
Foi assim que mesmo que por pouco tempo o momento em que toda a minha existência deixou de ser em função do meu ego
E passou a ter apenas um sentido e uma razão: você...



(Achei esse texto antiguinho entre 'os meus guardados', achei interessante)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A copa do mundo é nossa...

...mas sem dinheiro não há quem possa...

É incrível como o Brasil tem o poder de sempre ceder a vontade 'dos grandes' e prejudicar seu próprio povo.
A última é que o governo brasileiro acabou de aprovar  uma medida que isenta a FIFA de impostos sobre itens das mais variadas áreas (de alimentação a equipamentos de escritório), sendo que esta é uma determinação da entidade para que as copas possam ser realizadas.

Isso poderia ser algo bastante insignificante se não vivêssemos em uma das nações com a maior carga tributária do mundo e que sempre justifica tal feito como um modo de proteger a saúde ou a educação (que particularmente acredito que pouco interessa aos nossos governantes).

Sendo que essa isenção passa a valer de 1 de janeiro de 2011 até 31 de dezembro de 2015.

Acho absurdo isso, afinal, 'para defender' a própria população, diminuir os impostos é fora de cogitação entretanto não o é para hospedar um evento que vai demandar muitos recursos, expor nossas fragilidades em relação ao transporte e que sobretudo, é organizado por uma entidade de idoneidade bastante questionável como a FIFA associada à entidade comandada pelo incrível, honestíssimo e digno senhor Ricardo Teixeira.

Reitero o que falei na postagem "2014 - porque os turistas são mais importantes que os brasileiros!" precisamos primeiro sanar nossa pobreza, desenvolver nosso País antes de querer atrair toda a atenção do mundo para dizer que podemos organizar uma copa e uma olimpíada isso é querer mascarar demais os nossos problemas.

E mais ainda, além de o governo ceder aos caprichos da FIFA ainda está (acredito eu) perto de ceder quanto a um direito do povo já garantido por lei que é o da meia entrada, nesse caso apenas os idosos teriam o direito de pagar 50% do valor das entradas das partidas (que por sinal imagino que não seja tão baixo assim), quer dizer, vamos organizar um mundial que vai nos fazer retroceder só porque temos medo de perder a chance de sediá-lo.

Com transportes precários, condições pífias de deslocamento urbano, falta de segurança nas cidades além de todo um processo para tornar os gastos menos claros corremos o risco de fazer a copa do mundo mais vergonhosa da história.

Enquanto isso comemoramos como o "país do futebol" que somos...

Pedido de desculpas

Peço desculpas a todos os que acompanham O palco dos pensamentos, mas o fato é que de tanto procurar emprego acabei encontrando um do qual não fui atrás, resultado: entrei em uma rotina quase que kamikaze que só me permite chegar em casa e desmaiar na cama.
Em breve acredito que as coisas voltarão 'ao normal' e a frequência das atualizações voltará a aumentar...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A polêmica do Rafinha

Pelo excesso de tragédias, pouco acompanho noticiários tanto de imprensa escrita, televisiva ou virtual e em alguns momentos fico até um pouco 'por fora' de alguns assuntos como esse que só fui ter conhecimento hoje e que envolve o comediante Rafinha Bastos membro do programa CQC - Custe o que Custar da Rede Bandeirantes.


Pra quem não sabe na edição do dia 19/09 do programa o comediante fez uma piada um tanto pesada sobre a gravidez da cantora Wanessa, fato que gerou grande comoção no imprensa que culminou no afastamento de Rafinha da apresentação do programa e também na ameaça do ex-jogador e empresário Ronaldo (sócio do marido da cantora) de retirar patrocinadores do programa caso nenhuma atitude fosse tomada contra o comediante.


O fato é que a Band conhecia o trabalho do Rafinha Bastos antes de contratá-lo, longe de querer ser 'advogado do diabo', entretanto, foi esse 'humor politicamente incorreto' que o fez ter o 'sucesso' que ele tem.


Ok, muita gente não gosta do humor praticado no programa, eu, particularmente, acho interessante o fato de em muitas vezes eles rirem da falta de conhecimento dos nossos políticos a respeito das suas próprias funções.

Não vou dizer que o comentário feito por Rafinha Bastos não foi infeliz, foi, entretanto estou no time dos que consideram que muita coisa infeliz é dita e feita na televisão brasileira e muitas vezes passa impune, outras tantas piadas do humoristico CQC e de outros programas tiveram cunho ofensivo ou até preconceituoso, mas acredito que em muitos casos o humor é também feito disso.

O Casseta e Planeta da Rede Globo satirizava o terrorista Osama Bin Laden, algumas vezes estereotipando o povo dos países arábicos e de certa forma fazendo humor sobre o desastre de 11 de setembro, nesse caso houve pouca ou nenhuma repercussão sobre o assunto.
Outro programa da Rede Globo, o Zorra Total, fez muitas piadas sobre o caso dos mineiros presos em uma câmara suterrânea no Chile e também pouco se falou sobre.
Em vários textos de comediantes que fazem stand up comedy havia piadas com o "Caso Bruno" no qual o ex-jogador foi acusado de matar a namorada/amante e pouco também se falou.

Quer dizer, vivemos em uma sociedade hipócrita, repito: foi uma piada bastante infeliz (como muitas outras que já vimos na televisão), mas acho válido brincar com algumas coisas (desde que respeitando certos limites), não sou a favor do comentário feito pelo Rafinha Bastos, mas acho um tanto exagerada a atitude da emissora e a amplitude que o caso tomou.


Afinal, o humor nem sempre reflete a real opinião do humorista, o que não pode ser dito do jornalismo e seus representantes, que diga Bóris Casoy...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

E a teoria segue...

Como comentado na postagem "E agora quem poderá me ajudar?", mais uma vez aparecem maçãs podres para sujar o nome da polícia.

Além de o tenente-coronel Claudio Oliveira ser exonerado de suas funções e detido como um dos mandantes do assassinato da juíza carioca Patrícia Acioli, agora quatro policiais da ROTA mataram na cidade de Osasco o motorista Paulo de Jesus.

Segundo eles, o motorista era suspeito de guardar armas dentro de casa e de participar de um roubo a um posto de combustíveis, ao invadirem a casa alegaram logo em seguida que Paulo efetuou disparos contra eles.

Entretanto, algumas testemunhas dismentem a alegação dos policiais afirmando que Paulo foi levado para um canto onde recebeu uma série de tiros e teve uma arma colocada em sua mão e disparada contra a parede.

Até quando vamos ser obrigados a ouvir e assistir notícias sobre policiais truculentos que abusam do poder que a farda lhes dá para cometer tais disparates?

Às vezes chego até a torcer para que notícias como essas sejam mentiras para que as pessoas não percam de todo a fé na instituição que a polícia representa, mas parece cada vez mais difícil, parece que as pessoas se importam cada vez menos com a honra da instituição que fazem parte.

Afinal, se não confiarmos na polícia nos restará confiar em quem?

sábado, 1 de outubro de 2011

Honestidade

Tem coisas na vida que desanimam qualquer um...

No meu caso, o que mais me desanima é o que eu considero como injustiça, mas não é 'o tipo clássico' de injustiça, é algo um pouco diferente.

É mais ou menos assim: 
Você se esforça para fazer tudo da forma mais clara e 'sincera' o possível e em várias vezes as coisas saem completamente ao contrário do que você planeja, ao mesmo tempo, você vê pessoas que agem sempre com incorreção e vencem na vida.

Acho que é esse é o pior tipo de injustiça que existe, afinal, ele te faz refletir sobre os ensinamentos paternos de correção e caráter, te faz muitas vezes pensar que o certo é errado e vice-versa, ou seja, mais vale agir inescrupulosamente para atingir os objetivos do que ser honesto.

Em 'pouco tempo de vida' eu sempre procurei agir de modo honesto e sincero, tanto profissionalmente quanto em âmbito pessoal, resultado: profissionalmente já fui bastante criticado por 'fazer o certo' e quem sabe perdi algumas oportunidades por isso, pessoalmente, não preciso nem dizer muito, tento ser transparente com as pessoas e o que muitas vezes recebo são rótulos errôneos e em alguns casos até desprezo por não falar 'as mentiras que todos gostam de ouvir'.

Lógico, não sou uma 'metralhadora de verdades', não saio falando/fazendo tudo o que penso, mas falo algumas verdades que julgo necessárias e sou recriminado algumas vezes por isso.

Quer dizer que pra vencer na vida (em todos os sentidos) vale realmente tudo?

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vale a pena?

(Sei que a notícia já tem mais de uma semana, mas como é ainda o 'prato principal' dos jornais de sensacionalismo resolvi também falar sobre o assunto.)


Ao ouvir, eu sinceramente, não acreditei, consederei um evento quase sobrenatural, é inconcebível que um garoto de 10 anos consiga ter acesso a uma arma e que tenha a frieza de atirar em uma professora e se matar logo em seguida, se isso já é algo inacreditável se realizado por um adulto, que se dirá por uma criança.

Não entendo como uma criança pode ter uma mente tão atormentada, até onde soube da notícia, um colega disse que em um primeiro momento, David Nogueira queria assustar a professora, entretanto, esse episódio terminou da maneira trágica que vimos.

Eu não sou pai ainda e sinceramente fico com medo de um dia sê-lo, apesar de saber que "não se cria os filhos para si e sim para o mundo", dá medo imaginar que seu filho ao ir para a escola pode ser vítima de algo tão brutal quanto a ira de um colega.

Particularmente, acredito que um dos maiores culpados (se não o principal) é o pai do garoto, Milton Nogueira, guarda municipal, que mantinha a arma (um revólver calibre 38) em casa (por ser uma arma pessoal e não da Guarda), que além de perder seu filho, ainda poderá ser condenado por homicídio culposo.


Não sou totalmente à favor do desarmamento, entretanto, são casos como esses que me fazem pensar: será que realmente vale a pena um cidadão ter uma arma em casa? Em casos de assalto, reagir não é a ação mais indicada, armado então...

Afinal, em uma época onde crianças de 10, 12 anos falam de sexo tal e qual doutores no assunto e onde cada vez mais são acometidos por 'doenças adultas', vale tanto assim a 'segurança' de ter uma arma em casa?

sábado, 24 de setembro de 2011

'Antiquado'

Quem me conhece ou melhor, quem me conheceu 'nos melhores dias' sabe que a minha 'linha de inspiração' é mais romântica do que crítica, embora aqui dentro d'O palco dos pensamentos essas 'veias' já se cruzaram algumas vezes.

Mas mais do que romântico sempre me considerei um tanto antiquado, pois (como acredito ter escrito várias vezes) acredito no poder de um buquê de rosas (sei que é um pouco cafona mas acho que ainda é um 'bom presente), mas não é só por isso que me acho 'antiquado', é simplesmente porque eu na maioria das vezes penso em me envolver com pessoas pelas quais eu sinta alguma coisa um pouco mais forte do que apenas 'vontade'.

E mais do que isso, eu tento pensar no 'bem-estar' de quem me interesso, quer dizer, se sinto que o sentimento por minha parte não é forte o suficiente, tento não fazer a pessoa perder tempo.

Sou antiquado porque acredito (infelizmente) que quando alguém fala de 'sentimentos', eles são reais e duram mais de uma semana, 'ficar' é uma coisa, envolver sentimentos já é outra completamente diferente.
Não digo 'eu te amo' por ficar sem nada pra dizer, só digo quando realmente sinto que é um sentimento mais verdadeiro e profundo.

Nem sei se um dia machuquei alguém, com meu modo de agir/pensar, sei que sem dúvida inúmeras vezes me machuquei 'em prol' de alguém que eu tenha gostado muito, por acreditar que a felicidade de tal pessoa não era estar ao meu lado.
Sei que dificilmente vou mudar e de certa forma não me lamento quanto a isso apesar de saber o quanto vou me sentir mal por agir assim, mas só peço que você que está lendo, não cometa os erros que eu insisto em cometer e que sob hipótese alguma, se aproveite dos sentimentos alheios.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Condições↑ natalidade↓

É uma informação extremamente antiga, mas é algo que até hoje me assusta: "quanto mais pobres as pessoas mais filhos elas têm".
Não consigo entender como isso é possível, sei que existem regiões praticamente incomunicáveis, entretanto tem algumas cidades do nordeste que apesar da pobreza tem acesso à informação (não disse 'educação digna' e sim informação mesmo).
Me assombro quando vejo aquelas incursões sensacionalistas dos jornais que vão entrevistar famílias 'miseráveis' que têm 10, 12, 15 filhos, pessoas que mal ganham para se sustentar (como casal que se dirá os filhos).
Isso é o que para mim parece incoerente ou pelo menos bastante estranho, lógico, essas pessoas vivem longe dos grandes centros, mas ainda assim em algumas cidades existe um acompanhamento de saúde que pode lhes prover informações sobre os contraceptivos além do que não é difícil pensar que se já é complicado sustentar umas 5 pessoas, 6 é mais difícil.
É algo que eu sinceramente não consigo entender nesse nosso país, será que a vida nesses locais é tão monótona que a melhor diversão é 'fazer filhos'? (Sei que é uma piada ridícula, mas é o que parece)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Quer pagar quanto?

Pegando um gancho da última postagem, gostaria de falar/escrever mais um pouco sobre o nosso 'maravilhoso' sistema eleitoral brasileiro.
Outra particularidade do nosso sistema eleitoral são as nossas belíssimas propagandas eleitorais gratuitas, onde candidatos utilizam alguns minutos da programação de nossas televisões para expor suas ideias de futuro e os planos de seu partido para a Nação, se fosse só isso (e se eles falassem alguma coisa coerente e/ou interessante além de promessas improváveis) não teria muito problema, entretanto não entendo por que 'eles' têm direito a exibir suas ideias 'de graça' no meio 'da minha programação'.

Ou algum dia algum lojista disse pra você: "Pode levar o que quiser da loja, sem pagar nada", pra mim não pelo menos.

Logo, o que dá o direito de um partido que reúne recursos um ano inteiro de seus associados exibir uma propaganda praticamente de graça (pra eles), por um acaso alguém recebe por mês uma hora de água ou eletricidade de graça?
Ou por acaso algum anunciante (idôneo) consegue a inserção de seus anúncios de maneira gratuita em todas as redes de comunicação?

É injusto, eu defendo a adoção do 'Horário Eleitoral Pago' afinal, se um partido não conseguir recolher e gerir recursos para inserir suas propagandas na rede aberta durante o chamado 'horário nobre' dificilmente ele terá condições de gerir as finanças de um Estado.

Ainda que me acusem de 'elitista' eu digo, é ridículo o número de partidos que temos, com a adoção do 'Horário Eleitoral Pago' pelo menos esses 'partidos nanicos' e bizarros que defendem causas dúbias seriam obrigados a desistir das eleições por falta de fundos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Liberdade com restrições

Acho interessante as propagandas que fazem no período eleitoral no qual 'invocam' e alardeiam a nossa liberdade de escolher o futuro do nosso País entre outras coisas.
Entretanto, tem uma coisa que até hoje não entendi, como é que somos livres a exercer nossa cidadania se somos privados do nosso direito de nos abstermos de tal escolha?
Afinal, o voto no Brasil é obrigatório, o que faz com que de dois em dois anos em outubro milhares de pessoas perdem boa parte de um dia para serem forçados exercer a sua liberdade de escolha, o que eu, particularmente, acho ridículo, se as eleições servem como um modo do povo brasileiro exercer o seu direito de escolha, por que eu não tenho o direito de escolher 'ficar de fora' do 'maravilhoso processo da democracia'?
Sempre acreditei que a obrigatoriedade tira o prazer de qualquer coisa, logo, como eu vou ter orgulho em decidir o futuro do meu país se não tenho nem a possibilidade de escolher o que eu quero fazer no dia das eleições?
Eu só acreditaria que voto obrigatório daria certo se a população brasileira tivesse total consciência de que candidatos votar e não só acreditar em contos de fadas de que homens e mulheres humildes serão bons governantes mesmo sem ter uma plataforma de campanha decente ou colocar qualquer analfabeto no poder só por querer protestar, se quer protestar faz passeata e não elege qualquer 'palhaço' que se candidatar...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Cálice

Copiando o título da música de 1978 do Chico Buarque e do Gilberto Gil, que se encaixa muito bem no assunto.


Ouvi semana passada uma notícia que dizia que a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) estava estudando a possibilidade de implantar um 'marco regulatório de mídia' no Brasil, ou seja, o governo passaria a 'filtrar' as notícias que seriam divulgadas pelas mídias.

Curioso é que há uns 30 anos atrás nós já tivemos um 'irmão mais velho' desse marco regulatório de mídia que era carinhosamente chamado de censura.

Funcionava assim, o governo militar eliminava da mídia todo e qualquer conteúdo que ousasse falar mal ou questionar a autoridade do governo.

Agora eu pergunto: será que o partido que tanto disse ser à favor do povo e que traz o 'nome' dos trabalhadores está realmente pensando naqueles que representa (ou pelo menos deveria representar)?
Gostaria de lembrar que não sou favorável a nenhum partido, em compensação sou favorável à vida digna e plena do cidadão.

Mesmo que tal projeto não seja aprovado, o fato de sequer ser cogitado para votação já é algo bastante revoltante, não é possível que um grupo de pessoas que queira encobrir as 'falcatruas' dos seus, resolva tolher a liberdade do povo brasileiro de se expressar.

Afinal, esse pode ser apenas o começo de uma 'nova velha era' no Brasil, tempo esse no qual qualquer brasileiro que quiser exprimir suas opiniões e preocupações com o futuro do país poderá ser severamente punido.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Gli pirati

O título significa exatamente o que parece...

A internet está cada vez mais presente no nosso dia à dia e principalmente no nosso lazer, hoje em dia quase todo mundo pode jogar um jogo on-line ou procurar informações no Mr. Google, até mesmo antes de procurar uma informação em um livro se procura na internet.

Entretanto essa popularização da internet trouxe o grande vilão dos tempos atuais: a pirataria.

Eu mesmo, (que nenhum fiscal leia isso) possuo um sem número de jogos, softwares e música obtidos direto da internet e sei que muita gente que ler este texto também vai admitir que possui bastante conteúdo 'ilegal' em suas máquinas.
Mesmo que eu em muitos momentos prefira agir 'dentro das leis', neste quesito sequer tenho dúvidas de como proceder, mas pelo menos eu tenho algumas razões bastante fortes para optar pelo conteúdo 'ilegal'.

Tudo o que é vendido no Brasil é sobretaxado, boa parte dos produtos voltados à tecnologia ou ao lazer possui altos encargos, basta ver o preço de um CD que dificilmente custa menos de R$30,00, mesmo que alguém diga que eu sou muito muquirana, eu considero R$30,00 muito para um CD de 13 ou 14 faixas.
Logo alguém vai pensar: "existem os downloads legais de música" e eu respondo, sim, eles existem, entretanto cada um custa cerca de R$2,00 por faixa, peço que você abra a calculadora do seu sistema operacional (possivelmente 'pirata') e calcule quanto custariam 2069 faixas ao preço de R$2,00, porque esse é o número aproximado de músicas que eu tenho no meu computador, calculando isso é aproximadamente quase todo o dinheiro que eu ganhei no ano passado no estágio, isso sem contar os softwares que eu tenho na máquina.

Diz a lei brasileira que ninguém é obrigado a fornecer provas contra si mesmo, mas cá estou eu o fazendo, mas é porque eu acho estupidamente absurdo os preços que pagamos, enquanto aqui um jogo de computador custa cerca de R$120,00 lá fora custa o equivalente a uns R$30,00 ou R$40,00 aproximadamente.

Mas o que realmente me motivou a escrever todo esse texto é o fato de que eu adoro música italiana e só pude conhecer boa parte dos artistas que conheço graças a pirataria e graças a ela também é que me tornei tão fã deles, entretanto muitos deles não têm seus álbuns vendidos no Brasil e muitas lojas 'de fora' não exportam para o Brasil, para fazer um teste, procurei um álbum que continha dois CD's e um DVD que em uma loja italiana custa €27,99 (cerca de R$63,84 segundo o 'grande Google') e que na única loja no Brasil que eu encontrei custa R$167,04 (sem o frete), ou seja, mais de R$100,00 de diferença.

Agora pergunto, será que vale tanto a pena seguir esse tipo de lei?

Apesar de ser um tanto injusto com o artista, imagino que eles conseguem tirar um pouco dessa desvantagem nos shows (que sem dúvida compensam bastante).

É praticamente impossível ver vantagem em montar um computador 'original' com uma licença de sistema operacional custando cerca de R$240,00 e uma licença de programas de escritório custando cerca de R$150,00, fora os outros aplicativos necessários, ou seja, custa praticamente metade do preço dos componentes físicos do computador.

Acredito que mais ilegal do que o ato da pirataria virtual é o assalto que nossas excelentíssimas autoriadades fazem ao estipular o valor dos impostos.

"Enquanto nós tivermos de pagar o salário de um ministro ou deputado para comprar um CD, dificilmente vamos ver vantagem em fazer tudo 'da maneira legal'."

sábado, 10 de setembro de 2011

Liberdade x Libertinagem

É como eu disse, meus títulos estão ficando cada vez melhores [risos]

Como eu nunca canso de afirmar, muitas vezes as minhas ideias são mais antigas que eu mesmo, afinal, eu sou bastante contra 'o uso' da atual liberdade sexual/sentimental.
Não de uma maneira radical, acho interessante e bastante válido esse conceito de as pessoas serem livres para se relacionarem com quem quiserem, isso é fantástico, chega dos tempos em que as crianças eram obrigadas por seus pais a se casarem, isso é completamente inadimissível.
Entretanto, discordo do modo de vida que se leva hoje em dia, já que vivemos na lei do 'ninguém é de ninguém' (lógico que existem suas excessões e não são poucas por sinal) só acho um tanto degradante pessoas que vão pra festas para beijar 20, 30, 40 pessoas, não digo que não se possa sentir desejo por mais de uma pessoa ao mesmo tempo, afinal, os instintos humanos são bastante estranhos, mas 30, 40 num espaço de 5 ou 6 horas é um tanto exagerado, é como se diz: 'parece que acharam a boca no lixo'.

Beijar é bom, é ótimo, mas será que é necessário tudo isso?

Não vale mais a pena ir pra uma festa beber (sem tanto exagero), dançar, rever pessoas, conversar, passar um tempo fazer disso uma diversão 'saudável' se assim posso dizer.

Não sinto a mínima inveja dos rapazes que cometem esses exageros dizendo que é pra isso que as festas servem e acredito que muitas meninas não tenham muito orgulho quando também o fazem.

"É preciso entender do que mais do que apenas 'pedaços de carne', somos seres vivos providos de inteligência e consciência..."

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cinema nacional

Como não tenho o hábito de dormir muito cedo (principalmente quando não tenho de acordar cedo) acabo assistindo as sessões de filmes da madrugada, logo, acabo assistindo muitos filmes brasileiros e cheguei a uma estranha conclusão:

"Praticamente não existe filme brasileiro que não tenha pobreza extrema (favela e criminalidade ou famílias 'miseráveis') ou que não tenha alguém (na maioria das vezes uma criança ou adolescente) falando palavrão."

Certo, falamos palavrão no nosso dia a dia, só que muitas vezes não é como nos filmes, estranhamente esses textos são escritos de forma que um palavrão quase sempre represente uma vírgula ou um ponto final, será isso falta de criatividade (ou excesso dela) nos textos?

Lógico, não quero dizer que os filmes sejam exemplos de língua portuguesa culta, só porque também acho um exagero o modo como são escritos tais textos, acredito ser bastante possível passar uma mensagem sem 'carregar' no uso dos palavrões.

É como eu disse usamos os palavrões na linguagem cotidiana só que isso (junto à pobreza) representada nos filmes serve só para passar uma 'excelente' imagem da nossa sociedade à audiência.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Independência ou liberdade

Não sei se todo mundo conhece a mesma versão da história da Independência do Brasil que eu conheço (vai que alguém conhece outra), mas enfim, a história que eu conheço prega que o Brasil para ser 'independente' de Portugal assumiria a dívida externa acumulada pelos lusitanos e (logicamente) se comprometeria a pagá-la.

Aí vem a dúvida, o país seria independente politicamente de Portugal, sendo regido pelo príncipe da Coroa portuguesa e dependente (por individamento) das grandes potências da época?

Por aí já se vê que desde 'o começo' o Brasil já tinha uma história confusa.

Eu até hoje não entendi o que comemoramos no dia de hoje, seria a nossa suposta liberdade das decisões políticas de Portugal (mesmo sendo comandados no início pelo príncipe da Coroa portuguesa) ou seria o fato de termos o direito de herdar a maravilhosa dívida de Portugal?

Eu sinceramente não me sinto nem um pouco independente, já que até hoje somos dependentes do great father USA que manda e desmanda muitas vezes dentro nosso próprio país, dependentes dos nossos políticos que nos aprisionam em leis absurdas que visam só o seu próprio bem-estar, ou seja, estamos livres do que?

Fora que comemoramos nossa independência com desfiles cívicos que obrigam nossas crianças e estudantes que mal sabem do que se trata tal desfile a caminhar sob o sol pelas avenidas de nossas cidades em troca de um ponto na média escolar, grande orgulho pela pátria que incutimos em nossas crianças, não é?

Entretanto se você se sente feliz por assumirmos as dívidas de Portugal ou por deixarmos de depender dos lusitanos para depender de 'bichos maiores':

Feliz dia da Independência!

sábado, 3 de setembro de 2011

Teoria da pipoca

Admito que ultimamente eu estou me superando nos títulos...
O fato é que foram realmente as pipocas que me inspiraram...

Desde muito tempo eu tinha vontade de usar aparelho dentário, porém não só porque achava bonito usar, minha razão mesmo sendo também estética era um pouco 'mais nobre' já que desde o final do primário eu já tinha boa parte dos dentes permanentes (o que acredito ser bastante normal), entretanto, eu tinha perdido dentes em 'posicionamentos estratégicos' que acabaram ano após ano prejudicando a aparência da minha arcada dentária, logo, com dentes bastante tortos eu tinha muita vergonha de sorrir, porém com o estágio veio o dinheiro e com o dinheiro veio o aparelho que hoje em dia ostento.
Deixando a minha ficha odontológica um pouco de lado, ao colocar o aparelho comecei a temer porque muitas pessoas que já usavam diziam que doia bastante e que além disso muitas vezes eram impedidos de comer alimentos mais duros sob pena de soltar alguma peça ou de intensificar mais ainda a dor.
O fato é que depois do aparelho eu descobri o incrível prazer de comer pipoca, chegando quase a me viciar e claro, além da pipoca, rapadura, cocada e boa parte dos alimentos 'danosos' ao aparelho.
Parece incrível, mas depois de colocar o aparelho, parece até que o gosto desses alimentos mudou e pra melhor, talvez até pelo 'sabor da proibição'.
Pode parecer um tanto idiota, mas diante desse fato praticamente sem importância eu acabei fazendo uma analogia com a vida e por mais estranho que pareça, a analogia (pelo menos pra mim) faz bastante sentido ou vai dizer que em vários momentos da sua vida uma ação 'proibida' não se tornou muito mais interessante justamente por possuir essa proibição?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Abrir mão

Esse é aquele tipo de postagem em que eu abro a minha alma, escrevo um monte de simbolismos e poucas pessoas entendem realmente do que eu estou falando, e sinceramente esse é o tipo de texto que eu mais gosto de escrever... [risos]

O fato é que desde quando comecei a me entender como gente (o que sinceramente acredito que não faça muito tempo), aprendi a colocar o amor acima de tudo, sempre, ou melhor, quase sempre.
Logo, boa parte de tudo o que eu faço ou deixo de fazer é fruto de um sentimento mais puro e honesto, pouquíssimas vezes eu tentei achar outra motivação que não fosse o amor, até porque se não fosse assim eu me enganaria e enganaria muitas pessoas.
Só que querer fazer tudo com amor e dedicação de 100% muitas vezes acaba me prejudicando demais, pois como já afirmei, não gosto de enganar as pessoas e nem me enganar, desse modo, sempre que sinto que já não existe 100% de amor da minha parte ou se eu sinto que existe alguma dúvida, é porque é hora de abrir mão.
Não foram poucas as vezes em que fiz isso, há quem possa acreditar que isso é fraqueza, que seja então, mas eu pelo menos permaneço acreditando que não vou estragar tudo por não me entregar de corpo e alma.
Sou assim, prefiro sofrer de longe do que prejudicar com más ações.


"Se já é difícil compreender imagine então viver..."

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Briga na escola pt. 2 [Educação]

Conforme explicado na postagem de segunda-feira, gostaria de falar de um outro ponto relacionado a briga das meninas em Belo Horizonte que é a questão da educação.

Me surpreende hoje em dia a concepção de muitas pessoas de que a educação das crianças é apenas de responsabilidade da escola, logo, esses pais levam uma criança sem liimtes e sem educação para a escola e no final do dia esperam trazer para casa um/uma cavalheiro/lady.
Muitos pais não tem a real noção de que ser pai não é só fazer sexo e alguns meses depois sair do hospital com uma criança no colo, tem muito mais responsabilidades e atribuições atreladas a isso, já que a paternidade/maternidade é um trabalho de uma vida inteira.
Educação vem de casa, vem dos exemplos dados em casa, desde pequeno sempre aprendi o que era certo e o que era errado e não foram poucas as vezes que levei umas palmadas por fazer 'o errado', não sou contra um pai dar uma palmada em um filho, desde que 'ele mereça' e desde que sirva para punir uma má ação, nada de violência excessiva.
Pais permissivos criam 'monstros' que mentem, manipulam e sobretudo depois de grandes não aceitam um 'não' como resposta.
É como eu já afirmei, o exemplo vem dos pais, uma filha que vê a mãe bater na mãe da colega acaba 'tendo certeza' de que é certo apelar para a violência para impor suas ideias e acertar suas diferenças.

Como diria a minha avó: "a fruta nunca cai muito longe da árvore."

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Briga na escola pt. 1 [Diálogo]

Eu me surpreendi muito com uma notícia que eu acompanhei na semana passada onde duas meninas brigavam em um colégio de Belo Horizonte, tudo seria normal se quando chamadas na escola as mães de ambas as meninas também não começassem a trocar puxões de cabelo e outras agressões.

Diante de tal circunstância decidi escrever sobre dois assuntos um tanto diferentes porém ainda assim ligados a esta notícia, de modo que o primeiro texto será postado hoje e o segundo na quarta-feira.

Para a postagem de hoje gostaria de questionar um pouco a hostilidade nas relações humanas, já que acho estranho o modo como as pessoas se tratam atualmente, é algo incrível, cada vez mais temos notícias de comportamentos violentos entre as pessoas em situações completamente fora de contexto, casos de agressões praticamente gratuitas (como no caso das meninas e das mães).
Diz-se em primeiro momento que o pivô da briga foi um garoto pelo qual ambas eram interessadas (ou qualquer coisa assim, já que o que menos me interessa é a boataria ao redor do caso), entretanto eu não entendo qual a dificuldade de manter uma conversa, já que praticamente tudo pode se resolver a partir de um diálogo aberto.
Hoje em dia parece que as pessoas estão mais interessadas em 'acertar as outras' do que 'acretar as contas', será que realmente é tão eficaz partir para briga ao invés de tentar dialogar?
Sei que é um pensamento extremamente utópico desejar que as pessoas resolvam seus problemas através do diálogo, só que do jeito que vamos, no futuro, até uma disputa no par ou ímpar será motivação para um assassinato.

domingo, 28 de agosto de 2011

Solidão

Como um ácido, corrói tudo o que encontra pela frente, seja vivo ou construído, não importa, tudo ela dilapida e destrói.
Como um câncer, silenciosa te devora por dentro e quando menos você espera, ela te mostra o quanto é capaz de te fazer mal.
Furtiva e sorrateira te ataca quando você menos espera e quando se dá conta, muitas vezes é tarde demais e ela já levou boa parte de tudo o que você já construiu ou conseguiu.
Há quem diga que o que estou escrevendo não tenha o menor sentido, entretanto é quase como um grito de um coração já tão ferido, cansado de lutar batalhas perdidas e caçar sonhos utópicos.
Digo mais, àqueles que nunca sentiram ou temeram a solidão recomendo um exame de rotina para conferir se dentro do próprio peito ainda existe um coração.

"Tente entender, podem existir mais de mil formas de morrer...'"

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

E agora quem poderá me ajudar?

Primeiramente, peço desculpa pelo título 'engraçadinho' por mais que eu pretenda comentar algo sério, entretanto, não consegui pensar em frase mais adequada, já que hoje em dia até policial é bandido.
Dá medo saber que a juíza carioca Patrícia Lourival Acioli foi morta por policiais membros de milícias que queriam impedir o seu trabalho.

Quer dizer, não estamos podendo nem confiar nos policiais, que estão ali 'para proteger e servir'...

O Brasil cada vez mais nos faz desacreditar de nossas instituições nacionais, quer dizer, os políticos eu sabia que já não tinham jeito, mas os policiais, já é demais...

Brincadeiras à parte, acho deplorável o quanto alguns 'espíritos de porco' de má índole sujam o nome dessa corporação que sabemos ser cheia de heróis, já que aguentar o que eles aguentam e se arriscar do jeito que se arriscam pela miséria que ganham é sem dúvida algo digno de heróis.
Não podemos culpar jamais a necessidade por nossas más ações, mesmo que digam que eles formam milícias para poder ganhar algum dinheiro já que o salário é ruim, já que existe muito catador de recicláveis que nunca roubou, tudo é uma questão de caráter, quem não tem, não tem.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Os outros são apenas os outros

Engraçado como eu por tanto tempo tive medo da opinião alheia, sempre fui muito 'certinho' sempre tentava ser bastante comedido, tanto no falar quanto no agir, mas nunca consegui entender o porquê disso...
Aliás, não sei por quê as pessoas se apegam tanto à opinião social, manter um bom caráter é fundamental, mais do que 'para mostrar para as outras pessoas', e sim para manter uma consciência limpa.
Não consigo entender como vivemos nossas vidas tão regrados por convenções tão bestas e sem sentido, afinal, não vamos nunca agradar a todos, logo, o que mais vale é 'nos agradarmos' o quanto pudermos.

Somos regidos por padrões muitas vezes absurdos ou alguém acha que aquelas modelos esqueléticas são lindas?
Sinceramente, acho interessante a forma física de alguns modelos (masculinos) entretanto sei que aquilo não é para mim, sou meio gordinho, pretendo emagrecer um pouco (por convicções pessoais), mas nem de longe cogito virar uma máquina de músculos, por mais que me digam que isso seja algo legal.

Os outros são apenas os outros, e não podem assumir um papel tão protagônico na nossa vida, viver regido por opiniões alheias não é viver, é obedecer, e quem só obedece não tem tempo de aproveitar o que existe de bom na vida.

domingo, 21 de agosto de 2011

Pão duro

Uma vez me disseram quase em tom de brincadeira (quase mesmo porque não foi) que a única razão de eu não querer ir no cinema em um determinado dia era só porque eu era pão duro demais.
Eu 'levei pro lado pessoal' e até hoje volta e meia fico lembrando dessa situação, afinal, é um gesto de avareza não querer ir no cinema em uma determinada situação?
Desde novo sempre pensei em ter dinheiro para poder sustentar meus desejos, vícios e manias, apesar de começar a trabalhar relativamente tarde, já que só aos 17 anos fui receber o meu primeiro salário, fruto de um mês de trabalho.
O fato é que nesses três anos, são raríssimas as vezes que eu me lembro de ter pedido dinheiro para os meus pais para sair ou comprar qualquer besteira que me agradasse.
Sempre me agradei da ideia da autosuficiência financeira, para tal, muitas vezes me vali da economia, graças a isso comprei alguns brinquedinhos, equipei meu computador, comprei minha multifuncional (que há muito me fazia falta) e muitos inúmeros 'regalos' pessoais, claro, não pago a luz que consumo, a água que gasto, entretanto, os meus gastos supérfluos são de minha responsabilidade (roupas, diversões e outros).
Contudo, nesse meio tempo praticamente nunca recusei sair por não ter dinheiro, mantenho minha planilha de custos sempre atualizada e um orçamento relativamente firme, tanto que estou há quase dois meses desempregado e graças a algumas manobras tenho praticamente o que me sobrava do salário no tempo do último estágio.
Logo, me pergunto, será que as mulheres preferem um alguém que tem o seu dinheiro e sabe cuidar dele (sem grande exageros) ou preferem um alguém que gaste de qualquer jeito, faça dívidas e no final do mês corra 'com o rabo entre as pernas' para pedir dinheiro para o papai?

"Avareza é uma coisa, controle é outra"

sábado, 20 de agosto de 2011

Opinião, você tem a sua? [O contraponto]

Há pouco tempo atrás, escrevi sobre pessoas que procuram sempre se eximir de dar suas opiniões (texto que você pode conferir clicando aqui), entretanto, existe o contraponto, o outro lado da moeda.

Embora muitos assuntos exijam nossas opiniões e posicionamentos existem outros completamente neutros ou com pouca/nenhuma necessidade de opinião, entretanto sempre existem pessoas que sentem necessidade de dar sua opinião, até quando não lhes é pedido.
O real problema é que essas pessoas mesmo sem perceber, acabam inventando argumentos para fundamentar teses vazias ou muitas vezes utilizando pensamentos e convicções próprias como se fossem fontes fiáveis e comprovadas.
Não somos nem nunca seremos donos da verdade, mostrar nossa opinião é dar o direito do próximo de demonstrar também a sua.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Deputadômetro

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina - FACISC lançou no dia 17 o 'Deputadômetro' um site que procura informar um pouco mais os cidadãos sobre como funciona o trabalho dos deputados.
Nesse site existia um ranking (que foi derrubado em cerca de 24 horas) dos nossos queridos deputados, classificando-os de acordo com a sua assiduidade, projetos apresentados, fidelidade partidária e outros critérios, entretanto, nossos queridos parlamentares se sentiram profundamente ofendidos com a atitude da FACISC, inclusive um deles deu uma entrevista alegando que o que importa para um deputado é a 'qualidade da presença em plenário' e não quantidade.
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Francamente, eles tem toda a razão de reclamar de uma atitude leviana como essa, onde já se viu, o fato de existirem parlamentares que trabalham no máximo 3 vezes por semana, gozam de praticamente 4 meses de férias e recessos e recebem por mês o que um servidor público não ganha em um ano não justifica tal exagero por parte da FACISC, afinal, pra que informar o povo que os elegeu sobre quem trabalha ou não?
O povo não quer saber de nada disso, existem milhares de coisas muito mais importantes na vida do catarinense e do brasileiro, como por exemplo, descobrir quem matou a Norma, quem vai sair na Fazenda...
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ps.: segundo o criador do site o ranking foi retirado para reavaliar os critérios de classificação, sendo que logo logo será restaurado.

[off-topic] Mais de 1000 visitas

Sei que não é um feito enorme, que existem blogs que recebem mil visitas por dia, entretanto para mim já algo muito significativo saber que o espaço onde eu compartilho meus pensamentos, sentimentos e opiniões já foi visualizado cerca de mil vezes, até porque particularmente no princípio não imaginei chegar nem a 200 visualizações.
Meus sinceros agradecimentos!

domingo, 14 de agosto de 2011

Azar e Sorte

Eu sempre brinco com a minha mãe porque muitas vezes ela aparece com uma superstição nova ou me relembra uma antiga, não foram poucas as vezes em que eu vi ela derrubando sal na mesa ou na pia e jogando por cima do ombro, 'já que quem deixa cair o sal na mesa perde dinheiro'.
Mas claro, sei que não é só ela, essa semana por exemplo tinha uma escada armada na calçada, tomando todo o espaço dos pedestres, logo, ou eu teria de passar por baixo e 'correr o risco de ter azar' ou eu poderia ir pelo meio da rua e ter o azar de ser atropelado, nem preciso dizer o que eu escolhi, não é?
Brincadeira à parte, eu acho incrível como as pessoas se fixam tanto nessas coisas, quer dizer, sorte ou azar na maioria das vezes ou é fruto das possibilidades ou do trabalho ou de uma série de eventos coincidentes.
Existem momentos em que as coisas não vão bem e existem coisas improváveis que dão certo, é só isso.
Ou será que se um aluno não estudar para uma prova e achar um trevo de quatro folhas na rua ele pode ter a chance de acertar todas as questões por sorte?
Sinceramente, já devo ter quebrado muito espelho, já passei por muito gato preto, de escada então não me lembro por quantas já passei por baixo e nem por isso minha vida se tornou um desastre.
Tudo é apenas uma questão de condicionamento mental, se quando as coisas vão mal e você começar associar isso única e exclusivamente ao azar, sem dúvida tudo o mais que você fizer você fará sem coragem e sem confiança, logo, a possibilidade de realmente não dar certo triplica, mesmo...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

É difícil não ser como todos...


Tentando compensar um pouco a falta de postagem  (que não é tão grande assim) deixo-lhes este texto de novembro de 2009.

É difícil não ser como todas as outras pessoas ou é difícil ser como elas?
Está é uma questão que vive sempre rondando os meus pensamentos, quer dizer, eu fico triste por não conseguir agir como a maioria das pessoas que se considera normal, não me divirto como todo mundo, não penso como todo mundo, não ajo como todos e muito menos sinto como as outras pessoas sentem.

Mas o mais curioso é que em determinados momentos eu me vejo sendo como todas as outras pessoas ‘normais’ e é aí que reside o problema porque durante muito tempo eu busquei construir uma personalidade só minha, só que o resultado foi uma ‘colcha de retalhos’ da vida dos outros, ou seja, eu fui absorvendo um pouco de cada pessoa que convive ou conviveu comigo e fui montando ‘o meu jeito de ser’.
Porém eu não peguei só as qualidades, peguei também muitos defeitos e isso é o que muitas vezes tanto me penaliza, já que já é difícil conviver com os meus defeitos próprios então imagina só conviver com os defeitos alheios que ficaram ‘dentro de mim’.

É difícil entender o que se passa na minha cabeça, tenho quase toda certeza que quem ler esse texto sem dúvida não me entenderá, como nas muitas vezes que esses pensamentos me assombram nem eu me entendo.
Mas enfim, acredito que essa seja apenas uma fase de passagens, na qual muita coisa mudou pra mim e que sem dúvida ainda vai mudar.
E se no futuro esses pensamentos ainda me assombrarem, tenho certeza de pra onde eu devo correr...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Opinião, você tem a sua?

Engraçado como eu sempre gostei de falar (muito e às vezes muito alto), mas mais do que isso, eu sempre quis ter uma opinião sobre tudo.

Realmente não domino muitas áreas de assunto, entretanto sei quem sou e tenho minhas convicções.
Algumas vezes acho estranho quando encontro pessoas que até possuem opinião própria, mas muitas vezes se anulam, mesmo sem pensar em qual é 'a forma mais correta de pensar' naquele momento.
Não digo que sejamos um bando de intrasigentes, entretanto acredito que uma relação (seja ela qual for) estará sempre fadada ao fracasso se uma das pessoas envolvidas decidir sempre 'se anular' e seguir apenas as convicções alheias.
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